Apéro

Cheguei atrasada ao caso da ópera (aí uns cinco dias), mas a culpa não é minha: na verdade cheguei apenas dois dias depois da hora, porque passei fim-de-semana à l’étranger, sem acesso à internet, e depois estive à espera que a minha amiguinha imaginária, a morgada de V., essa sempiterna procrastinadora, desse notícias. Como sou uma VIB (Very Important Blogger), guardaram-me um post. Agora abram alas, fáxavor.
– Morgada, por que é que esta gente está aos berros?
– São os cantores a vocalizar.
(…)
– Morgada, parece-me que acabei de levar com um tomate.
– Hors d’oeuvres, minha querida, hors d’oeuvres.

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5 respostas a Apéro

  1. huuuum diz:

    era so’ isso? podias ter ficado no estrangeiro.

  2. Jorge diz:

    Como não encontrei algo que fosse o mail do blog, fica aqui:

    Inclui-vos numa brincadeira de 1 de Abril.

  3. kir diz:

    Para aqueles que se babam e tentam extrapolar os apupos, desenganem-se, nem foram especialmente longos, nem tão pouco generalizados a todos os presentes.
    Ponham-se no lugar dos responsáveis do CCB ou dos responsáveis pelo espectáculo (não sei quem decide uma coisa destas), Ainda que não vos movesse qualquer simpatia especial pelo nosso 1º, custa-me a acreditar que não hesitariam nem um segundo, em esperar pelos Senhores Ministros, isto após serem avisados pelo 1º de Cabo Verde que estava “ligeiramente“ atrasado (sim porque não será preciso muito imaginação para supor como a coisa se terá passado assim).
    E se fossem o 1º de Portugal, não esperavam pelo homólogo! (gosto desta!)
    Posto isto, e percebendo o interesse que esta polémica tem em termos políticos, e remetendo-nos ao caso concreto não acham que se está a fazer uma tempestade num copo de água?
    Tendo lá estado, a 1ª coisa que condeno é a falta de uma justificação assim que resolveram esperar, ou ao menos, um pedido de desculpas, e não apenas um seco “desliguem os télemoveis”, por parte do CCB

  4. huuuum, é capaz de ter razão.
    Kir, registo que, para si: não foi um apupo, foi um apupozinho; que, ao contrário dos que apuparam, acha bem deixar 1.500 espectadores que pagaram bilhete à espera de um primeiro-ministro, e que a única gaffe do CCB terá sido não avisar as pessoas; que acha as justificações de Sócrates para deixar toda a gente à espera, dadas por interposta pessoa, aceitáveis. Posto isto, fait-divers ou não, permita-me que ache o episódio revelador de falta de urbanidade. No mais, o futuro dirá se “l’affaire opéra” é ou não um “apéro” para apupos mais consequentes (ou, para usar a sua expressão, “generalizados”).

  5. Camelo no buraco da agulha? diz:

    Apéro… hors d’oeuvres… fds à l’étranger… fait-divers… l’affaire opéra… mesmo fora de tempo há é que bater no desgraçadinho, até por alegada falta de urbanidade! OMG, non sequitur, que seita é esta? Abutres? Fartar vilanagem? Nau catrineta? Chamem a polícia? Cambada?

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