Luís Rainha: E se?

Lopes da Mota telefonou a Paes de Faria e teve o azar de ser ouvido por testemunhas. Se não fosse por isto, estaria agora este caso no popular labirinto do “é a minha palavra contra a dele”.
Lopes da Mota forneceu nesse telefonema uma metodologia detalhada para arquivar discretamente parte substancial dos supostos ilícitos do caso Freeport.
Lopes da Mota usou mesmo os nomes de Alberto Costa e de Sócrates.
E se o fez com mandato destes?
E se partiu das cabecitas daqueles dois famosos parlapatões a ideia de mostrar aos dois magistrados recalcitrantes e incómodos a linha justa?
Sem grandes saltos de imaginação e sem sair da companhia do muito provável, concluímos que esta pode ser a primeira prova de que o primeiro-ministro, ao contrário do que sempre garantiu, não está minimamente interessado no esclarecimento do caso em que o seu nome tem sido, segundo o próprio, enxovalhado.
Ele quereria sim a prescrição, o varrer para baixo do tapete, o abafamento deste assunto desagradável. E porquê?
Pois.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

2 Responses to Luís Rainha: E se?

  1. carlos graça diz:

    Pois…

  2. Paulo Ribeiro diz:

    pode ser impressão minha, mas alguém, anda a sentir o chão a fugir-lhe. agora já nos pomos com adivinhas? agora já sei porque tenho encontrado tantos pombos esventrados em lisboa. ó nra, cuidado com a liga… muito cuidado! é preciso não ter coração nenhum! pobres bichanos.

Os comentários estão fechados.