Não lhes façamos a vontade: nem uma linha do PEC deve ficar de pé – saúdo os que na Grécia se manifestam violentamente e sem medo

Affrontements entre policiers et manifestants à Athènes le 5 mai.

Au moins trois personnes sont mortes, mercredi 5 mai, dans une banque en feu à Athènes, selon les pompiers. La police grecque avait rapporté que l’établissement était la proie des flammes et qu’une vingtaine de personnes se trouvaient à l’intérieur. Selon les journalistes présents sur place, des groupes de jeunes manifestants ont lancé des cocktails Molotov contre des magasins et des banques.

A Salonique, deuxième grande ville de Grèce, des jeunes manifestants ont jeté des pierres contre des magasins et des agences bancaires du centre de la ville au cours d’une manifestation qui a réuni 20 000 personnes selon la police (…).

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40 respostas a Não lhes façamos a vontade: nem uma linha do PEC deve ficar de pé – saúdo os que na Grécia se manifestam violentamente e sem medo

  1. jcd diz:

    Boa, não façam nada. Acabem com o PEC. Mostrem a esses gajos.

    Nota: Quando não houver dinheiro para pagar salários e pensões no estado, chamem o Carlos Vidal.

  2. Carlos Vidal diz:

    Ou, em alternativa, para já, sempre se pode ficar com ou chamar o jcd. Nada mau, hã?

  3. António C. Caldas diz:

    Gostava de saber se os restantes membros deste blog se revêm neste post.

  4. Tiago Mota Saraiva diz:

    Carlos, usa a etiqueta (tag): Grécia.
    Abraços

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  6. Pascoal diz:

    Au moins trois personnes sont mortes.

  7. Carlos Vidal diz:

    António C. Caldas,

    Mande uma carta registada ou e-mail (em futuros posts individualmente assinados) para cada um dos membros deste blogue, e espere.

    Depois, apresente queixa (sugestão). Em frente.

  8. jcd diz:

    A mim? porquê? é o Carlos que recomenda que se boicote o PEC grego. Se acha que um país falido não deve fazer nada para se endireitar, ao menos explique-lhes como vão pagar salários e pensões.

  9. antonio diz:

    Conheço (uma parte, e mal…) do país. Engraçado, todos os gajos/as que encontrei pelas ruas adoravam o facto de nós sermos tugas, o que será que a gente lhe fex de bem ?

    Os gajús (e suponho que as gajás também…) são muito mais durinhos que nóizinhos, pr’a eles é mesmo matar ou morrer…

  10. psd da boa-fé diz:

    Sem a violência sangrenta doutros momentos particularmente inspirados que embelezam as páginas da história (1789, 1871, 1917…), jcd’s e companhia andariam agora a cavar alegremente de sol a sol nos campos ou no interior de uma mina. Apenas um belo excerto:
    “Un voyageur écossais, après que les insurgés ont brûlé l’Hôtel de Ville de Paris en mai 1871, atteste la singulière splendeur du pouvoir en flamme: ‘jamais je n’avais rien imaginé de plus beau; c’est superbe. Les gens de la Commune sont d’affreux gredins, je n’en disconviens pas; mais quels artistes! Et ils n’ont pas eu conscience de leur oeuvre! (…) J’ai vu les ruines d’Amalfi baignées par les flots d’azur de la Méditerranée, les ruines des temples de Tung-hoor dans le Pendjab; j’ai vu Rome et bien d’autres choses: rien ne peut être comparé à ce que j’ai eu ce soir devant les yeux.’ “
    Nao há mais bela obra de arte do que o poder em chamas.

  11. rms diz:

    Os membros não sei, este visitante regular revê-se. Abraço.

  12. António C. Caldas diz:

    Queria apenas saber o que acham sobre este post. Se bem entendo (confesso alguma dificuldade, certamente por minha culpa exclusiva), o Carlos Vidal está a “saudar” a violência que acabou por resultar na morte de três pessoas. Ou não é isto?

  13. Rita Loureiro diz:

    Carlos,
    Em nome da solidariedade internacional entre trabalhadores saúdo que largue a sua actual fonte de rendimentos e vá à Grécia dar o corpo ao manifesto. Força Carlos, vamos lá ver essa coragem!

  14. Tiago Mota Saraiva diz:

    jcd, quanto a si não sei. Eu, “quando não houver dinheiro para pagar salários e pensões no estado”, hei-de ir bater à porta dos Mexias, dos Varas, dos Coelhos, dos Durões, dos Sócrates, dos Cavacos…

  15. Antónimo diz:

    A mim parece-me que a violência dos bancos provoca bem mais do que as três mortes (lamentáveis, vinco) deste incêndio. Sim, eu visitante quase diário também me revejo neste post do Vidal – em muitos outros não.

  16. psd da boa-fé diz:

    Ò sr. Caldas, estamos cá muitos para saudar a violência e o melhor mesmo é você nao sair de casa…

  17. António C. Caldas diz:

    Sugiro ao psd de boa fé que vá já pegar fogo a uma agência bancária com pessoas lá dentro. Ou está à espera de uma multidão para se esconder atrás?

  18. FR diz:

    Interessante seria a violência voltar-se contra banqueiros, não contra bancários. Lá, como cá, seria um símbolo bem mais forte do que as manifs da CGTP representam…

  19. Carlos Vidal diz:

    Apoio o que a rua (o centro da democracia) grega decidir encetar. E, já agora, concluir (concluir, de preferência). Estejamos atentos.
    A esta hora, os teixeiras dos santos e vieiras da silva devem estar pensativos. No mínimo. E isso só pode ser positivo.

    Qunato ao jcd-blasfémias (“blasfémias”, só de nome, claro): de vós sei o que posso contar: lei, ordem, cargas sobre manifestantes, cordões sanitários sobre os sacrossantos bancos, etc.

    E sempre grato pelos apoios. Há sempre vozes lúcidas.
    E, ainda, quanto ao $$ o Tiago já indicou uma boa e justa pista.

  20. Antónimo diz:

    FR, Advoga portanto que se ponha cerco às sedes dos bancos, das agências de Rating e da CMVM?

  21. Justiniano diz:

    Carissimo Vidal,
    Vamos lá ver uma coisa.
    Não pode presumir que estes se oferecem ao martírio e se rendem à sanha de sangue por causa das linhas de um tal PEC que é coisa escrita lá pela Governação Grega. Que se estão borrifando para isso.
    Estes, Gregos de hoje, fervem de frustração. A grande frustração de um equívoco. Um equívoco que têm vivido e que foi provocado pela soberba…pela destemperança das vistas curtas de quem navega à vista e embriagado. Um passado recente de lambão, guloso e preguiçoso. Estes são os mesmos que, ainda recentemente, arremetiam pela soberba contra miseráveis que lá davam à costa. E pela pesada frustração lá vem o encarniçamento jacobino, contra quem sobra.
    De que se queixam estes, então!? Da falta de trigo, da lei da gravidade, e de, acima de tudo, já não serem os Gregos que eram, de não se poderem, hoje, rever nos seus feitos e desfeitos. A amarga e má consciencia de quem se apercebe que reclama o trigo alheio e que se tem embriagado à conta do vizinho.
    Escarneceram de quem lhes mostrava a virtude e dizem-se, hoje, enganados pelo Governo que merecem.
    Não sei, caro Vidal, que exemplo pode advir de tal gente que, de pouca saúde, tanto saúdas.

  22. psd da boa-fé diz:

    A violência dos oprimidos tem sido um episódio necessário no lento desenvolvimento das sociedades humanas: das revoltas de escravos em África e nas Américas até à conquista do direito ao hospital público…
    A violência dos opressores é o episódio mais frequente da nossa história na rápida destruicao das vidas de milhoes de indigentes: mil milhoes de pessoas vivem hoje em favelas, empurradas pelo neo-liberalismo para a miséria mais extrema – sem terem comida a horas certas, uma sanita onde defecar, água canalizada para beber ou onde lavar-se, uma cama decente para descansar.
    Comparem as violências e escolham!
    Aqueles que dizem que nao escolhem nenhuma delas, sao naturalmente os primeiros a apoiar a segunda forma de violência: aquela que esmaga em silêncio (nenhum media o comenta, tao entretido anda com os escândalos do costume) a maioria.

    (Um aparte, para um leitor muito exclusivo mas pouco ou mesmo nada imaginativo: O sr. Caldas ainda nao disse nada que nao tivesse vindo de quem andou toda uma vida diluído no meio da multidao obediente e de brandos costumes cá do nosso rectângulo apático. O seu a-pensamento é muito típico de quem submergiu: (1) no marasmo da escravatura do trabalho, (2) no consumo de banalidades poluídas-poluentes-falsificadas do Continente ou do shopping do bairro, (3) no sofá em frente à formatacao da tv, (4) no café a ler a imprensa autorizada, (5) nas férias a consumir os destinos oficiais – património que serve a memória do poder ou sol que serve para derreter a pouca massa cinzenta que restava no seu cérebro)

  23. António C. Caldas diz:

    psd da boa-fé,
    Atento o profundo conhecimento que tem da minha vida, fico a pensar que a sua sugestão para não sair de casa é para levar a sério. Pedia-lhe que me explicasse como é sabe que as três pessoas que morreram eram “opressores”, quando tudo indica que se tratariam de funcionários do banco, e como é que as pessoas que incendiaram o banco são oprimidos. Parece-me, quanto a estes, que o que os move são as consequências do fim da festa que o sistema agora em crise proporcionou e que o que querem na realidade é a continuação do tal sistema. Não consta que haja problemas de água canalizada na Grécia.

  24. psd da boa-fé diz:

    Sr Caldas, a paz-harmonia-ordem é boa e necessária para quem tem os bolsos cheios, mas os meus estao vazios. E como os meus, os da esmagadora maioria. A violencia é a última via que resta quando as outras (sofrer, rezar, votar, dialogar, pedinchar) se esgotaram. Fale com os Sem Terra do Brasil ou os Movimientos de Trabajadores Desocupados da Argentina. Fale com aqueles que trabalham para que outros vivam com os bolsos cheios. Apague a tv: informe-se.

    Os indigentes sem canalizacao das favelas do terceiro mundo (e olhe que Lisboa e Atenas também as têm) a que me referi atrás funcionam, no contexto deste debate, como uma metáfora para a figura do oprimido; nao percebo como você nao foi capaz de captá-lo se a faculdade mental para elaborar e interpretar metáforas é comum a todo o ser humano (o que, entre outros aspectos, me leva a duvidar que você o seja).

  25. João Pais diz:

    Estranho como até nos que mais alerta deviam estar para as ratoeiras se encontra os que não resistem ao cheiro do queijinho da ordem dominante.
    Está bom de ver que este episódio é apenas para virar as atenções todas para isso, procurando meter tudo no mesmo saco (já vi que não é um problema só do Renato Teixeira, mas parece sintoma geral…). É bom lembrar que há um ano e meio, enquanto meia centena partiam montras às dezenas nas ruas de Atenas para encher capas de jornais, milhares de pessoas saiam à rua sem qualquer desacato mas sem que nenhum meio de comunicação social desse notícia. Curioso, a juntar a tudo isto, que não muito tempo depois viessem a ser descobertos agentes da polícia grega infiltrados nestes grupos… Fica para quem quiser as conclusões.
    Hoje foram 20 mil nas ruas. Dar espaço a esta cagada é só alinhar no jogo do império.
    Violência, sim. Vandalismo, não obrigado.
    PS _ Curioso é ainda o entusiasmo geral que reina entre os escritores deste blog com o que se passa na Grécia. Ninguém reparou que na manifestação da CGTP no 1º de Maio estiveram 90 mil pessoas?! Ah, claro, como é cá não é divertido…

  26. jcd diz:

    jcd, quanto a si não sei. Eu, “quando não houver dinheiro para pagar salários e pensões no estado”, hei-de ir bater à porta dos Mexias, dos Varas, dos Coelhos, dos Durões, dos Sócrates, dos Cavacos…”

    Desejo-lhe boa sorte. Depois de decapitar os que não fugiram a tempo e de roubar o que sobrou nos cofres (que deve chegar para meia dúzia dias de despesa pública), estamos ao nível dos regimes ‘retrasados’.

    Vamos gerindo as empresas públicas até elas estoirarem por má gestão e falta de clientes. Com toda a gente na miséria e ninguém a produzir riqueza, restam os desfiles, a invenção de números para disfarçar e a censura à informação para que ninguém perceba que os vizinhos vivem melhor. Um inimigo externo ajuda. (o nosso pode ser a Espanha, ou a América).

    Se puder, avise-me uns dias antes para trazer a família para junto de mim. Pelo menos avise-me antes de construir o muro.

  27. Tiago Mota Saraiva diz:

    Caro jcd, o seu argumento é tão curioso e contraditório…
    Então não nos devíamos tranquilizar sempre que o Estado é gerido como uma empresa, por estes bravos e competentes gestores. Afinal eles estão a estoirar com as empresas?
    O seu comentário parece-me algo anarquista…

  28. Antónimo diz:

    JCD diz que “depois […] de roubar o que sobrou nos cofres “, mas refere-se a roubar a quem? Aos ladrões? Mas isso não dá 100 anos de perdão?

  29. António C. Caldas diz:

    psd da boa-fé,
    Mal entendido da minha parte, está tudo bem. A justificação para o que se passa é metafórica. No fundo, quem protesta na Grécia não são rapazolas que querem manter o seu estilo de vida a qualquer custo, mas antes representantes das favelas do terceiro mundo.
    Espero que os três mortos também tenham percebido que, afinal, o que se passou foi apenas uma figura de estilo.

  30. jcd diz:

    Tiago

    Não percebeu nada. Não faz mal.

  31. FR diz:

    I feel an obligation toward my co-workers who have so unjustly died today to speak out and to say some objective truths. I am sending this message to all media outlets. Anyone who still bares some consciousness should publish it. The rest can continue to play the government’s game.

    Comunicado. Leiam o resto
    http://www.occupiedlondon.org/blog/2010/05/05/an-employee-of-marfin-bank-speaks-on-tonights-tragic-deaths-in-athens/
    publiquem

  32. Olaio diz:

    POVOS DA EUROPA, REVOLTEM-SE !!!

  33. Nuno Gaspar diz:

    A saudação é extensível às famílias dos infelizes que morreram a arder?

  34. Carlos Vidal diz:

    Nuno Gaspar,
    Não o entendo, nem você entende: e não entende, nem entendeu, nem o post nem os vários comentários aqui colocados.
    Pense, já agora.

  35. Nuno Gaspar diz:

    Penso no quê, Carlos Vidal?
    Que se não houvesse, na Grécia, quem se manifestasse violentamente e sem medo eles ainda estariam vivos? Penso que você é o género de pessoa que está mortinho por fazer o mesmo em Portugal? Penso na carta do colega a culpar a falta de extintores pelo sucedido? Penso nos postos de trabalho dignos e bem remunerados que você e os seus colegas já foram capazes de criar?

  36. Carlos Vidal diz:

    E como sabe que não os criei?

    (Sim, esqueci-me: não “modernizei” indústrias com fundos alheios para depois as delapidar.)

  37. mas sei eu.
    Responde lá à Rita, sem a acusares de empirismo e tal, que eu quero ver.

  38. E eu saúdo a estupidez do Carlos Vidal. Trate-se homem, enquanto é tempo!

  39. Carlos Vidal diz:

    Caro Quintanilha,
    pelo seu comentário, parece-me não estar mesmo nada de acordo com o conteúdo do meu post.

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