A propósito de uma preocupação de Vital

Na sequência deste post sobre um “vídeo difamatório”.
Se alguém teve conhecimento, através de um familiar ou interposta pessoa, de uma alegada tentativa de corrupção e/ou pagamentos ilícitos não o tendo denunciado ao ministério público, isso é publicamente condenável. Se “esse alguém” for titular de um órgão de soberania que tutela a matéria do qual são objecto os referidos pagamentos ilícitos, a ausência de participação ao ministério público é um crime. Se alguém nega conhecer outrem, que é objecto de uma investigação criminal por crimes de corrupção ou que se encontra constituído arguido, ou se alguém nega ter participado numa reunião com o referido indivíduo, em que mais tarde se prova ter participado, isso é suspeito. Se algum membro de um órgão de soberania, directa ou indirectamente, procurou interferir, condicionar, atrasar ou ocultar factos a uma investigação do ministério público, não põe em causa a liberdade individual, mas o Estado em que vivemos.
Aguarde, Dr. Vital. De qualquer forma, não lhe invejo a preocupação.

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4 Responses to A propósito de uma preocupação de Vital

  1. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Consta que o Dr. Vital percebe tanto de política como de direito.
    Alguém lhe explica que uma notícia não é um acto de difamação. Se alguém descobre um vídeo em que protagonistas de um negócio falam de um esquema de corrupção, isso é notícia. Cabe aos jornalistas noticiar e à justiça apurar se é verdade ou difamação. São coisas diferentes.

  2. j diz:

    Aprendi tal em Introdução ao Direito no antigo Curso Geral de Comércio.
    É isso mesmo, pois, não foram os jornalistas que fizeram o vídeo.

    Por estas e por outras, nos três feriados que se avizinham, espero que esteja bom tempo… para ir para a praia, das 9 as 19:00 horas.

  3. Enojado diz:

    Mas o Vital ainda mexe, depois da justa bordoada que levou esta semana?

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