Bullying económico, europeu e democrático.

Portugal vai emprestar dois mil milhões à Grécia. A Alemanha vinte e dois mil milhões. Os outros países da União irão emprestar verbas entre estas duas balizas. Os ricos vão ganhar muito dinheiro pois pretendem cobrar aos gregos juros entre os 5% e os 6% quando conseguem o capital a valores mais baixos. Os pobres arriscam perder dinheiro pois vão ter que o pedir emprestado a um juro mais alto do que o vão emprestar. A moral da história é simples: a Alemanha, e o seu gang, vai continuar a roubar a mesada aos outros rapazes da escola. A diferença desta vez é que o negócio para além de ser substancialmente melhor ainda parece benemérito. A crise grega e o recente pacote de ajuda não passa de mais um presente envenenado, um embuste, que mais não faz do que eternizar e agudizar as dificuldades dos helénicos e dos restantes países em dificuldades, comprometendo igualmente o seu tecido produtivo pois para além das tomadias ainda têm que privatizar o pouco que têm. Uma receita que funciona sem grande contestação há demasiado tempo e que já se sabe onde vai se a próxima paragem. Bonomia desta não só se dispensa como se deve combater. Eu, por mim, antes pobre a débito do que rico a crédito, ainda para mais com gente desta a fazer de banca. Volta Dona Branca, estás perdoada.

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