Alegadas proximidades

Numa carta dirigida a um dos administradores ingleses logo a 13 de Dezembro Smith garante que Capinha Lopes foi recomendado “pelas autoridades envolvidas na aprovação”, acrescentando que ele e o seu gabinete de arquitectos “estão muito próximos do ministro do Ambiente, assegurando uma aprovação adequada no interesse de todas as partes envolvidas”, sendo também certo que “não são arquitectos baratos”.

Este procedimento que aqui se descreve é recorrente na actividade de projecto no nosso país. No fundo, a entidade licenciadora faz condicionar a aprovação de um projecto à escolha do projectista, e não, do que se projecta. Neste caso, tratou-se da substituição de um atelier de arquitectura consagrado internacionalmente – Promontório – por outro pouco reconhecido (para ser meigo) mas, ao que parece, caro pelas suas proximidades – Capinha Lopes. Isto não se passa só no Caso Freeport. É o país.

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