O “silêncio” do inocente

O sempre fascinante Miguel Morgado contrapõe ao obscurantismo de Bento XVI, a propósito da praga da Sida em África, as superstições e o curandeirismo militante das «lideranças políticas africanas, em particular as da África do Sul, a começar pelo recentemente escorraçado Mbeki até ao novo senhor daquelas paragens, Zuma», mais as suas terapias à base de batatas e afins.
Conclusão piedosa: «um dos “obscurantismos” merece juras de guerra, ao passo que o outro suscita apenas silêncio. Porque será?» Respondendo à angustiada pergunta, talvez por que Morgado não lê (ou finge não ler) a sempre recomendável Palmira. E ignora este artigo estarrecedor de Ben Goldacre. Só por exemplo. O diabo do mundo é sempre mais complexo do que os simples o imaginam.

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1 Response to O “silêncio” do inocente

  1. Adorei a das “forças curativas da doença”.

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