João Miguel Tavares

Para que não restem dúvidas (o silêncio presta-se a mal-entendidos, na blogosfera), declaro aqui, perante o desinteresse geral, que estou completamente solidário com o João Miguel Tavares, que foi processado por José Sócrates por uma coisa que escreveu no DN.

Recordo, a propósito, um post que escrevi em tempos no Glória Fácil, quando Sócrates processou o “blogger” Balbino Caldeira. Mudem-lhe os nomes e é a mesma coisa.

Separados à nascença

Haverá uma imensidão de coisas a dizer sobre o processo que José Sócrates moveu contra António Balbino Caldeira. Por exemplo, que José Pacheco Pereira tem absoluta razão quando diz, no Abrupto, que há no primeiro-ministro, “uma indiferença face à honestidade e à verdade, uma política feita de trapalhices e trapacices, um vale tudo para manter o poder, ganhar uns pontinhos, esmagar um adversário, um autoritarismo com os fracos e subserviência para com os fortes, um parecer mais que ser“.

Este “autoritarismo com os fracos e subserviência para com os fortes” prova-se, aliás, no facto de de Sócrates ter processado Balbino Caldeira e não ter processado o próprio Pacheco, que considerou Sócrates a atreito a “trapacices” e “indiferente face à honestidade“, coisa que nunca vi escrita no

Haverá, volto ao princípio, uma imensidão de coisas a dizer. Uma delas, para já, é que se prova, no fim de contas, que Sócrates e a srª drª DREN Margarida Moreira são personagens feitos da mesma massa: gente burra a quem alguém não deu chá em criancinha.

 

Sobre João Pedro Henriques

Jornalista
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