FaSinPat (Fábrica Sin Patrones)

A propósito do post do André sobre a Jotex e a luta de classes, e na sequência do que aqui se conta, relembro o exemplo da fábrica argentina de mosaico cerâmico FaSinPat.

Este artigo foi publicado em cinco dias and tagged . Bookmark the permalink.

10 Responses to FaSinPat (Fábrica Sin Patrones)

  1. Algarviu diz:

    Fabrica sin patrones?! É treta. Toda a gente sabe que as máquinas não trabalham sem patrones, que sem patrones o trigo não cresce para cima, quem sem patrones não se cria nem se inventa, nem se empreende. Se não fossem os patrones quem inventaria a roda, o arco e a flecha? A numeração e a escrita? E o Pi? O Pitágoras descobriria a relação entre a hipotenusa e os catetos se não fosse um patron a orientá-lo
    Fabrica sin patrones?! Treta!

  2. Mariana diz:

    Pois. Os srs trabalhadores que criem uma empresa só para si. Não são eles a fonte do valor. Pois. Que criem valor! criem as suas empresas. são tão geniais. avancem com a criação de emprego. quem é que precisa dos patrões que criaram a companhia, investiram, assumiram o risco, etc etc. Ninguém. Muito menos os trabalhadores, estas figuras miticas da criatividade económica.

  3. António Figueira diz:

    Alguém explica à suave Mariana os mistérios da acumulação de capital e a razão pela qual o proletariado, sem outros meios que não a sua própria força de trabalho, não é susceptível de criar “emprego”?

  4. Tiago Mota Saraiva diz:

    Mariana, um senhor que tinha umas compridas barbas brancas, e não é o pai Natal, explicou isso muito bem.

  5. Mariana diz:

    Sim, já ouvi falar do barbudo, da nomenclatura que falava em seu nome e que controlava todos os meios de produção, das filas infindáveis para comprar…manteiga e pão…

  6. Mariana diz:

    António, felizmente conheço muitos trabalhadores que criaram emprego. Se fores justamente pago por aquilo que fazes podes acumular o capital necessário para iniciar uma pequena empresa (não me refiro a Portugal) Esta vossa visão fatalista dos trabalhadores é uma seca. É quase tão perversa como a visão oposta, a que presume a criatividade eterna das forças do mercado e a transformação colectiva dos trabalhadores em pequenos e médios empresários (Thatcher) Ambas são miticas, portanto. Nem uma coisa, nem outra.

    Por estas e por outras é que o determinismo marxista falhou redondamente e, com ele, todas as pretensões da cientificidade materialista. Um homem ou uma mulher é sempre muito mais do que a “força do seu trabalho.”

  7. Ricardo diz:

    Eu acabei caindo nessa página por acaso e tomei conhecimento dos comentários abaixo. Gostaria de colocar algumas questões enquanto alguém que estuda esta fábrica e a conheceu pessoalmente.
    Originada de um duro processo de luta contra o fechamento de seus postos de trabalho, num contexto em que 22% da PEA estava desempregada, quando ocuparam a fábrica e começaram a produzir, receberam apoio de amplos setores da população. Além do fator político, uma fábrica há 8 anos funcionando sem patrão num sociedade capitalista, tem o espetacular sucesso do fator econômico: dobraram os postos de trabalho; possuem hoje um dos maiores salários da Argentina; e constantemente doam ceramica para a comunidade pobre da região…

  8. Tiago Mota Saraiva diz:

    Caro Ricardo, teria muito gosto em publicar um texto seu sobre esta fábrica. O meu conhecimento é limitado por aquilo que se consegue encontrar online.
    Um abraço

  9. Tiago Mota Saraiva diz:

    Caro Ricardo, teria muito gosto em publicar um texto seu sobre esta fábrica. O meu conhecimento é limitado por aquilo que se consegue encontrar online.
    Um abraço

    P.s. – pode mandar para o email tiagoms2@nullgmail.com

Os comentários estão fechados.