Será que o PS vai mesmo apresentar José Sócrates (o nosso “Keynes”) como secretário-geral e candidato a primeiro-ministro às próximas legislativas?

Jogging.6

É legítimo duvidar dessa hipótese, tão certa há uns tempos, mas hoje altamente problemática, a não ser que o Partido Socialista queira recuperar a percentagem de Almeida Santos, esse extraordinário secretário-geral que em tempos teve (e não sei porque não continuou no cargo).

Olhemos para esta semana. Primeiro, parece que o governo tentou “servir-se” da PT para mudar a política editorial da TVI. Foi isto que esteve na mente de toda a gente, da esquerda à direita, analistas e não apenas, sabendo-se que tal estratégia não poderia ser assumida pelos protagonistas (governo e administração da PT). Ao mesmo tempo que isto era claramente percebido e repudiado, J Sócrates na Assembleia da República virava-se para um deputado do CDS e dizia-lhe – o senhor não quer é que a linha editorial da estação seja alterada, não é?, ou: tem medo que ela venha ser alterada, é?, não estou a citar literalmente, mas foi um belo tiro no pé.

Depois, dizia o governo tratar-se de um negócio de privados de que nada sabia e não iria intervir. Apanhado claramente em contrapé, hoje veta o negócio, interferindo então num claro “negócio entre privados”. E interfere, como todos sabem, pois tem uma golden share na PT que lhe permite vetar o negócio e, indirectamente (mas mais directamente não podia ser) deixa que se perceba ao que vinha. A líder do PSD diz que o primeiro-ministro usou, pela primeira vez, uma golden share de uma empresa para cuidar da sua própria imagem.

Ou terá o governo recuado quando percebe que não vai retirar Moniz da TVI (e aí se “desinteressa” do negócio)?

Quantos mais trunfos J Sócrates vai dar à oposição? Que apenas trabalha para “evitar” a derrota, isso começa a ser claro. E se essa derrota, depois de ridicularias sucessivas como esta, for histórica?

Que fará Manuel Alegre (lembrei-me de repente)?

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