recepções…

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O amigo Ricardo Santos Pinto resolveu adendar algo ao debate sobre Nun’ Alvares. Com um registo provocatório o Ricardo resolve se meter com as minhas (pr)referências estéticas, roçando às vezes, o registo normativo que pode ser interpretado como simbolicamente discriminatório! Estás perdoado, mas nao abuses!

A verdade é que parece termos uma dificuldade colectiva em questionar, e (re)problematizar o modo como olhamos para a nossa história e para os homens e mulheres que a povoam.
Parece que há “estórias oficiais” das nossas figuras históricas que nao se questionam, e que não se pode, por exemplo, perguntar coisas tão simples como: onde estão as figuras da nossa história – podemos nos restringir apenas ao século XX – que foram homossexuais? Porque é tão dificil falar desses campos da nossa história?
Há, na história recente, duas figuras que merecem bem a nossa atenção pelo modo como o heterossexismo e a homofobia afectou as suas vidas, e afecta a recepção cultural contemporânea das suas biografias: António Botto (obrigado Eduardo Pitta pelo trabalho realizado recentemente) e Júlio Fogaça.
Espero um dia ver estas outras “estórias” escritas!

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