Resistência Islâmica VI

Este blog, por intermédio de um dos seus escribas (Shift), parece apostado em inverter a lógica infantil em que vinha caindo nos últimos tempos e voltar a falar (também) de coisas sérias. De louvar. Antes alinhar pela defesa da resistência islâmica do que insultar ao desbarato quem nos ataca o coração (ou deveria dizer disco rígido?). Quanto ao desafio para que se resolvam a tiro diferenças teóricas venho desde já dizer que da minha parte aceito o embate com uma condição: que na equipa do spectrum joguem também os arrastados e os jugulentos. Estão cada vez mais parecidos. O que os primeiros dizem com infantilidade e os segundos dizem com erudição, dizem também os terceiros mas com muitas palavras feias metidas ao barulho.

Exemplos imaginários que não tive paciência para ir buscar as citações:

Spectrum: “o sexismo é uma coisa… bem… a palavra coisa é capaz de ser sexista… o sexismo é uma coisa e um coiso pouco sexy pá. Bah… vamos mas é dar mandar uns calhaus a uns e a umas carecas à noite e de manhã fazer campanha pelo Manuel Alegre ou pelo António Costa. Bolas… Duas referências masculinas… como cumprir aqui a paridade de género definida no nosso estatuto editorial… Bah.”

Arrastão: “O que se entende por sexismo tem que ser visto à luz do final da tarde em dia de equinócio pois o mesmo entendimento a outra hora dará uma perspectiva absolutamente diferente das múltiplas visões possíveis para a análise do comportamento sexual do mamífero com polegar opositor. Esta realidade idiossincrática levanta um conjunto amplo de dúvidas que nos devem fazer pensar se a culpa não é afinal do socialismo real.”

Jugular: “o sexismo é uma merda embora me chateiem os pica na merda e às vezes seja eu própria um bocado sexista. Foda-se. O que eu queria era não ter que falar destes temas do caralho. Puta que pariu.”

[Roteiro de um debate]

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