Do sectarismo do anti-sectarismo*

Sob o título “O remediado que tem medo do pobre?” e partindo de uma frase de Ilda Figueiredo na entrevista ao JN, Daniel Oliveira enuncia uma série de considerações sobre a posição “patriótica” ou “nacionalista” da cabeça de lista da CDU afirmando a sua proximidade com as ideias da extrema direita nacional e Sarkozy.
A frase é a seguinte: “Já dissemos e repetimos que o alargamento deve depender da vontade dos povos: do país que quer aderir e dos próprios povos da UE através de referendo”.
Ora não é difícil perceber, pelo “Já dissemos e repetimos”, que a parte final da frase contém um erro. A posição da CDU é clara e conhecida, quem deve decidir sobre a entrada ou não na UE é o povo do país em causa, e não um qualquer directório ou negócio político. Não sei se o lapso terá sido da candidata ou do jornalista, para o efeito não importa. Contudo custa-me ver que são os que nos estão mais próximos a procurar obter proveitos eleitorais imediatos, exacerbando os ecos de um erro que sabem não ser verdade.

* título roubado a alguém que por aqui comentou outro post

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6 Responses to Do sectarismo do anti-sectarismo*

  1. “Não sei se o lapso terá sido da candidata ou do jornalista, para o efeito não importa.”

    Não importa como?
    De resto, não referi nenhuma proximidade, apenas deixei clara a proximidade em relação à entrada da Turquia.

    Por fim, julgava que os temas europeus eram bons para fazer o debate nesta campanha, distinguido posições políticas. Adoro a ideia de que devemos ignorar o que diz Ilda Figueiredo.

  2. Pascoal diz:

    Vá lá, Tago, confessa.
    A Ilda meteu a pata na poça.

  3. Samuel diz:

    Como nunca ouvi ninguém por aquelas bandas, nem a Ilda Figueiredo, defender que só com referendo em todos os países da União se pode considerar a entrada de mais alguém, a coisa só pode ficar a dever-se a um lapso, frase mal construída ou erro do/a jornalista. Já o referendo no país que pretende entrar, faz todo o sentido.
    De qualquer maneira, não é de esperar que este pessoal largue este apetitoso osso. Aliás, é isso mesmo que os (nos… por vezes) distingue do rothweiller. O rothweiller, eventualmente, acaba por largar… 🙂

  4. Tiago Mota Saraiva diz:

    Daniel, o que não importa (em minha opinião e para este caso específico) é se a Ilda se terá enganado a dizê-lo ou se foi o jornalista que se enganou a transcrevê-lo.
    Os temas europeus são bons para distinguir posições políticas e para afirmar diferenças, o que não me parece nada sério é discutir-se sobre uma temática que sabemos que resulta de um erro.
    Ninguém que acompanha minimamente a actividade do PE e dos eurodeputados da CDU, acredita que Ilda Figueiredo defenda um referendo europeu nos moldes de Sarkozy ou da extrema direita.
    Aliás, dar-se eco a esta discussão é utilizar a estratégia Vital, Rangel ou Melo, desviando atenções.

  5. João diz:

    Este post do Daniel faz-me lembrar um outro sobre o sectarismo do pcp e os prejuizos que esse sectarismo provocava aos trabalhadores…esse sectarismo era provado pela “agressão” que os do pc tinham feito ao Doutor Vital. depois veio-se a provar que essa agressão tinha sido feita por colegas de partido do daniel e então o daniel produziu n posts para retirar da página inicial a sua mentira…

    agora o daniel, sectario, oliveira volta ao mesmo…. pega num lapso e explora-o à exaustão….
    não passa de um pequeno oportunista, pouco sério intelectualmente, que retira de contexto para servir os seus interesses… o melhor é ignorá-lo

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