Inauguração do maior Centro de Precariedade da Europa


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A publicidade transformada em notícia vende-nos este novo mega-espaço comercial como um grande investimento em tempos de crise e fala-nos de 5 mil postos de trabalho directos. Compreendemos e sabemos na pele a importância que tem – para cada pessoa que começou a trabalhar neste espaço – o facto de ter um trabalho. Mas falta falar das condições de trabalho, dos direitos destes novos milhares de precários. E faltaria ainda dizer que a estes grandes centros comerciais, capturando facilidades e apoios vários, corresponde o estrangulamento de outras formas de comércio e, portanto, de quem neles trabalha.
Somos cada vez mais precários, mais desempregados, mais mal-empregados. A ideia de que mais vale ser precário que desempregado não convence ninguém. Não é assim que se pode esperar sair da tal crise ou contribuir para o progresso do país. O Dolce Vita Tejo é mais uma contribuição para o baixar contínuo da fasquia dos direitos de quem trabalha.
Passado o frenesim unanimista das primeiras horas, esperamos agora que se contem as outras histórias: as histórias de quem trabalha no Dolce Vita Tejo sem direitos.

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6 Responses to Inauguração do maior Centro de Precariedade da Europa

  1. Caty Waves diz:

    Com que então criar 5000 postos de trabalho é mau?!
    Então o que é o senhor do blog propõe?? Que se diga aos 5.000 que vao para casa e que não queiram trabalhar?! E a seguir o que fazemos, acabamos com todos os centros comerciais do país e dizemos que é errado criar centros comerciais para dar emprego às pessoas?!

    Se acha que trabalhar é precária então porque não propoe que os patroezinhos paguem mais aos funcionários que trabalham nos centros comerciais??!

    Seja sério naquilo que escreve neste blog e deixe-se de demagogia barata.

  2. José Manuel Santos Ferreira diz:

    Pensava que era o Intendente

  3. jcd diz:

    Que tristeza. Criam-se 5 mil postos de trabalho e continuam aos gritos. Preferem a miséria que é a única coisa que souberam criar onde puseram as mãos – e tentaram 40 vezes, sempre com o mesmo nível de sucesso – zero.

    É este tipo de posts que mostro aos meus filhos para lhes explicar o que é a tontice de alguma esquerda.

  4. “Compreendemos e sabemos na pele a importância que tem – para cada pessoa que começou a trabalhar neste espaço – o facto de ter um trabalho. Mas falta falar das condições de trabalho, dos direitos destes novos milhares de precários. E faltaria ainda dizer que a estes grandes centros comerciais, capturando facilidades e apoios vários, corresponde o estrangulamento de outras formas de comércio e, portanto, de quem neles trabalha”

    Claro que quem não sabe ler….

  5. Reis diz:

    Digamos que os 5.000 postos directos de trabalho são importantes. São importantes também, porventura, os 5.000 de postos de trabalho indirectos, que serão criados através de pequenas empresas que vão trabalhar com o centro comercial. Mas mais importante de tudo… vi ali um trabalho importante a nível social. Em tempos em que alguns partidos vêm dizer que os casos como os do bairro da Bela Vista, Setubal, mostram que o Estado falhou ao nível das apostas sociais, eu vi que teve que ser uma empresa privada, a Chamartin, a apostar em criar condições sociais importantes para as pessoas que moram junto ao Dolce Vita Tejo.
    Vi, fiz reportagens, constatei que o mais importante de tudo é que não criaram um muro “invisivel” à volta daquele centro comercial. Em bairros onde a taxa de desemprego ultrapassa muitas vezes o 25%, foi ali estudada uma forma de aproximar a comunidade a este espaço. Assim, considero os postos de trabalho criados muito importantes, numa altura em que todos os dias assistimos ao despedimento de vários portugueses. Infelizmente alguns destes postos de trabalho poderão ser, eventualmente precários, mas na sua maioria não. São trabalhos remunerados e a contrato.

  6. Pedro diz:

    Como é que é possível haver gente tão burra e que se contenta com tão pouco! Qual foi a parte de “trabalho precário” que não perceberam? Significa que ao invés de terem sido criados 5000 postos de trabalho foram sim criadas 5000 vagas para escravidão…
    “Aqui só pagamos 450€ brutos! E ainda temos uns esquemas marados para fugir aos impostos. Quem quer, quer, quem não quer há mais gente na fila!”
    É assim que os grupos económicos se enchem à grande, e à custa de quem tem contas para pagar ao fim do mês! E não nos esqueça-mos das milhares de pessoas do comércio tradicional que ficam desempregadas…

    Estão a ver os saldos, que estão quase a chegar? Os descontos de 50% chegaram e ficaram, mas as lojas não estão a perder dinheiro quando fazem estes desconto, o que significa que durante o resto do ano andam-se a encher à grande por artigos que muitas vezes não valem o valor que pedem em saldo quanto mais fora deles. Vocês têm alguma noção das margens de lucro das lojas de roupa, apenas para dar um exemplo, que vemos frequentemente nos nossos centro comerciais?
    Informem-se antes de andarem para aqui a atirar “postas de pescada”!

    Alguém disse acima que teve de ser uma empresa privada a criar as condições sociais para as pessoas que moram ali perto, mas o que vocês não sabem é que essa mesma empresa quer é tirar dali o bairro social para poder construir um condomínio de luxo. Uma coisa é o que fazem para inglês ver, outra coisa são os jogos de bastidores que não vêm a público.

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