E eu, Araújo da Costa, gostaria de ter pintado este quadro:

velazquez_calabazas

O “Calabazas” de 1639, pois então, sem dúvida nenhuma. De longe, o meu preferido.

Com este “pintar desfocado” que só o genial genro de Francisco Pacheco conhecia.

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12 Responses to E eu, Araújo da Costa, gostaria de ter pintado este quadro:

  1. Joane diz:

    Pois bem, eu, Joane, também gostaria de ter escrito esta crónica: “pressões impressivas” de 3 de Abril de 2009.

    Eu, fiel admirador de tudo, mas tudo o que f. escreve, me confesso. Se há jornalista que não tenha interesse absolutamente nenhum nas causas que defende, é f.! Se há jornalista que faça análises profundas, imparciais, seguindo todas as regras básicas e deontológicas e todas as outras regras ainda muito mais acima, se há jornalismo de referência e excelência, f. sem qualquer margem para dúvidas, Encarna esse Jornalismo Superior. É uma Demiurga, f. nos desvenda a Verdade tam como é: Substantiva.

    (Os que duvidam de f. e da imparcialidade com que ela sai em defesa de todos os que têm provado mérito, não passam de uns intriguistas e invejosos, é o que é…)

    Eu também gostava de ser assim.
    Prontoosss, pás!

  2. almajecta diz:

    Então então Carlos, melhor aprofundar o materialismo democrático. Vejamos: braço direito das sociologias via Hoxa, amiga da namorada das psicologias via Kristeva e amigos fractureiros via antropologias. Não tenho nada contra as ciências moles contudo parece-me um pouco dogmático e demasiado subjectivo. Enfim, acompanhado em coisas que a con tecem.

  3. Paulo Ribeiro diz:

    almajecta, talvez fosse mais oportuno escrever sobre “bola”. digo eu. é que os textos do meu amigo, fazem-me desconfiar se já não terá sofrido os efeitos das por si nominadas “ciências moles”, género, operação à caixinha “fractureira” que trás aí enfiada no pescoço: “Vejamos: braço direito das sociologias via Hoxa, amiga da namorada das psicologias via Kristeva e amigos fractureiros via antropologias”. juro que fui reler derrida à pressa, mas, ainda, assim consigo descobrir significante, quanto mais significado! irra! tenho para mim, que, o meu amigo deve ser um nick do maria carrilho! dessa ninguém me tira!

  4. A Saloia diz:

    Eu percebo a inveja do postador.
    Não é qualquer um que tem arte para retratar um homem tão jeitoso!
    O que eu mais gosto é da roupinha de estilo. Será da “Fashion Clinic” à época? Terá sido uma prenda de Natal dos amigos?
    Reparem lá na finura do colarinho branco!
    E, e, e, oh espanto dos espantos, a preciosidade dos punhos de renda!
    Que lindo!

  5. almajecta diz:

    e com muita razão, precisamente tambem eu sou mui crente na substância, uma única hipostáse e mesmo no único em duas naturezas.
    Tá a ver? e assim jamais me arrependerei ou mandarei apagar o quer que seja, pois não sou da geração veiga simão ou da sua. Não esquecer o tempo do verbo “acompanhar” na última e implicada frase.

  6. almajecta diz:

    Considered by many to be the last of the classics and first of the moderns, Francisco Goya y Lucientes, shows a similar and yet more intense fascination for unusual subjects. We start seeing Goya’s interest for dark subjects in the 1790’s in his print series entitled The Caprices, works such as They Spin Fine 1790 and There is a Lot to Suck 1790 are some examples of Goya’s exploration of the grotesque.

  7. A Vida é Dura! diz:

    Adolescente apaixonei-me perdidamente por alguém. Deu tudo, tudo torto!

    Entretanto, cresci questionando-me volta e meia: Como foi possível eu ter amado com tanta intensidade aquela “coisa”?
    Aquela “coisa”, no entanto, contribuiu para uma aprendizagem muito útil.

    É assim mesmo a vidinha!

  8. A Vida é Dura! diz:

    A vida é dura! Mais dura ainda quando alguém opta por permitir ficar preso a algo em que, afinal, já não se revê. (Ou supõe que já não se revê?).
    Não será o mesmo que dizer-se ligado a algo que afirma ser “uma coisa oca”? A algo parecido com esta substância que emana de “Calabazas”?
    É paradoxal.

    Tenho para mim, que só permanecemos ligados ao que ainda se reveste de um qualquer significado.
    Todas as lições (mesmo as que, na altura, parecem excessivamente caras) saem baratas desde que se aprenda alguma coisa de verdadeiramente útil. As experiências não se apagam (não há como…), integram-se.
    E tudo o resto o vento vai levando…
    Soma e segue… Soma e segue sempre…
    É assim mesmo a vidinha!

  9. Paulo Ribeiro diz:

    ó “vida é dura”, então, aprendeu que não é correcto andar a levar cabazadas, isto é, fez muito bem em deixar os cabazes em paz e adquerir um vibrador. assim é melhor! agora, como pode? alguma vez, apaixonar-se por tal objecto, tão oco por dentro!

  10. Carlos Vidal diz:

    Este Paulo Ribeiro, outrora tão solícito defensor da causa governativa socratista, aqui neste mesmo blogue (cerca de 100 comentários em 4 dias), agora deve estar desempregado – o governo e/ou o partido libertou-o. Estes tipos nunca deveriam andar livres.
    Mais um candidato para a lixeira dos dalbys e companhia.

  11. Joane, o Parvo diz:

    Ou muito me engano, ou quer-me parecer que este Paulo teria feito, a seu tempo, séria concorrência àquela “coisa” de que a “Vida é Dura” falou.

    Mas isso sou eu que sou Parvo… e acho… até parece.

  12. A Vida é Dura! diz:

    Ó Parvo, parece que até acertaste, há qualquer coisa em comum, é uma substância que se situa entre algures no vácuo e uma “coisa” oca, que emana ali do “Calabazas”.

    Simpatizo com este Parvo vicentino (as aparências frequentemente iludem), sempre vai dizendo umas boas verdades, é mais perspicaz que muito doutor, muito filósofo de bolso, que se pavoneiam pelo mundo fora, julgando-se maiores do que a própria Vida (a de todos).

    Ó Paulo Ribeiro, não provoques a vida (a tua, claro, que da minha cuido eu bem). Olha que a Vida (a de nós todos) de quando em vez, dá lições duras – ninguém escapa a umas quantas lições – principalmente os que se alheiam de si próprios.
    A diferença está nos que aproveitam para aprender uma qualquer coisita, enquanto por cá andam(somam e seguem em frente…).
    Os mais penalizados, dum modo geral, parecem ser os que armados em machões do reino [ai, essa necessidadezita de se mostrarem, de se provarem, a toda a hora, tão viris… “que encanto (!)”], não aprendem nada, vão-se pavoneando [Ó p’ra eles apregoando, medindo-se… quais “presas de si próprios”] enquanto colhem invariavelmente, uma mão cheia de nada e outra transbordante de coisa nenhuma.
    É assim mesmo a vidinha!

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