Óbvio e natural ….

Claro que aquilo que diz Alegre é a única saída digna para isto: ou o leitor acha que a saída é: se eu ganhar no Porto ou em Sintra, fico no Porto ou em Sintra; senão, tenho o Parlamento Europeu. Leitores e eleitores estão a ser gozados, e será que não dão por nada?
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3 respostas a Óbvio e natural ….

  1. LR diz:

    E o Alegre renunciou à condição de deputado quando se candidatou a PR?

  2. quinta do infantado diz:

    Pode ter pouco a ver, mas Francisco Louçã do BE e Jeronimo de Sousa do PCP, tambem se candidataram á Presidência da Republica, e só suspenderam o mandato durante esse periodo.

    Ou o Paulo Rangel do PSD, e Nuno Melo e o Diogo Feio do CDS, que não renunciaram aos seus cargos de deputados na Assembleia da Republica, apesar de serem candidatos ao Parlamento Europeu, onde acabaram por ser eleitos.

    E se Paulo Rangel já se despediu da Assembleia, os dois deputados do CDS, continuam a ter duplas funções deputados na Assembleia da Republica até ao fim do mandato , e deputados em exercicio no Parlamento Europeu.

  3. LAM diz:

    Isto será das tais questões em que, quem for militante de um partido, através do debate com outros camaradas (refiro-me a partidos em que existe debate desta e de outras questões como por exemplo um PCP ou Bloco e não, obviamente, a partidos cujos militantes sejam conduzidos pelo último sound bite que deu notícia num jornal); poderá ter ideias mais claras sobre o que está em causa. À partida e num debate com os meus botões parece-me que muita gente está a embarcar num “caso” levantado pelo PSD, exactamente por falta de tema de campanha e para levantar alguma poeira sobre o que efectivamente está em causa: o PSD, assim como o PS, não têm qualquer alternativa política diferente do que tem feito até aqui. Todos estes “problemas” de nomes comuns em listas de eleições diferentes não são, nem de perto nem de longe, o que determinará a política que se vai seguir. Aí o garantido será a fuga para a frente.

    Essa questão será de princípio ou não será. Daí que não concorde por exemplo pela opinião que já li de Vitor Dias no “tempo das cerejas” que coloca a questão dos candidatos comuns às duas eleições numa base aritmética das probabilidades de elegibilidade de candidatos a uma ou outra eleições. Não concordo: ou justificadamente é uma questão de princípio de clareza democrática ou, não o sendo (como penso que não), não há que, à priori, criar cenários de probabilidades para justificar umas candidaturas e outras não.

    Isto é um caso criado pelo PSD que começou salvo erro com uma boca de Rui Rio sobre a candidata do partido homónimo mas que se chama PS, Elisa Ferreira, a propósito da candidatura simultânea desta ao parlamento europeu e à câmara do Porto.
    Claro que é uma conversa que, exactamente pelas mesmas razões, interessa ao PS e até deu para fazer sobressair o lado “esquerdo” do PS.
    (Quando elas apertam, unidade a dar cum pau).

    A esquerda não tem nada de se meter nesta merda nem muito menos alimentar uma polémica artificial.

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