O episódio é o menos – grave é o sintoma


Marina Abramovic. “Lips of Thomas” (performance). 1976.

Este indivíduo repetiu várias vezes que a palavra de Joana Amaral Dias, diga ela o que disser, tenha ela o conteúdo que tiver, não contará para nada.

Repugnante, mais do que isso talvez, uma espécie de sabujice meio nazizeca – eu explico porquê: então não é que para um tal de Hebron, ou Rui ou Riu Herbon, ou Cibron, ou Tebron, a palavra de Joana Amaral Dias para nada conta no famoso episódio do “convite” do PS?
Diz este Ruir Herbar, ou Herbon que o PS diz uma coisa, ou seja, o Engenheiro Civil secretário-geral diz uma coisa, e a militante do Bloco de Esquerda diz outra. Em quem acreditar?

Vamos levar este exemplo deste Herbona a um extremo: uma mulher é abusada e humilhada. O violador é apanhado pela autoridade: claro, é a palavra dela contra a dele, ou não é? Acredito no judeu de Auschwitz ou em Le Pen? Porquê?

Independentemente do episódio, GENERALIZANDO, porquê num e não noutro?
Esta gente rasura assim, apaga a visada e protagonista do episódio (E AQUI O EPISÓDIO NÃO É O MAIS IMPORTANTE, repito, aqui e agora acho que o importante é o acto de rasurar uma voz, uma pessoa, que protagonizou um episódio seja ele qual for).
São, com este argumento, capazes de rasurar e negar quem e o quê? E o que há de repugnante nisto? Uma coisa simples: até há dias estes tipos diziam: a denúncia é de Louçã, que é uma espécie de padre estridente, diziam. E diziam que da parte de Joana Amaral nada ouviram – por isso, queriam dela ouvir qualquer coisa. Mas esta já confirmou tudo: no seu blogue a Medeiros Ferreira; em televisões e em jornais. E depois?
Diz esta malta Simplex agora: porquê acreditar no que diz Joana Amaral?
E vão alguns dos leitores dar votos a esta gente?
Então vá, força.

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19 Responses to O episódio é o menos – grave é o sintoma

  1. Chico da Tasca diz:

    Carlos Vidal

    ela já disse quem é que no PS a convidou, em que termos e em que circunstâncias ?

    Já que ela veio falar para os jornais, tem de ir ao fundo da questão, sob pena de a considerar para além de Loura Burra, Loura Aldrabona.

    É que o Demagogo Louçã não esteve à espera de factos concretos; atacou forte e feio o Sócrates, acusando-o de ter convidado a Barbie.

    E porque é que eu hei-de acreditar numa tal de Joana e não acreditar no Sócrates ?

  2. Carlos Vidal diz:

    Atenção, deixei passar o seu comentário porque você veio da tasca.

    O próximo comentário ofensivo, nestes moldes, será apagado.

    Chico da Tasca, já sabe: ofender desta forma só o pode fazer ao autor do post, a mim está bem de ver, porque me estou nas tintas. De resto, nem à Joana Amaral, nem sequer ao Engenheiro.

  3. Francisco Pacheco diz:

    Sinceramente, com toda a estima e proximidade de ideias, não consigo perceber a posição de Carlos Vidal neste caso.

    É assim tão díficil perceber que da parte de Joana Amaral Dias houve gaiatice (ou outra coisa mais política) e que da parte de Louçã houve gulosice ?

    É assim tão díficil perceber que isto não é, de facto, uma questão de palavra contra palavra, uma vez que Sócrates não pode fazer nenhuma demonstração concreta de que não convidou mas já Joana Amaral Dias pode dizer – e não diz – quem falou com ela ?.

    É assim tão díficil perceber que Joana Amaral Dias devia ter percebido que, ao lançar a bernarda, tinha de estar preparada para dizer algo mais de concreto ?

    É assim tão díficl perceber que – é um «suponhamos» – que se, por exemplo, tiver sido Mário Soares a «sondar» Joana Amaral Dias ela não pode mesmo – e compreensivelmente, por causa das suas relações -revelá-lo ? Mas que, nesse caso, devia era ter ficado calada.

    Por fim, é assim tão díficil perceber que o saldo para muitos cidadãos é que a gaiatice e o radicalismo Joana-Bloco deram um brinde estival a José Sócrates ?

  4. anonimo diz:

    “O violador é apanhado pela autoridade: claro, é a palavra dela contra a dele, ou não é? Acredito no judeu de Auschwitz ou em Le Pen? Porquê?”

    Muito bom. Mas se o Le Pen é o Le Pen e o judeu de Auschwitz é o judeu de Auschwitz, é o mesmo que perguntar “acredita no pobre coitado ou no facínora?”.

    Está a perceber o absurdo? Ou quer uma analogia mais visível mas com um grau de correlação menor? Isso que disse é o mesmo que dizer “acredito no verdadeiro ou acredito no mentiroso?”

    Não sei há cursos para aprender a pensar, mas fazia-lhe jeito um.

  5. Diogo diz:

    Esta gente não está a precisar de votos mas, antes, de vergastadas…

  6. Chico da Tasca diz:

    Ó Carlos Vidal esteja à vontade siga a sua veia marxista e censure o que quiser.

    Não me venha é com pruridos em relação à barbie, porque a ideia de vir para a comunicação social pôr-se em bicos de pés foi dela.

    Quem não se quer sujeitar à critica publica não se exponha.

  7. Pingback: Quem está a mentir? Que raio de pergunta! |

  8. Carlos Vidal diz:

    Chico da Tasca, não seja misógino.

    O comentário burro foi o de um tal anónimo (tinha de ser, o anonimato tem as suas finalidades).

    De resto, F. Pacheco, então é um brinde a Sócrates dizer que ele pede (a palavra deveria ser outra) apoios em troca de um instituto?

    Deixe a Joana Amaral falar, sff.

  9. Francisco Pacheco diz:

    Caro Carlos Vidal:

    Não faça de conta que não percebeu. O brinde a Sócrates não está no que foi dito mas sim no facto de o que foi dito sobre ele não ser sustentado em elementos concretos, como era indispensável num caso desta gravidade.

    O fim do seu comentário é um reconhecimento de que falta a Joana falar.

    Mas ela, apesar da Internet e dos telemóveis, não há meio de falar. E quase que aposto que não falará !

  10. LR diz:

    Ca burro; ainda não percebeu que a mulher nem está em Portugal?

  11. Carlos Vidal diz:

    Caro Francisco Pacheco, é óbvio que não falará da forma que alguns julgam que ela “deveria” falar: “Ah, ele convidou, sim…”, “Ah, ele não convidou, não…”. Ninguém faria uma coisa dessas, e quem o pede (Vale de Almeida, por exemplo) só pode estar de má-fé.

    Mas já se leu tudo o que havia para ler no blogue dela, no Bicho Carpinteiro – quando Medeiros Ferreira, no blogue da Joana Amaral repito, diz que ela é uma personalidade forte que não se deixa comprar, acho que está tudo esclarecido.

    Para bom entendedor…..

    Certamente, mais comentários não vai haver.
    Está lá tudo o que é necessário para você concluir.
    Se não lhe chega………

  12. bahh, num interessa, fogachos para nos entretermos a comentar.

    maria

  13. precisamente Vidal. mas porque raio tem de ser o medeiros a explicar por palavras meias o que a joana poderia resumir: o senhor primeiro ministro é um mentiroso, convidou-me sim senhor (ou alguém por ele). Há alguma dificuldade nisto? Não vejo qual, sendo que as vantagens são óbvias, nomeadamente a de confirmar aquilo que toda gente sabe. Quem engana quem? Em quem acreditar? Será que vale a pena acreditar em alguém? Ou melhor, será que há alguém para acreditar? Afinal quem são José Sócrates e Joana A. Dias?

  14. ezequiel diz:

    dar votos?? mas o sr Vidal pensa que isto é a cruz vermelha!!?? é dar dar e mais dar…

    imagino que tenhamos que ser mais “solidários.”

    foi ou n foi convidada?? eis a grande questão da política nacional.

    é por estas e por outras q já não há pachorra.

    e as artes, sr Prof? estão de vento em popa?

    lol

    cumps
    ezequiel

  15. O post é uma parvoíce, comparar as traquinices políticas da Joana e do José a um caso de violação é… exagerado, digamos assim, para não ofender ninguém.
    Gostei da fotografia da mulher fustigada.

  16. almajecta diz:

    isto da marina é performance, instalação e body art tudo em atittude comunicativa para que o nosso povo da bloga possa rabiar em Lacan, boa carlos continua.

  17. Justiniano diz:

    Ó Vidal, Vinhal, Vitriol, Vidigal ou lá o que quer que seja…Não seja é moralmente vesgo.

  18. Francisco Pacheco diz:

    So para o LR lá de cima:

    Burro é quem julga que ainda estamos no tempo das diligências e que, mesmo fora de Portugal, não há acesso à Internet, aos mails e aos telemóveis.

    Aposto com quiser o meu salário de um mês em como para Joana Amaral Dias e Francisco Louçã o assunto já morreu na praia.

    E só é espantoso que o Carlos Vidal continue a considerar que o Medeiros Ferreira «nos bichos carpinteiros» é uma espécie de porta-voz da Joana Amaral Dias. É mesmo não fazer ideia de quem é e o que é o José Medeiros Ferreira.

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