Ora nem mais, é isso mesmo: a democracia é um “costume” (ou como digo em baixo, um costume “naturalizado”)

[ De novo com Richard Prince e La Boétie (usando uma tradução de Manuel João Gomes): ]

prince2003-4

“Não pode negar-se que a natureza tem força para nos levar aonde queira, dando a uns e a outros quinhões diferentes; mas importa confessar que ela tem sobre nós menos poder do que tem o costume, e que a índole pessoal, por muito boa que seja, acaba por se perder se não for tratada com os cuidados necessários; e faça a natureza o que fizer, o costume transmite-nos muito de seu.”

Portanto:

“Incrível coisa é ver o povo, uma vez subjugado, cair em tão profundo esquecimento da liberdade que não desperta nem a recupera; antes começa a servir com tanta prontidão e boa vontade que parece ter perdido não a liberdade mas a servidão.”

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.