24 horas para a mudança?

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Irá o eleitorado iraniano, composto por uma decisiva percentagem de cidadãos jovens, com boa instrução e que vem atravessando sérias dificuldades económicas sob a presidência de Ahmadinejad, confiar a presidência ao reformista Mir-Hosain Mousavi? Farnaz Fassihi assegura que a grande marcha de apoio ao candidato, esta segunda-feira, lembrou as grandes manifestações de 1978 de protesto contra o Shah, não tendo os Guardas Revolucionários Iranianos intervindo para conter o entusiasmo. Na Newsweek, Maziar Bahari já sugeriu que a Guarda Revolucionária poderá estar inclinada a apoiar Mousavi, tendo por base uma relação de lealdade cimentada nos idos de 80/88, na guerra Irão/Iraque. O candidato conta ainda com o apoio do ex-presidente Khatami, que desistiu da corrida em favor de Mousavi, sendo ainda favorecido pela hostilidade crescente entre Rafsanjani e Ahmadinejad. Chegará para derrotar o demagogo que vem entretendo as massas com a promessa da parúsia iminente do Al-Mahdi, saltando de um poço nos arredores da cidade sagrada de Qom?

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3 Responses to 24 horas para a mudança?

  1. Diogo diz:

    Não sei quem vai ganhar mas a Internet terá um papel importante.

    Hitler ensaiou infrutiferamente obter receitas na blogosfera

    Refugiado num bunker em Berlim, poucos dias antes de 30 de Abril de 1945, data do seu suicídio, Hitler é confrontado pelos seus generais com o débâcle total do seu blog, donde esperava receitas suplementares que lhe permitissem prolongar a guerra.

    No auge do desespero, Hitler dispara em todas as direcções e nem sequer poupa os outros bloggers, com especial incidência no Blasfémias, Arrastão, Causa Nossa, etc.

    Vídeo legendado em português

  2. E será que os Guardas da Revolução vão permitir que um reformador regresse ao poder?
    E será que a influência da esposa de Mousavi, não pode abrir porta para uma revolução social sem precedentes no Irão? (isso não assusta os conservadores?)

    Se há uma coisa que já aprendemos é que os resultados das eleições iranianas são sempre imprevisíveis.

  3. Nuno Ramos de Almeida diz:

    É isso que torna estranhas, apesar de tudo, as eleições iranianas. Na antiga RDA nada disto aconteceria. O maior risco que as autoridades de Berlim Leste correriam: era roubarem os resultados das eleições… um ano antes delas terem ocorrido.

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