Inauguração do maior Centro de Precariedade da Europa


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A publicidade transformada em notícia vende-nos este novo mega-espaço comercial como um grande investimento em tempos de crise e fala-nos de 5 mil postos de trabalho directos. Compreendemos e sabemos na pele a importância que tem – para cada pessoa que começou a trabalhar neste espaço – o facto de ter um trabalho. Mas falta falar das condições de trabalho, dos direitos destes novos milhares de precários. E faltaria ainda dizer que a estes grandes centros comerciais, capturando facilidades e apoios vários, corresponde o estrangulamento de outras formas de comércio e, portanto, de quem neles trabalha.
Somos cada vez mais precários, mais desempregados, mais mal-empregados. A ideia de que mais vale ser precário que desempregado não convence ninguém. Não é assim que se pode esperar sair da tal crise ou contribuir para o progresso do país. O Dolce Vita Tejo é mais uma contribuição para o baixar contínuo da fasquia dos direitos de quem trabalha.
Passado o frenesim unanimista das primeiras horas, esperamos agora que se contem as outras histórias: as histórias de quem trabalha no Dolce Vita Tejo sem direitos.

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