Genéricos: um tema radioactivo?

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A bulha entre donos de farmácias, médicos e governo – a propósito da substituição dos medicamentos receitados por genéricos – ainda anda por aí a chocar a próxima batalha.
Entretanto, a Ana volta, como prometera, ao tema. Mas fá-lo de forma oblíqua, ilustrando uns ditos “Genéricos d’avozinha” com uma fotografia de uma embalagem de heroína. Ora passa-se que esta antipática substância não foi lançada como genérico mas sim como marca registada da Bayer. Vai daí, se isto pretendia ser uma espécie de salva contra a indústria dos genéricos, parece-me ter saído um pouco ao lado. Mas eu ajudo, com um lindo frasquito de Rádio, destinado, julgo eu, a dispensar os candeeiros na leitura nocturna.
Um pouco mais a sério: se me disserem que há genéricos mais caros do que os medicamentos equivalentes “de marca”, ainda vá. Que me informem que factores como os excipientes ou as dosagens podem interferir com a eficácia dos princípios activos, tudo bem. Até estou disposto a acreditar que muitos produtores de genéricos não dedicam tanto carinho ao controlo de qualidade como os laboratórios “a sério”. Já a questão da aparência das pílulas e dos velhinhos distraídos me parece um pouco lateral.
É só isto, ou existem mesmo razões terapêuticas válidas e ponderosas para impedir que se opte quase sempre pelos genéricos? Is there a doctor in the house?

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