Eleições no SPGL

Está a decorrer a campanha para os órgãos do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL), um dos maiores sindicatos do país, membro da FENPROF, a maior federação sindical de trabalhadores de Portugal, por sua vez membro da CGTP-IN, a maior central sindical nacional. Explicito estas afiliações para que se compreenda que as votações no SPGL são das mais significativas no quadro do movimento sindical unitário. As votações por correspondência já estão a decorrer. As mesas de voto estarão nas escolas no dia 19 de Maio.

As eleições no SPGL ocorrem também depois de um ano das maiores manifestações de professores (ou de qualquer grupo profissional) na história portuguesa, de meses de luta contra a política de uma Ministra de Educação autista, onde tem estado em causa não apenas a sempre referida avaliação dos professores, mas também a divisão da carreira (procurando dividir os professores), as cargas de trabalho não-docente exigidas ao professores que os afogam em burocracias, limitando o tempo de preparação das aulas, etc.

A grande presença de professores nas manifestações em Lisboa pode levar os mais distraídos a valorizar o trabalho de mobilização do SPGL. Na verdade a actual direcção do sindicato (Lista A nas eleições) pouco tem trabalhado nas escolas da sua região no sentido de contactar directamente os professores, de os informar,  e dos os mobilizar para a luta. Tem tido posições ambíguas e hesitantes face às políticas da ME e à estratégia de luta. No quadro da FENPROF, o SPGL tem sido dos grandes sindicatos aquele que menos tem trabalhado para mobilizar os professores, tirando partido do trabalho central da FENPROF, de outros sindicatos, e da informação transmitida entre professores e através da comunicação social. Como exemplos da prestação da actual direcção refira-se a relativa escassez de informação distribuída nas escolas da região, a baixa mobilização activa para as acções reinvidicativas, e a postura fraca em torno da eleição de Mário Nogueira para secretário-geral da FENPROF, cuja liderança marcou um postura mais forte e unida dos professores, incluindo com outras forças sindicais e movimentos de professores, e uma postura de defesa dos professores inabalável.

Devo confessar que nestas eleições não sou parte neutra. Faço parte da Lista B, lista que se apresenta como alternativa a todos os órgãos do SPGL, em torno de um projecto de dignificação profissional, de defesa da escola pública, da unidade dos professores em torno da luta na defesa dos seus interesses, e com o objectivo de fazer do SPGL um sindicato mais interventivo, mais presente nas escolas: um sindicato de referência no seio da FENPROF.

Sobre André Levy

Sou bolseiro de pós-doutoramento em Biologia Evolutiva na Unidade de Investigação em Eco-Etologia do Instituto Superior de Psicologia Aplicada, em Lisboa
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35 Responses to Eleições no SPGL

  1. Sejeiro Velho diz:

    …em torno de um projecto de dignificação profissional, de defesa da escola pública, da unidade dos professores em torno da luta na defesa dos seus interesses…

    Duvido que “unidade dos professores” contribua para a sua “dignificação profissional”. Entendo um professor digno, aquele que é culto, personalizado, responsável, que não ande na rua aos pulinhos a papaguear palavras d’ordem.

    “A unidade dos professores em torno da luta na defesa dos seus interesses” também não dignifica o professor tal como o entendo. Devem lutar, e não forçosamente nas ruas, pelos interesses dos alunos a quem servem. Estudem, preparem-se, apresentem teses, propostas para “defesa da escola pública”.
    Lembrem-se que são funcionários públicos, pagos pelos outros trabalhadores, estes envolvidos em tarefas bem mais pesadas, arriscadas, ingratas e injustamente pagas; são pagos para lhes preparar os filhos para uma vida melhor que a deles, não para que andem a “defender o seus (os próprios) interesses.

  2. nuno diz:

    So’ faltou dizer que a actual direccao do SPGL nao e’ controlada pelo PCP.

  3. Chico da Tasca diz:

    Meu caro André Levy vocês podem ser muitos, podem ter a pança cheia de privilégios que a maioria dos trabalhadores deste país não têm, podem ter toda a arrogância e má-educação que todos vimos nas manifs e nas esperas que orhanizam, mas

  4. JMG diz:

    Sejeiro Velho: Apoiado. Apareça.

  5. Chico da Tasca diz:

    NÃO MANDAM NESTE PAÍS !

    Podem fazer as manifs que quiserem, as greves que quiserem, que não têm um pingo de razão !!!

    VOCÊS TÊM DE SER AVALIADOS, E ESSA AVALIAÇÃO TEM DE TER REPERCUSSÕES NA CARREIRA E NOS ORDENADOS ! POnto final !

    Vocês arrotam arrogância e má educação, apesar de se auto-intitularem “professores”, coisa que a maioria nem sabe o que é, porque têm o cu cheio de privilégios e de ultra-garantismos. Porque se vocês trabalhassem cá fora, no privado, e ousassem, pôr em causa determinações da hierarquia vinham parar com os chavelhos na rua, que é o acontece a qualquer trabalhador português !!

    Vocês não têm nem dignidade, nem vergonha na cara, nem profissionalismo ! Vocês são uns CHULOS do sistema educativo !

    Quero expressar aqui o meu apoio e admiração à Ministra da Educação e que ela nunca ceda, porque se assim o fizer tem o meu voto !!!!!!

  6. Caro Sejeiro Velho – temos de facto visões diferentes sobre os professores, a sua função social, as suas formas de luta no passado ano, e o que representa a defesa da sua dignidade profissional. A unidade a que me refiro é a unidade que ficou bem expressa com a presença de 3/4 dos professores com uma só voz exigindo a alteração das políticas da Min. da Educação. Não vejo que haja contradição entre essa evidente “unidade” e a “dignificação profissional”, pois o que os professores exigiam era precisamente condições para poderem desempenhar condignamente a sua função pedagógica, de ensino dos filhos dos trabalhadores. Acho infeliz que imagine que haja qualquer contradição entre protestar na rua e cultivar-se intelectualmente. Fazer ambas coisas é o dever de um cidadão em democracia, estar informado e exprimir a sua opinião, se necessário em conjunto com colegas e outros cidadãos na rua, em uníssono. Mas pela sua linguagem vejo que tem pouco apreço por manifestações de rua. Só lhe posso sugerir que também vá ler um pouco de história. Se não fossem as muitas manifestações de rua e greves, os trabalhadores não teriam direito a um fim-de-semana, a férias (quanto mais pagas), a contratos colectivos, a um limite das horas de trabalho diárias (direitos, diga-se, ameaçados pelo novo Código de Trabalho). Vejo também que tem uma visão um pouco fantasiosa sobre o trabalho dos professores. Se conhecesse algum professor, saberia as horas e trabalho que a actividade implica. É precisamente porque ensinam as nossas crianças que devem defender melhores condições para o fazer, e que os trabalhadores devem estar solidários com eles.

    Caro Nuno – porque a linguagem “controlado pelo PCP”? É verdade, na actual direcção o peso de militantes do PCP é mínimo. Mas porque contrastar isso com o PCP quer “controlar o SPGL”? O secretário-geral da FENPROF é militante comunista. É a FENPROF “controlada” pelo PCP? A Plataforma dos vários sindicatos, onde a FENPROF é um dos membros, é “controlada” pelo PCP? A maioria dos professores na rua em protesto foram “controlados” pelo PCP? Parece que a presença de comunistas infecta uma organização. Não é uma visão um pouco primária e efectivamente ignorante sobre o funcionamento de sindicatos e outras associações onde militantes do PCP estão presentes? Estes pautam-se sempre pela procura de construção de sindicatos e associações com a participação de pessoas com diferentes afiliações e independentes, embora claro pessoas dispostas a trabalhar em defesa dos direitos dos que representam. Até parece que há uma amnésia que durante o fascismo o PCP era o único Partido, e foi pela sua acção de colaboração com muitos democratas que se constituíram frentes unitárias anti-fascistas. O espírito unitário do PCP não mudou. Porque não falar na UGT “controlada pelo PS”, ou numa direcção do SPGL mansa pelas amizades com o PS de alguns dos seus dirigentes? Parece a conversa do “ex-“: só existem ex-comunistas, isto é, ex-membros do PCP. Nunca se descreve o Sócrates como ex-PSD, ou a Helena Roseta como ex-PS & ex-PSD.

  7. Marxista diz:

    Pois eu nem lista A nem lista B, vou votar lista R, a unica lista que de facto tem apresentado propostas claras. Se é verdade o que o Levy diz da direcção da SPGL, deixe-me que lhe diga que a postura do Mario Nogueira e da sua direcção tem sido vergonhosa. Lembra-se quem é que assinou o memorando???? Contra a classe docente??? Pois…

  8. maria trindade diz:

    eu vou votar na lista A. porque acredito no trabalho sério e empenhado que têm feito; porque com posturas sectárias o sindicato e os professores não vão a lado nenhum; porque na lista A não se fazem posts em blogues que se limitam a dizer mal da outra lista ( vejam http://spgllistaa.blogspot.com); e porque acho que quem elege como critério para angariar votos a «a postura fraca em torno da eleição de Mário Nogueira para secretário-geral da FENPROF» tem um problema grave com a democracia.

  9. Sejeiro Velho diz:

    Sr. André Levy.- Obrigado por me ter lido.
    Conheço relativamente bem a profissão: sou marido duma ex-professora de instrução primária, pai duma professora de português em África (a seguir às independências) e avô duma professora de Inglês e de um professor de informática. Entre filhos, netos e bisnetos, já somos alguns 15 ou 16. Todos andámos na escola. Assim, além da minha experiência pessoal, tenho as apreciações, queixas e os elogios sobre uma quantidade enorme de docentes, de três gerações. Já é um conhecimento apreciável.
    Quanto à idéia que tenho das manifestações de rua… já tive as mesmas que o senhor, no tempo da outra senhora. Hoje parecem-me acções corporativas e, mais grave ainda, paroquiais, como diria (VPV). Já viu a distância a que estão dos problemas mundiais, os que entre nós, os europeus, reinvidicam melhor nível de vida?

    JMG – Obrigado pelo convite. Sou má companhia: velho, rabujento e descrente.

  10. O Chico deve estar a escrever da Tasca e já com a pinga em cima. Só para esclarecer que os professores (e nisto não há diferenças entre listas candidatas ao SPGL, ou na direcção da FENPROF) não são contra a avaliação dos professores. São contra a avaliação proposta pela ministra, pela carga burocrática com que sobrecarrega os professores (algo que ela mesma foi forçada a reconhecer, modificando assim o modelo, isto é, caro Chico, ela já cedeu, meta o voto onde entender).
    Quanto à insistência nesta ideia de que os professores (ou os funcionários públicos) são uns privilegiados, é o discurso de quem quer a igualdade de direitos dos trabalhadores ajustados à mais reduzida amostra de direitos. Concordo que haja igualdade, mas que se dêem mais direitos aos trabalhadores no sector privado, acabando com a sua exploração.
    Marxista da tendência R – vote na lista que entender. O memorando foi aceite pela Plataforma Sindical dos Professores, incluindo a FENPROF, o que aliás vem comprovar a ideia de unidade (onde há que fazer compromissos) e de abertura para estabelecer acordos. Se o Nogueira não tivesse assinado era acusado de sectário e irredutível, assinando é acusado de se ter vendido. Não me parece que o Mário Nogueira, que continua a mobilizar os professores para a luta, possa ser efectivamente acusado de agir contra a classe docente.
    Maria Trindada – se na sua avaliação a lista A tem feito bom trabalho, exerça o seu direito de votar nela. Eu também estou a exercer o meu direito democrático de exprimir livremente a minha opinião. Não sei donde sacou a noção de “postura sectária”. Eu não me limitei a dizer mal da actual direcção (e assim dando voz a professores da região de Lisboa com quem tenho conversado), mas dei razões para votar na lista B. A eleição do Mário Nogueira parece-me ter sido um momento chave na organização sindical e na sua actuação, pelo que a postura da actuação do SPGL parece-me relevante. Se quer falar de problemas graves com a democracia, falemos nas anteriores eleições para a direcção do SPGL e na contabilização dos votos por correspondência …

  11. Patricia diz:

    Em relação aos problemas dos professores assistimos a uma disputa partidária que começou na extrema direita a acabou no BE,todos os partidos apareceram a dar a cara pelos professores até aquele grande “camarada”daquele partido que tem alguns dos seus membros atrás das grades.Não é por falta de apoio politico,excluindo claro o partido que suporta o governo,que eles não conseguiram ainda ver satisfeitas as suas reinvidicações.Podem ter toda a razão do Mundo,não ponho isso em causa,só tenho é pena que pelo menos na AR os trabalhadores precários não consigam ter o apoio de toda a oposição como tiveram os professores.No que diz respeito ao secretário geral da FENPROF,depois das suas prestações televisivas o que vi foi um sindicalista arrogante e ambicioso o que me levou a pensar que ainda vai dar muitas dores de cabeça aos dirigentes do partido a que pertence.

  12. António Silva diz:

    Vai animado o debate, embora com alguns comentários que revelam muita desinformação.
    Sobre a Lista A já foi indicado um link acima, mas nem era necessário porque é mais do mesmo. As mesmas promessas, os mesmos protagonistas. Arrastam-se por ali há décadas. É a evolução na continuidade.

    Sobre a Lista B que se propôe eleger uma direcção de confiança, unir os professores e educadores, reforçar a luta, veja-se o blogue e o site:
    http://professores-unidos.blogspot.com/

    Veja-se também o blogue do candidato Francisco Santos:

    http://fjsantos.wordpress.com/

    A propósitos dos blogues que a Lista A “não tem, nem dizem mal da outra lista” (Maria Trindade), veja-se o nível de:

    http://bilroseberloques.blogspot.com/

    Havia outro, mais soft, mas fechou, por discordâncias várias na confederação de tendências que é a Lista A:

    http://diasdofim.blogspot.com/

    Veja-se ainda um site mais geral que acompanha o processo e onde se pode saber como a Lista A já está a “cumprir” o programa:
    http://www.saladosprofessores.com/index.php?option=com_smf&Itemid=62&topic=5037.msg134508#msg134508

  13. António Silva diz:

    Fiz um comentário que não foi publicado. Provavelmente, devido aos links que indicava devo ter ido parar ao “spam”. É assim?

  14. Nuno Ramos de Almeida diz:

    António Silva,
    Obrigado pelo aviso. Recuperei o comentário no Spam.
    Isto é de facto um blogue plural, eu tenho a melhor impressão do trabalho do SPGL. Participei em muitas acções, debates e iniciativas com esse sindicato e sempre vi neles trabalho e atenção às questões sociais. Como não sou professor não tenho informação sobre as escolas para discutir com o André. Mas fica aqui a minha nota pessoal.

  15. José Seabra diz:

    Não sou professor, mas sou Pai, Encarregado de Educação e durante vários anos dirigente associativo de pais.
    Continuo solidario com a luta dos professores para alterar esta política extremamente negativa para a escola pública, gratuita, de qualidade e a tempo inteiro.
    A ofensiva desta Srª sinistra não é só contra ops professores, é também contra os pais e principalmente contra os alunos.
    Sejam de que lista forem, a todos o meu obrigado.

  16. maria monteiro diz:

    Chico da Tasca,
    tome cuidado não vá a Providência Divina trocar-lhe as voltas.
    Chulos do sistema educativo são as escolas católicas que exigem sempre e sempre subsidios e regalias do Estado.
    O dinheiro público deve ser aplicado exclusivamente nas escolas públicas – é aqui que o Estado tem que dar condições para que o ensino seja excelente.
    Ainda não se falava em crise e lá andava de pança cheia de privilégios o P.João Seabra e o seu Colégio S.Tomás….

  17. quinta do infantado diz:

    A lista B como todos sabem é constituida só por elementos do PCP, aliás como se passou no Sitava e onde perderam, e onde agora estão a mover processos a 3 militantes que integraram a lista unitária e vencedora a lista A

    Por isso estas criticas á lista A , que reune varias tendências politicas, e que vê os sindicatos não como uma coutada de um partido, mas como um local em que os trabalhadores independentemente de terem ou não filiação partidaria , sentem que os seus interesses estão a ser defendidos.

    Mas isso não interessa ao PCP , que utiliza os sindicatos únicamente para os seus objectivos politicos e eleitorais , e por isso não lhe interessa constituir ou fazer parte de listas realmente unitárias.

  18. António Silva diz:

    Quinta do Infantado:
    Quem vota nas eleições do SPGL são os sócios do SPGL, isto é, os professores.
    O PS não vai mover inquéritos nem processos aos seus militantes que estão na Direcção do SPGL. O vice-presidente ainda no 1º de Maio integrou a delegação do PS/Vital.
    Outros dirigentes que o PS tinha destacados no SPGL já transitaram para o Ministério da Educação e para a DREL, casos de José Joaquim Leitão e de Pedro Lara.
    Já está a perceber melhor, “Quinta do Infantado”?

  19. O que foi dito aqui sobre as eleições do SPGL é importante perceber um bocado da história deste sindicato nos últimos tempos entre outros factos políticos.
    Em 2003 a Direcção do sindicato era composta pelos elementos da das actuais Listas A e B, quando começaram as reuniões para preparar as eleições de 2006 os militantes do PCP estiveram presentes nas reuniões de constituição de lista até praticamente ao limite de prazo de entrega de lista. Nesse dia, o seu novo Patrão, Jerónimo de Sousa, obrigou-os a surpreender-nos e à traição apresentarem uma lista própria e partidária, a Lista B Os militantes que recusaram este separatismo e se mantiveram na Lista A foram castigados e humilhados.
    Em 2006 não ganharam a Direcção Central, mas ganharam Direcções de Zona: alguns dirigentes demitiram –se , outros desapareceram e há casos até de desindicalizações. Tiveram créditos horários para fazer trabalho sindical , mas não o fizeram, assim ficou a Direcção Central com o ónus do trabalho imperfeito. Mesmo assim a Direcção preocupou-se, com trabalho acrescido, responder às solicitações dos sócios nessas zonas.
    Quando foi o Congresso da FENPROF para a eleição de um novo Secretário Geral, as Direcções do SPGL e do SPN, os 2 maiores sindicatos dentro da FENPROF não apoiaram Mário Nogueira, mas sim Manuela Mendonça pela sua postura degrande sindicalista e isenção partidária, enquanto Mário Nogueira tinha sido o Mandatário da candidatura do Jerónimo de Sousa. Não queríamos uma FENPROF partidarizada. A calúnia instalou-se, dizendo que Manuela Mendonça era do PS, quando nunca teve cartão partidário.
    É a 3ª vez que concorro às eleições do SPGL, sou sindicalizada desde 1975, no mandato de 2003 fiz grande amizade com companheiros e companheiras que desde Junho de 2006 mudam de passeio quando me vêem, ainda não sei porquê, pensei que a amizade estivesse para além das ordens do Grande Chefe. Senti-me atraiçoada e magoada. Mas foi assim que aprendi que a política não tem nada de “romântica” que há gente não olha a meios para atingir os fins.
    No meu blogue “Bilros&Berloques” que aqui é referido, assumo que sou candidata e divulgo material da campanha.
    Qualquer assunto que aborde, nem que seja uma “receita de arroz doce” sou insultada, difamada, onde não aparece uma “ideia” a discutir, sempre por gente anónima, ou usurpando a identidade de amigos meus. Os comentários são do teor da melhor KGB: Ameaças de demissão, uma injecção atrás da orelha, porque sito o jornal público, sou amiga do Belmiro, etc., . Assim, achei por bem fazer moderação de comentários, para parar estes anónimos pouco educados e sem ideias.
    Não tenho nem nunca tive cartão partidário, a Lista a que pertenço tem elementos muito válidos, trabalhadores , preocupados com o sindicato e os sócios, há várias sensibilidades políticas e partidárias à semelhança do grupo social dos professores, não fazemos o culto do insulto, é nestas especificidades que me revejo, por isso luto para que ganhe.
    Ainda um facto político muito importante, à semelhança do que se passa nos outros países europeus, os Partidos Comunistas Ditadores e Ortodoxos só sobrevivem enquanto controlarem os Sindicatos, o SPGL é o maior sindicato do País, é muito apetecível a este Partido. Se ganharem a Direcção mudam os estatutos de tal forma que ficarão com o seu domínio eterno até à destruição.

  20. O que foi dito aqui sobre as eleições do SPGL é importante perceber um bocado da história deste sindicato nos últimos tempos entre outros factos políticos.
    Em 2003 a Direcção do sindicato era composta pelos elementos da das actuais Listas A e B, quando começaram as reuniões para preparar as eleições de 2006 os militantes do PCP estiveram presentes nas reuniões de constituição de lista até praticamente ao limite de prazo de entrega de lista. Nesse dia, o seu novo Patrão, Jerónimo de Sousa, obrigou-os a surpreender-nos e à traição apresentarem uma lista própria e partidária, a Lista B Os militantes que recusaram este separatismo e se mantiveram na Lista A foram castigados e humilhados.
    Em 2006 não ganharam a Direcção Central, mas ganharam Direcções de Zona: alguns dirigentes demitiram –se , outros desapareceram e há casos até de desindicalizações. Tiveram créditos horários para fazer trabalho sindical , mas não o fizeram, assim ficou a Direcção Central com o ónus do trabalho imperfeito. Mesmo assim a Direcção preocupou-se, com trabalho acrescido, responder às solicitações dos sócios nessas zonas.
    Quando foi o Congresso da FENPROF para a eleição de um novo Secretário Geral, as Direcções do SPGL e do SPN, os 2 maiores sindicatos dentro da FENPROF não apoiaram Mário Nogueira, mas sim Manuela Mendonça pela sua postura degrande sindicalista e isenção partidária, enquanto Mário Nogueira tinha sido o Mandatário da candidatura do Jerónimo de Sousa. Não queríamos uma FENPROF partidarizada. A calúnia instalou-se, dizendo que Manuela Mendonça era do PS, quando nunca teve cartão partidário.
    É a 3ª vez que concorro às eleições do SPGL, sou sindicalizada desde 1975, no mandato de 2003 fiz grande amizade com companheiros e companheiras que desde Junho de 2006 mudam de passeio quando me vêem, ainda não sei porquê, pensei que a amizade estivesse para além das ordens do Grande Chefe. Senti-me atraiçoada e magoada. Mas foi assim que aprendi que a política não tem nada de “romântica” que há gente não olha a meios para atingir os fins.
    No meu blogue “Bilros&Berloques” que aqui é referido, assumo que sou candidata e divulgo material da campanha.
    Qualquer assunto que aborde, nem que seja uma “receita de arroz doce” sou insultada, difamada, onde não aparece uma “ideia” a discutir, sempre por gente anónima, ou usurpando a identidade de amigos meus. Os comentários são do teor da melhor KGB: Ameaças de demissão, uma injecção atrás da orelha, porque cito o jornal público, sou amiga do Belmiro, etc., . Assim, achei por bem fazer moderação de comentários, para parar estes anónimos pouco educados e sem ideias.
    Não tenho nem nunca tive cartão partidário, a Lista a que pertenço tem elementos muito válidos, trabalhadores , preocupados com o sindicato e os sócios, há várias sensibilidades políticas e partidárias à semelhança do grupo social dos professores, não fazemos o culto do insulto, é nestas especificidades que me revejo, por isso luto para que ganhe.
    Ainda um facto político muito importante, à semelhança do que se passa nos outros países europeus, os Partidos Comunistas Ditadores e Ortodoxos só sobrevivem enquanto controlarem os Sindicatos, o SPGL é o maior sindicato do País, é muito apetecível a este Partido. Se ganharem a Direcção mudam os estatutos de tal forma que ficarão com o seu domínio eterno até à destruição.

  21. António Silva diz:

    A Isabel Pedrosa Pires resolveu fazer um comentário que dispensa a consulta do blogue. É uma síntese do ideário da Lista A. Na falta de argumentos, o recurso à insinuação torpe, à calúnia descarada. Já vimos este filme no Congresso da Fenprof e o resultado é conhecido. Os professores não têm medo do papão. Precisam é dum sindicato que defenda os seus interesses sócio-profissionais e que defenda a Escola Pública e a dignificação da profissão docente.
    Há uma diferença essencial entre a Lista A e a Lista B. A Lista A quer ganhar as eleições para continuar no sindicato, para defender os interesses instalados (alguns estão ali há décadas a prometer sempre o mesmo e perderam a confiança dos professores). A Lista B quer ganhar as eleições para unir os professores e educadores, para reforçar a luta e para dar mais força à Fenprof.
    Imagine-se o que seria da Fenprof e do movimento sindical docente se por hipótese tivesse sido eleito qual quer um dos três candidatos da Lista A /Direcção do SPGL: Avelãs, Sucena, M. Mendonça. Imagine-se.

  22. Boas,
    vamos começar pela declaração de intenções a bem da transparência: faço parte da Direcção do SPN, membro do Conselho Nacional da FENPROF.
    Quanto ao post é obviamente parcial, tal como eu fui quando escrevi este: http://aventar.eu/2009/05/04/pcp-sozinhos-e-sempre-sos/.

    Eu sou parcial, o Levy também porque conta uma parte da verdade, mas é clara a posição: é candidato numa das listas e isso fica-lhe bem.

    Eu gostaria de ver por aqui alguma reflexão sobre o papel que o SPGL teve, nomeadamente nas duas enormes manifestações, porque a ele se deve o seu sucesso.
    Mas, deixo uma pergunta ao autor do post:

    – Diz que os outros sindicatos foram muito fortes e o SPGL não. Nessa qualificação também quer incluir o SPN? Ou nós, os Professores do Norte, fazemos parte do grupo que não dá força à FENPROF?

    JP

  23. Caro João Paulo Silva, sobre o SPN não me posso pronunciar porque não conheço o sindicato nem contacto com professores da região. Quanto ao SPGL e as grandes manifestações que decorreram em Lisboa, área do SPGL, o que observo e o que ouço de amigos professores é que durante o passado mandato o Sindicato tem estado pouco presente nas escolas, no contacto com os professores, na distribuição de material nas escolas, na mobilização activa nas escolas. Tal tem sido confirmado pelos parceiros da lista B que têm ido às escolas durante a campanha e se confrontam com professores que dizem que faz muito tempo que não têm contacto do sindicato. É natural que, sendo em Lisboa, os professores dessa região tenham participado em massa. Mas, sou levado a concluir, que em grande medida tal não resultou da mobilização activa por parte do SPGL.
    Aproveito para perguntar: porque a actual direcção do SPGL e a lista A têm procurado reduzir o número de mesas de voto nas escolas? A lista B tem procurado mobilizar membros e professores amigos para que a distribuição de mesas de voto no dia 19 permita uma maior participação nas eleições, mas confronta-se com resistência por parte da lista A. Porquê? Têm medo dos votos nas urnas? Acham facilitam o processo forçando professores a irem a outra escola, por vezes distante, para expressarem o seu voto? Acham que o voto por correspondência é preferível? Tendo em conta as irregularidades com este tipo de voto nas eleições anteriores, isto é causa de alguma preocupação.

  24. Meu caro,
    primeiro não percebo como é que um sócio do SPGL se pode dar ao luxo de perder alguns grandes dirigentes do sindicalismo docente que, por “acaso” estão na lista A. O António ou a Anabela merecem algum reparo de alguém?

    Quanto às questões de ilegalidades ou falta delas, creio que nada pode argumentar em defesa de tal tese – caso contrário teríamos a justiça a dar razão a quem perdeu. Ou não?

    Depois tenho por experiência própria que os professores acham sempre que nunca fazemos nada: esta semana ouvi de uma colega que o sindicato, nós, não tinhamos dito isto e aquilo, etc…
    Perguntei a escola – para azar dela tinha estado no agrupamento dela, numa semana, duas vezes em duas reuniões sindicais… a que ela faltou.
    Isto para dizer que o diz que disse… vale o que vale.

    Factos são factos: os professores de Lisboa estiveram em grande nas manifestações. Da sua parte achar que isso se deve ao trabalho dos outros sindicatos, parece-me exagerado.

    Questão final: porque é que alguns partidos, neste caso o PCP, insiste nesta deriva sectária de partir os sindicatos? Porque é que não podemos simplesmente, todos juntos, continuar a dirigir os sindicatos? Que diabo, nem com a colaboração estreita entre o Mário e o SPN (que não apoiou o Mário) dá para aprender?
    Levamos milhares a Lisboa, recolhemos sempre milhares de assinaturas, fazemos centenas de reuniões…e isso, com o Mário a liderar a FENPROF.
    Por isso continuo sem perceber onde é que querem chegar…
    JP

  25. André Levy

    Porque é que o seu cabeça de lista queria que 2 mesas não abrissem porque porque não tinham condições? E tinham.

    Porque então o ónus é da Direcção se o Candidato a Presidente põe tantas obstáculos nos locais onde tem medo que os sócios votem?

    Porque é que não podem estar nas mesas, mas pediram 400 credenciais e respectivas justificações de faltas. Quem vai pagar horas extraordinárias aos funcionários para fazer isto numa tarde?
    Não podem fazer, mas podem controlar.
    A noção da realidade não existe nessas cabeças de controleiros e sem espírito de cidadania. Vão para as mesas como os candidatos da Lista A vão.
    Depois acusam a direcção de fechar mesas.

  26. Porque é que o PCP é divisionista e contra a unidade de todas as forças dos professores?

  27. Irene Sá diz:

    1 . “como é que um sócio do SPGL se pode dar ao luxo de perder alguns grandes dirigentes do sindicalismo docente que, por “acaso” estão na lista A”
    – Este é um dos argumentos mais demagógicos que tenho lido.
    A avaliação do que faz um bom ou um mau dirigente depende da apreciação de cada um, das características que cada um considera que deve ter um dirigente sindical. Pessoalmente considero que a honestidade é uma característica indispensável e, infelizmente, essa não é uma das qualidades do António (se é que o João Paulo se refere ao Avelãs), bem pelo contrário, mente sem qualquer tipo de vergonha.
    Por outro lado, o que está em causa não é a eleição de um ou outro dirigente mas antes a escolha de um projecto sindical.

    2 . Creio que o João Paulo não percebeu que as ilegalidades que se constatam são actuais, não as passadas – essas foram cometidas, são irrefutáveis, e informo-o, caso não tenha acompanhado o processo devidamente, que o processo referente às eleições de 2006 não chegou sequer a ser julgado (ao contrário do que os dirigentes da Lista A gostam de afirmar) por erros processuais.
    Quanto às ilegalidades e às irregularidades do presente processo, elas abundam. Só para dar uma breve ideia: votações na Comissão Eleitoral sobre questões que estão publicadas no Regulamento Eleitoral; Usurpação por parte da Direcção de competências da Comissão Eleitoral; Violação, por parte da Direcção, de decisões da Comissão Eleitoral.

    3 . Quanto aos factos serem factos e à mobilização do SPGL:
    É um facto que em todos plenários e reuniões sindicais realizados pelos sindicatos da Fenprof, desde Outubro a esta parte (para não ir mais atrás), o SPGL é um dos que menos reuniões realizou e nas que realizou com menos professores e educadores contou. O mesmo se pode dizer das mobilizações regionais – as manifestações, vigílias, concentrações em Lisboa ficaram muito aquém da zona centro e norte, o que, para o maior sindicato de professores do país é muito mau sinal.
    Eu sou professora contratada em Lisboa. Em dez escolas por onde passei só numa é que reuni com dirigentes da Lista A. Para as duas grandes manifestações realizadas, em duas escolas diferentes, não houve qualquer contacto com o sindicato para a mobilização – apenas o cartaz e o sms.
    Para as greves, o SPGL nem se dá ao trabalho de ter os seus dirigentes na sede a fazer o levantamento dos números da adesão!

    4 . Quanto à “deriva sectária de partir os sindicatos”, o João Paulo deveria analisar bem quem é que o faz. Ou não estará recordado do seu triste papel na tentativa de evitar a todo o custo a eleição de Mário Nogueira para Secretário Geral da Fenprof? Não se recordará que esgrimiu os velhos, gastos e falhados argumentos do “papão comunista”? Não estará a par da triste figura que fez o seu amigo António no Congresso da CGTP (que em vez de ter representado o seu sindicato resolveu ir representar-se a si próprio e às suas ideias pessoais, em vez de ter colocado as questões das lutas dos professores e no plano da educação e ter procurado a forma de criar sinergias de luta preferiu criar um “caso” na CGTP)? Não saberá que foram os dirigentes da Lista A que inventaram um Conselho Geral no SPGL, esvaziando a Assembleia de Delegados Sindicais, que mais não é que um parlamento de tendências? Não saberá o João Paulo que o Escola Informação foi usado, várias vezes, não como boletim informativo do sindicato mas como espaço de insulto e a calúnia dos sócios da Lista B? Mas quem é que fomenta a divisão dos trabalhadores?
    João Paulo volta a ser demagogo com esta questão. A unidade que a Lista B procura promover é a unidade dos professores em torno de objectivos de luta comuns, não é o arranjinho partidário e de tendências – tomá lá uma coordenação, dá cá uma vice-presidência.

  28. Irene Sá diz:

    Gostaria de saber a que mesas se refere a Isabel.

    No seu blogue não responde às questões que são levantadas porque diz que não trata das mesas: http://bilroseberloques.blogspot.com/2009/05/ninguem-se-abstenha.html#links

    É bom esclarecer a verdade!

    1 – A Lista B propôs a abertura de cerca de mais 20 mesas para além daquelas que estavam propostas inicialmente. O prazo marcado para a criação de mesas (que só existiu porque a Direcção insistiu que todas as mesas deveria constar no Escola Informação) foi 14 ou 15 de Abril. Isto significou que foi durante a interrupção lectiva que se tratou deste processo. Note-se que nunca antes se impôs um prazo para a abertura de mesas, elas definiam-se de acordo com a possibilidade e vontade dos professores instalarem uma nas respectivas escolas.

    2 . Quase todas as mesas propostas pela Lista B foram recusadas sob o argumento de que não estavam indicados os 3 nomes para o funcionamento da mesa.

    3 . Quando a Lista B pediu os 3 nomes de cada uma das mesas que a Direcção estava a propor, esta foi recusada – embora a elaboração das mesas seja uma competência da Comissão Eleitoral. Afinal o critério dos 3 nomes só se aplicava à Lista B

    4 . Cerca de semana e meia antes das eleições a Direcção/Lista A ameaça com o encerramento de dezenas de mesas por falta de gente! Para evitar esse encerramento, a Lista B procurou (num prazo dado de 24 horas!) colmatar as necessidades evocadas e indicou vários nomes.

    5 . Só na passada sexta-feira, dia 15, é que a Lista final da composição das mesas chegou à mão dos candidatos da Lista B na Comissão Eleitoral (depois de durante dias terem andado a prometer a lista para umas horas ou uns minutos depois)! E, pasme-se, uma boa parte das indicações que fomos obrigados a fazer à pressa não foram consideradas (havia mesmo mesas em que pediam 3 nomes ou as mesas fechavam e acabaram por não incluir nenhum) ou, em muitos casos, foram alteradas (nomes indicados para umas mesas que aparecem noutras). Dá-se ainda o caso de algumas mesas que estavam sob o risco de fechar e afinal têm 6, 7 ou 8 nomes.
    A mim tudo isto me parece suspeito ou absurdo.
    Quanto às credenciais e o sentido de cidadania – escrever um texto, imprimir 400 cópias e colocar o selo branco nas mesmas, não leva mais tempo do que a Isabel a colocar os seus posts venenosos no blogue ou a fazer comentários por aqui e além. Tivesse ela sentido de cidadania e saberia que jamais se deve recusar um direito sob o argumento do trabalho que dá garanti-lo.
    Obviamente, a resposta quanto à questão de os membros da Lista B não estarem nas mesas como os da A é porque os da A não deixaram. Resta-nos o papel de sermos membros de segunda, os, como diz a Isabel, controleiros.

  29. Vanessa diz:

    A D. Irene Sá mente. A decisão do tribunal está lá se a quiser consultar.
    Mente quando chama mentirosos a outros dirigentes.
    Mente quando afirma que não há dirigentes na sede a fazer levantamento de dados da greve.
    A Irene Sá diz a verdade, a lista B é um projecto. Um projecto do PCP para assaltar o SPGL, porque é fundamental terem os sindicatos na mão.
    Os professores, a Unidade, a proximidade é o alibi para não terem um programa apenas com uma frase:
    Vota B, porque o PCP precisa deste sindicato!
    Minta tudo hoje, porque a partir de amanhã vai começar com outras tropelias.
    Vai impugnar tudo o que acontecer, se choveu ou esteve sol, já conhecemos bem o “estilo” não é?
    Boa sorte.

  30. Está visto que o tipo de argumentos continua sem responder ao essencial:
    – porque é que o PCP insiste em não partilhar as direcções sindicais com professores independentes ou de outros partidos? (Aconteceu no GL, na FENPROF, no SPN, novamente no GL e até na Madeira).
    – o que pensa a Lista B do trabalho que tem feito o SPN, claramente, como escrevem, um dos Sindicatos que mais mobilização tem feito – aliás, se considerar a distância em relação a Lisboa, somos claramente o sindicato mais mobilizador. É com esta prática sindical que se identificam?

    Boa sorte para o recurso de amanhã,
    JP

  31. João Paulo

    Cá estaremos à espera dos recursos, mas agora não são cento e poucos votos…

    Saudações Sindicais

  32. jq diz:

    Agora sabidos os resultados… K pena! De pouco serviu este voto B!

  33. Paulo Ribeiro diz:

    levi, todos os 9 milhões de santos provocados pelo seu amigo josef stalin, lá de cima, olham para as várias listas em presença e apelam, à abstenção.

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