Ódio de classe e propaganda

Num contexto normal o spot publicitário da Antena 1 a que o Nuno e o  Carlos se referem, poderia ser um caso menor. Uma situação típica de uma certa sabujice que normalmente, os fracos de outros recursos, utilizam para singrar na vida e/ou manterem-se à tona. Nada de mais. Uma acção imbecil de almas menores, mas politicamente irrelevante.
Contudo não vivemos tempos normais e esta situação não é irrelevante, porque não é isolada e porque se suporta num violento ataque em curso contra os sindicatos, sindicalistas e sindicalizados, contra o direito à greve e manifestação e, inevitavelmente, contra a democracia.
Figuras como a Sra. Directora da DREN, pululam pelo país fora ansiosos por “malhar” em que o líder Sócrates indicar e por afirmar a sua lei. Sentem-se ao serviço do Estado, como se sentiam aquelas figuras que bufavam relatórios sobre a identidade, ética e comportamento dos vizinhos à PIDE.
Estou em crer que o publicitário, a “jornalista” ou os administradores, que em alegre galhofa aprovaram e deram corpo ao spot, estarão convictos que descredibilizando a luta dos trabalhadores estão a servir a nação e o Estado. Nesta medida a repetição continuada de acções de intimidação, descredibilização e ataque a princípios democráticos, são muito mais do que meros actos de sabujice para com o poder, centram-se no ódio de classe – observe-se bem o estereotipado condutor.

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