Este não reconheceria um corrupto nem que ele lhe caísse em cima

João Cravinho, inimigo jurado da corrupção em todas as suas formas, pertenceu ao “Conselho Consultivo” do BPP durante uns anitos. Mais: mesmo quando a coisa começou a ruir, manteve-se fiel à ideia de que João Rendeiro era «um homem de bem». Hoje, hora sim hora não, temos notícia ou suspeita fresca de mais uma pilantrice do senhor banqueiro: dívidas ao fisco, negócios tardios com o célebre Madoff, empresas mais ou menos fantasmagóricas, prejuízos varridos para baixo do tapete, etc. Não se pode dizer que o estimável socialista tenha demonstrado grande golpe de vista.

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6 Responses to Este não reconheceria um corrupto nem que ele lhe caísse em cima

  1. Carlos Vidal diz:

    No prefácio ao livro de Rendeiro vem isto:
    “Chegar mais alto pelo seu próprio mérito, com toda a limpeza, é também apontar caminhos aos outros, um pouco como quem abre portas a futuras marés que levantam os barcos à medida que a linha de água sobe.” (J. Cravinho)
    A qualidade da escrita só é comparável à de Vitorino.

  2. reformada diz:

    BPP, parece-me.

  3. carlos graça diz:

    Gostei muito do termo “pilantrice”…

  4. Luis Rainha diz:

    Claro; obrigado 🙂

  5. antónimo diz:

    nunca percebi bem a guerra dele com a JAE, quando foi ministro. e aquilo teve corrupção

    mas não me esqueço de que Garcia dos Santos (general de Abril) que mandava na casa chamou tudo a Cravinho, com uma frontalidade que não é habitual e em declarações a um jornal.

    politicamente não estou próximo deste homem, que controlou as comunicações na revolução, mas a mão cheia de militares que pôs o estado novo no chão tem alguns pergaminhos cívicos e obediência a códigos que nunca reconheci pelas bandas civis

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