Um cartaz que é todo um programa: os actuais caminhos de Israel

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Obama com kafieh – um cartaz que se vulgariza em Israel (retratando-o como “traidor”)

Sobre a tragédia israelo-árabe tenho escrito aqui muito e não me vou repetir agora (pelo menos por agora: mas posso acrescentar que “Israel”, na TAG CLOUD no fim da página, pode ser útil). Sigo as leituras de personalidades como Chomsky, ou do judeu Daniel Barenboim, que teve a coragem de dirigir Wagner em Israel (Tel-Aviv, suponho, notícia que também aqui dei), e, sobretudo, do intelectual e pensador já falecido Edward W. Said que sempre advogou uma sociedade sem qualquer tipo de apartheid, logo uma sociedade cujo princípio inalienável seria o de “um homem um voto” (de que Mandela nunca abdicou), uma sociedade sem qualquer tipo de separações, portanto, uma solução “dois povos, um estado”.

Será difícil lá chegar, mas não há outra solução para o Médio Oriente, e nunca a solução passará por Israel “país dos judeus”, nem pelo simplismo “dois povos, dois estados”. Passará sempre por uma solução “Israel, país de todos os seus cidadãos”. Nada mais, nada menos. É preciso aqui seguir Nelson Mandela, e combater todo e qualquer tipo de apartheid em nome da justiça, da reconciliação e do futuro.

Num comentário ao meu post abaixo (sobre Netanyahu), alguém dizia estar eu incomodado com a química Palmira F. Silva opinadora de um blogue próximo de si leitor. Ora, não estou incomodado com esse senhora dona química por duas razões:

1. Não lhe reconheço a mínima competência para opinar sobre estes assuntos.

2. As suas opiniões sobre as questões do Médio Oriente são afins e idênticas às da mais retrógrada extrema-direita islamofóbica do momento, precisamente aquela que teve grande crescimento nas mais recentes eleições europeias. E eu não sigo o que a senhora escreve sobre isto, nem discuto isto com encapotados representantes da extrema-direita islamofóbica (mas sou capaz de conversar com extremistas não camuflados, com gente seriamente assumida – com esses a questão é muitíssimo mais interessante!).

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