Estaremos loucos ou em fim de festa?


Quatro dias longe da pátria, leva-nos a ler os jornais com algum distanciamento e surpresa. Primeiro porque o Benfica aproveitou para despejar quatro golos em Setúbal, o que dá um certo ar de fim de festa. Por outro lado, o primeiro ministro comunica ao país por intermédio de uma entrevista despoletada na sequência de mais uma revelação do Caso Freeport (pelo que percebi, composta de insultos e injúrias feitas por um estranhamente não processado cidadão inglês) e por mais uma tentativa de um secretário de estado em coartar o acesso de jornalistas a documentos públicos.
E parece que este secretário de estado ainda não se demitiu.

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15 Responses to Estaremos loucos ou em fim de festa?

  1. Algarviu diz:

    Quartar é um termo de esgrima. Talvez… coarctar? ou um actualizado coartar?

  2. Antónioo Sousa diz:

    «estranhamente não processado»? mentira, pá. o «cidadão» já foi processado. parece que o «cidadão» é, como o tiago, um mentiroso: veja-se o dn de hoje.

  3. Tiago Mota Saraiva diz:

    Julgo que se pode escrever das duas maneiras. De qualquer forma a sua “soa-me à vista” muito melhor. Corrigido.

  4. Tiago Mota Saraiva diz:

    Antónioo Sousa, não sei o que diz o DN, que parece ter-se transformado na Bíblia da verdade socialista. Mas aqui pode ouvir o que disse na RTP o primeiro ministro: http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Socrates-avanca-com-processo-contra-Charles-Smith.rtp&headline=20&visual=9&tm=9&article=215070 .
    Fosse Sócrates tão claro com Charles Smith como o foi com os jornalistas que processou e para mim a questão estaria encerrada. Mas não está. Ninguém consegue explicar porque Charles Smith não é o primeiro processado!
    Nem com muita gritaria, muito insulto, muito assessor escondido com rabo de fora, se consegue explicar o que se passou (e continua a passar) no Caso Freeport.

  5. rosarinho diz:

    O que eu ainda não consegui entender, vem muito mais de trás… Como é que alguém (aparentemente sem Alzheimer) não regista na memória uma comunicação de um tio acerca de uma possível fraude de 4 milhões. Isso é que me deixa assombrada!

  6. rosarinho diz:

    Dúvida: Uma conversa com um tio acerca de uma extorsão de 4 milhões é normal???
    Há assim tantas conversas sobre extorsões e portanto é irrelevante???
    É normal não mandar imediatamente investigar???
    Há alguma coisa normal nisto tudo???

    Ou serei ET???

  7. Carlos Vidal diz:

    Bom regresso e bom trabalho Tiago.
    Quanto ao título do post, espero sinceramente que estejamos em fim de festa (“p.socialista”, claro).

  8. O Tiago consegue fazer muito bem fugas para a frente.

    O cidadão smith foi processado, tudo o resto de ser o primeiro, o segundo ou o último…

  9. Luís Antunes diz:

    Cassete Vidal , este ano o PCP vai apanhar uma tareia eleitoral tão grande!

  10. Tiago Mota Saraiva diz:

    Ricardo Ferreira, espero para ver de que processo se fala tanto.
    Luís Antunes, lamento desiludi-lo mas, por enquanto, ainda é o povo que decide.

  11. Luís Antunes diz:

    VIVA O JAIME NEVES!

  12. Carlos Vidal diz:

    Ó Luís Antunes, deixe-se de parvoíces e deixe lá o Jaime Neves nas suas leituras, que o homem nem um livro deve saber o que é.
    Você, ó Antunes do Montijo, dê mas é mais novas da sua discoteca e não diga disparates: já sei que elege o Beethoven do Kempff, tal como eu. E mais?
    E a integral sinfónica do Immerseel? Já lá chegou ou ainda não?
    Não conhece?
    Mas conhece o Jaime Neves, ’tá a ver como perde o seu tempo!

  13. Luís Antunes diz:

    Esse não conheço . Mas gosto muito do concerto para piano nº 5 do surdo . Aliás , é o concerto para piano de que eu gosto mais . E a minha versão predilecta dessa obra é aquela gravação de 1961 , do Kempff , com a Filarmónica de Berlim . Beethoven é o meu deus . Ora , tenho um pouco de tudo , desde o Bach até ao modernismo ( Debussy , Berg , Gershwin , Bartok , Ravel …. ) . Até tenho uma gravação da Madame Borboleta , com Toti dal Monte no papel principal , e o concerto para piano nº1 de Tchaikhovsky ( Solomon é o pianista de serviço ) ! A nível de jazz , tenho , entre outras preciosidades , KIND OF BLUE , o best -seller number one do jazz , do mestre MILES DAVIS. E canção francesa , claro !

  14. Luís Antunes diz:

    Aliás , o que distinguia o Kempff ( que também foi compositor ) dos outros pianistas , era o toque especial que ele punha em cada interpretação , ao contrário de outros pianistas, não menos importantes ,que levavam ou levam a partitura à letra ( Maria João Pires ) . Mas também há exemplos de pianistas com uma certa tendência para improvisar que foram desastres na interpretação de determinadas obras. Eu lembro – me de ouvir , na Antena 2 , uma pianista dos anos vinte que tocava uma peça do Chopin ( compositor rômantico) à maneira impressionista ( tipo Debussy ) ! Aquilo era liberdade artística a mais !

  15. Luís Antunes diz:

    Claro , também tenho canções de Schubert com a dupla Gerald Moore / Fiescher – Dieskau ( grande Dietrich! ) e uma gravação ( genialíssima ) da ” Viagem de Inverno ” ( Fiescher – Dieskau /Alfred Brendel) .

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