Se Alegre nada disser perante isto, afinca não um tiro mas uma bomba não no seu pé mas no corpo todo, e permite desde já a J Sócrates que ria de felicidade com a vitória antecipada de Cavaco (o que perante a triunfante miséria moral do socratismo me torna indiferente)

O primeiro-ministro, José Sócrates, acaba de anunciar uma redução média de cinco por cento nas despesas com os salários dos funcionários públicos no próximo ano. O corte será progressivo e incidirá sobre os vencimentos superiores a 1500 euros mensais.

A redução será feita consoante o rendimento. Os salários acima dos 1500 euros mensais e até dois mil euros terão um corte de 3,5 por cento, enquanto nos rendimentos mais elevados o corte será de 10 por cento.

José Sócrates anunciou ainda o congelamento das promoções e progressões na carreira, o congelamento das pensões e a proibição da acumulação de salários com pensões.

Além das medidas previstas para o próximo ano, os funcionários públicos deverão contar com sacríficios já este ano e os descontos para a Caixa Geral de Aposentações vão aumentar um ponto percentual.

Na área social, o governo vai congelar o abono de família para os rendimentos mais elevados e reduzir em 20 por cento as despesas com o rendimento social de inserção.

Não, não me interessa nada o futuro político de Manuel Alegre, mas estranho que ninguém, nenhum marketeiro lhe tenha dito que só pode obter um resultado honroso (minimamente honroso) nas eleições próximas, se se distanciar do apoio Sucialista. Quanto a Louçã, nada a dizer. Ele que o diga. Desenrasque-se.

O meu candidato é outro.

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