O mercado dos anjinhos

Para o João Miranda, o mercado é um espaço ideal, onde a informação flui de forma equitativa e livre por todos os operadores. E, para o nosso economista auto-didacta preferido, a única alternativa à liberdade total das agências de notação financeira seria o centralismo burocrático.
Fora do alcance da visão mirandense fica a possibilidade de as agências de rating definirem e manipularem essa informação, por interesse próprio ou a favor dos seus clientes, o que vai dar ao mesmo. E não se trata de engulho menor: da credibilidade dos ratings depende, em grande parte, o funcionamento transparente e fiável do mercado, pois eles contribuem para diminuir as assimetrias de informação.
E não esqueçamos a espantosa confissão do executivo da Moody’s, há pouco mais de um ano: «Ratings quality has surprisingly few friends». Falou e disse.

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