A subversão é vermelha (propostas para a loja do cidadão de Faro)

gisele bündchen

As funcionárias da Loja do Cidadão de Faro, inaugurada a 3 de Abril, foram proibidas de usar saias curtas, decotes, saltos altos, roupa interior escura, gangas e perfumes agressivos. As instruções foram dadas numa acção de formação antes da abertura da loja, denunciou uma funcionária.

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TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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10 Responses to A subversão é vermelha (propostas para a loja do cidadão de Faro)

  1. miguel dias diz:

    concordo, tal como josé magalhães, com esta medida. Passo a explicar: no outro dia fui a uma repartição de finanças contestar uma dívida fiscal e fui atendido pela menina da foto. Evidentemente, fiquei perturbado, não consegui encontrar argumentos e acabei por encentar uma conversa banal chegando ao ponto de a convidar para jantar. A catraia declinou o convite (ainda por cima com maus modos) o que me deixou muito desiludido e confirmou a minha opinião acerca da antipatia dos funcionários públicos portugueses.
    Pedi-lhe a guia e fui à tesouraria pagar a alegada dívida.

  2. jacuzzi diz:

    “na loja dos cidadems, nam qremos ca pretos, ciganos, brazucas, nem gajas galderias, ca’gente quer parecer serio e eficiente’

    fardazinhas cinzentas e castas e’ o que querem. uma foto do querido lider, uma cruz e uma bandeira desbotada. e va’ la’, va’ la’, la’ pra 2011 devem reintroduzir o Hino da Mocidade.

    e a minha pergunta e’: quem e’ o cidadao que decide estas merdas? nao tem nome? nao e’ em meu nome que o faz certamente.

    A LOJA E’ NOSSA CARAGO!

  3. Luis Moreira diz:

    Atão com um bibe a esconder as partes podengas nã tenho nada contra…

  4. Camelo no buraco da agulha? diz:

    É (em nome) da Joana.
    Abaixo as fardas e as maneiras do pessoal de voo da TAP, porra!

  5. Pisca diz:

    Preparem-se que a seguir vem aí a licença de isqueiro

  6. Sejeiro Velho diz:

    Acho que este assunto merece ser tratado com mais seriedade. Não é brincadeira este moralismo nascente. Não tarda temos ONG zeladores dos costumes como em certos Estados da América.

  7. Antónimo diz:

    Respigo o que já noutras partes (arrastão e civilização do espectáculo) disse, quiçá sem grande apoio das hostes locais e embora considerando que o cumprimento da coisa possa abrir caminho aos pequenos déspotas:

    É mais do que justificada a necessidade de dizer isso aos novos funcionários numa formação. Infelizmente, a educação não parece pontificar nos sítios de atendimento ao público.

    Infelizmente, o bom senso, a mim, diz-me que se eu for empregado de restaurante, devo estar atento aos clientes e olhar constantamente para eles para ver se me chama.

    No entanto não é isso que vejo. São quase todos os restaurante onde eu pareço uma ventoinha a ver se me vêem para pedir mais qualquer coisa.

    Há coisas que não seria preciso dizer (tipo o perfume), mas até pelas declarações dos sindicatos se vê que a indicação devia ter sido dada.

    Ouvi um sindicalista muito zangado a perguntar quem é que iria medir a intensidade do perfume. Eu tenho a resposta: ninguém o irá fazer, mas quando alguém naquelas funções se lembrar de usar perfume vai pensar (dado que na formação lhe disseram que alguns são fortemente incomodativos) se não estará a exagerar na dose.

    Se não lho tivessem dito, era mais provável que muitos nunca sequer pensassem que isso pode ser um problema.

    O mesmo com a roupa.

    Infelizmente, muita gente no atendimento ao público comporta-se como se tivesse sido nada e criada nas barracas.

    Nem toda a gente tem maneiras e esses precisam de saber que elas existem.

    Não ouve um assessor de imprensa a avisar um candidato à presidência: “não coma, sr. candidato, não coma!”

  8. Patricia diz:

    A televisão não quer falar em assuntos importantes e depois vai buscar estas noticias para entreter o pagode.Estas normas ou parecidas existem nas empresas privadas para os trabalhadores que tem por função atender o público,nalgumas até existem fardas próprias,qual é o espanto de se aplicarem tambem aos funcionários públicos,que fazem o mesmo tipo de serviço.É claro que a maioria dos trabalhadores não precisa deste tipo de conselhos,mas fazem parte dos regulamentos das empresas,que são distribuidos aos trabalhadores quando são admitidos.

  9. Camelo no buraco da agulha? diz:

    Ainda vamos ver isso incluído nas reivindicações pelos direitos adquiridos. Por azar, até está a correr uma série na TV em que os alunos têm uniforme 🙁

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