FMI sem FMI

Julgo que será pacífico afirmar que o partido que teve mais votos nas últimas eleições legislativas não tem a mínima intenção de aplicar o programa político com que se apresentou aos eleitores. Mais, o anunciado cancelamento do investimento público, é exactamente o oposto da mais repetida bandeira socialista no último acto eleitoral.

Por mais argumentos que se possam invocar, não há nenhuma consideração no quadro democrático que torne justificável a dissociação entre o que foi decidido pelo povo através dos votos expressos e o que é actualmente decidido pelo governo, ao que parece, em concertação com a banca.

Neste sentido todos devemos considerar que vivemos um período de suspensão do Estado de direito democrático, provocado por entidades exógenas.

(também publicado no Aparelho de Estado)

http://economia.publico.pt/noticia/banqueiros-reuniram-de-novo-com-socrates_1458440
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