Duas ou três razões para crermos que se vem tornando cada vez mais perigoso viver em Portugal (e mais 4 anos de festa “p. socialista” é exílio certo!)

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William Kentridge, desenho. 1999.
Estava eu em retoques finais de uma obrigação académica realizada com prazer, uma tese que, por várias razões, se agigantou por demais, quando me vi a pensar em possíveis relações entre o trabalho do pintor com os seus elementos estruturais e o trabalho do intérprete musical diante das “ordens” da partitura. Em síntese, os elementos estruturais da linguagem plástica são, sabe-se, entidades como a cor, o valor lumínico, o ponto, a linha, o plano, a textura; há ainda a considerar elementos dinâmicos (termo também importante em música) como os referentes a opções compositivas, entre a estaticidade das “redes” e a abertura perspéctica, e também valores expressivos, como o tratamento da mancha, a gestualidade, os contrastes lumínicos, simultâneos, complementares, etc, etc. Podemos “orquestrar” estes elementos ou considerar que entre eles há um doseamento perfeito? E podemos considerar que lemos na “perfeição” uma partitura musical? esta “perfeição” existe? Nesta reflexão, lembrei-me que tive uma troca de posts com Vasco Barreto do Jugular sobre partituras, reli o meu texto, mas do Vasco Barreto tudo desapareceu do “Jugular”. E mirando uma outra vez o “Jugular” concluí que ou o Vasco “pediu” para desaparecer ou é perigoso lidar com pessoas de tipo “p. socialistas”. Porque nunca se sabe nem quando nem como desaparecemos.
O segundo caso que gostaria de partilhar com os leitores tem ponto de partida numa espécie de fait-divers, mas é sintomático. Trata-se de um caso judicial que presentemente opõe Santana Lopes ao ex-ministro “p. socialista” Correia de Campos. Parece que este escreveu um artigo ficcionado no “Público” (2004!) em que Santana Lopes tinha um sonho de playboy e para realizar os seus desejos se servia de dinheiros públicos. Como Santana era na altura primeiro-ministro, logicamente, sentiu-se ofendido e pede hoje 150 000 euros de indemnização. O fait-divers não é muito importante, mas há uma outra coisa que me preocupa: é a lista de VIPs que defende Correia de Campos. Parece-me que esta gente “p. socialista” acha que de cada vez que pisa um tribunal deve levar em sua defesa o país todo, ou seja, esta gente deve achar que os seus problemas são os problemas da nação inteira e, em sua defesa, a nação inteira tem de comparecer. O mesmo aconteceu com o ex-arguido do processo Casa Pia Paulo Pedroso quanto interpôs processo ao blogger Balbino Caldeira. O socialista levou em sua defesa um primeiro-ministro, um ministro, um presidente da Assembleia da República, dois ex-presidentes da República, um candidato ao mesmo cargo, o ex-bastonário da Ordem dos Advogados, etc, etc. Vamos lá a ver: Portugal pertence a quem? É seguro viver em Portugal deste modo? Um indivíduo está a pensar, a ler e a escrever e, de repente, cruza-se no seu caminho, que sei eu?, um Jorge Coelho (que prometeu bater em que se metesse com o PS), um P. Pedroso e um Correia de Campos com todo o Estado do seu lado. Aguentaremos mais 4 anos 4 (!!) disto ?? Que futuro podemos vislumbrar??
wiener
Lawrence Wiener. 2007.

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40 Responses to Duas ou três razões para crermos que se vem tornando cada vez mais perigoso viver em Portugal (e mais 4 anos de festa “p. socialista” é exílio certo!)

  1. Tiago Mota Saraiva diz:

    Já há umas semanas que andava a remoer sobre como as “figuras de Estado” se movimentam em torno dos seus. É arrepiante.
    É normal (e humano) que quem se sinta injustiçado e/ou difamado recorra aos tribunais. O que é arrepiante é quando se constata que quase todas as testemunhas de acusação são as mais altas figuras da nação. O que se quer demonstrar: que se foi difamado ou que se tem mais poder? Fica sempre esta dúvida.

  2. publicas-me isto? diz:

    É pá esta malta deste governo é um bocado controleira e pidesca, e as apoiantes vão pelo mesmo caminho. Foi uma limpesa étnica aí nesse seu amigo da música, ao que parece as raparigas de índole ordinária aconselhavam o homem a tomar comprimidos e armavam-se em cientístas analistas. Uma pobresa de princípios sem qualquer ética, enfim umas ordinárias. Não consigo compreeder como é que pessoas cultss e educados ainda participam naquele blog.

  3. Carlos Vidal diz:

    Pois é Tiago, nós sabemos o que é que os figurões “p. socialistas” respondem à tua questão e à questão do meu post, mas deixemos os leitores formularem a sua resposta ao mesmo problema.
    Será que a malta confia na democracia “p. socialista” ?

    Luís, depois de uma longa busca no ciberespaço, encontraste uma preciosidade que não existe mais, de facto, no Jugular. Tiveste que dar voltas sobre voltas sobre voltas para encontrar o que encontraste (até tens de ir buscar um post do Jugular via arquivo do 5dias). Porque os “p. socialistas” não arquivam nada – apagam tudo. Tudo o que é sólido para eles se dissolve no ar !

  4. Luis Rainha diz:

    Não Carlos. Não deu trabalho algum. O post está arquivado no Jugular (como se vê pelo URL) e para o encontrar só precisei de escrever “partitura” na função de pesquisa do dito Jugular. Mas é um pouco estranho não haver por ali forma directa de consultar autores pretéritos.

  5. Carlos Vidal diz:

    Pois é, Luís, a obra completa do Vasco Barreto autor-jugular desapareceu.
    E o que é que acontece se puseres em busca “Vasco M. Barreto”?
    Aparecem-te só os textos do Metro citados pelas colegas e pelos colegas.
    Então, não há autor, há apenas “temas”.
    Bom, terá sido a pedido do próprio??
    Ou o próprio do próprio não sabe que desapareceu??

  6. Ricardo Santos Pinto diz:

    «Mas não tínhamos combinado que íamos deixar os jugulares em paz?»
    (lembrei-me desta frase assim de repente sem saber muito bem por quê)

  7. Luis Moreira diz:

    Isto é o país não do Direito mas das pessoas importantes.Coloquei uns pseudo jornalistas em tribunal e pelo menos duas testemunhas de defesa eram VIPs da política.Depois não os vi no julgamento.Não sei se é para meter medo à outra parte e influenciar o Juiz ou se é para pagar favores.Como quem diz, “estás a ver eu não publico aquilo mas tu vais lá dizer bem de mim.” Na Justiça que (não) temos vale tudo!

  8. Carlos Vidal diz:

    Como vês, Ricardo, aqui o problema não é jugular.
    Trata-se de um desaparecimento estranho.
    De um autor com quem abundantemente discuti questões musicais (caixa de comentários). E um desaparecimento deve ser investigado.

    E o que diz Luís Moreira é de extrema importância.
    Ir à hierarquia da nação e começar pelo primeiro lugar, e daí até ao quarto e ao quinto, escolhê-los como testemunhas, isso é algo que eu não faria. Contudo, quem o faz que o faça.

  9. vasco diz:

    Não sei se o meu comentário anterior entrou e, sob pena de me repetir, aqui vai:
    1. entrei no Jugular como saí: de livre e espontânea vontade;
    2. mantenho com membros do Jugular as relações de amizade que tinha antes de sair;
    3. optei por não escrever um post de despedida porque os acho aborrecidos e já escrevi vários;
    4. Ao apagar o nome da lista de autores, o arquivo por autor foi à vida, é verdade, mas todos os textos permanecem no arquivo cronológico;tal sucedeu porque a lista de autores se confunde com o próprio arquivo por autor.
    5. Fazer de uma eventual aselhice um “caso de censura” é uma falta de respeito por quem foi vítima da censura ou então uma simples brincadeira (dou-lhe o benefício da dúvida);
    6. Como sei que o Carlos tem tendência para moer e remoer os mesmos assuntos, gostaria que este caso ficasse encerrado, porque de momento não tenho blogue para lhe responder e um comentário nunca tem a exposição de um post.
    7. Voltarei em breve à bloga e depois continuaremos (ou começaremos) a discussão sobre partituras e interpretação, que me parece bem mais interessante.

  10. almajecta diz:

    Já saiu a lei do controle da Internet?
    Isto está mau, postagens a desaparecer, gente a sair, arranjaram emprego, estão sem paciência ou sabem alguma coisa que nós não sabemos? Vou recolher a penates. Irra.

  11. Carlos Vidal diz:

    Vasco, todos os comentários aqui entram, mas o comentário anterior apenas dizia “teste”, o que dava a entender ser de facto algo que apontava para o seguinte, que está aqui com hora 20:46. Por mim, assunto encerrado, pois eu próprio escrevi no meu post que ou o vasco foi “apagado” ou saiu por sua iniciativa. Nada de mais. Foi o último caso e eu considerei essa hipótese (um só apontamento, posso? O Jugular deveria ter uma lista de colaboradores e um espaço separado para arquivo – quanto ao resto, não li a palavra “censura” em nada do que escrevi). Esclarecidíssimo.

    Ó Grande Alma, afinal não desapareceram postagens nenhumas, apenas a sua consulta está cada vez mais dificultada (um bocado mais). Mas não é de descartar que já haja quem esteja a perceber que mais 4 anos 4 desta malta “p. socialista” faz medo, e qualquer dia eu próprio tenho de cruzar a fronteira.
    Ó Grande Jecta, recolhe lá a penates, janta e depois volta, não esquecer. Isto está mau, mas ainda não grave de todo. Pode ser que os “p. socialistas” afinal não fiquem cá por mais 4 anos 4 !!
    Pode ser.

  12. almajecta diz:

    Como digestivo não apenas do jantar mas da actualidade não esquecer incluir aí no tijolo uma nota sobre os poderes do horror da desfiguração ao expressionismo, à abstracção ao minimalismo e volta, muito Arnulf Rainer em cabeças cortadas e estética do sinistro, hino apologia e glória dos tempos que passam.

  13. LAM diz:

    Como diria Raimond Queneau (? já não lembro, mas penso que foi Raimond Queneau), aplicando as teorias da luz às artes, a pintura, a escultura, o teatro seriam artes “corpusculares”; o desenho e a música artes “ondulatórias”.
    Pelo resto do seu texto se percebe que muito dificilmente os “ondulatórios” ganham aos “corpusculares”.

  14. almajecta diz:

    ir ler já o 2º comentário ao post “Quatro anos de Mistificação” no Blog “PORTUGAL DOS PEQUENINOS”, as pessoas estão a passar-se, assim não dá.

  15. Eu bem tinha razão quando disse que era útil e agradável ler os seus textos, excepto quando eles descambavam na política. E desta vez não me vou rir porque, pensando bem, o caso não é mesmo para rir. O Carlos Vidal também pode ser perigoso.

  16. Carlos Vidal diz:

    Caro M. Loureiro, não entendo bem o que quer dizer.
    Não há uma única “vírgula” errada no meu pequeno texto. Expus factos, ocorridos mesmo.
    Será que tenho de me exilar?
    Fugir?

    Grande Alma, vou seguir o teu conselho, vou ao “Portugal dos Pequeninos”.

  17. Luis Rainha diz:

    Isto é errado: «do Vasco Barreto tudo desapareceu do “Jugular”». Os posts não desapareceram; não têm é acesso fácil. Procuras no google o nome dele e encontras textos no dito blogue.

  18. Carlos Vidal diz:

    Luís, o vasco enviou para esta caixa de comentários um esclarecimento cabal da coisa, ontém 12/3 às 20:46. Eu fiquei esclerecido e penso mesmo que esse assunto é uma gota de água em face das intenções deste meu pequeno texto.
    O Vasco (que eu não conheço pessoalmente) era um elemento um pouco desalinhado no Jugular e decidiu sair. Fez muito bem.
    De resto, o assunto não é o Jugular, o assunto é saber se o Jugular pode ou não ser visto como um “PS miniatura”. E eu acho que sim. Esse é um assunto. A ferocidade, ferocidade fanática, com que a jornalista Câncio defende senhorios, patrões (em geral), proprietártios, autoridades, Câmaras de Lisboa, Governo, a ferocidade com que esta senhora se coloca do lado dos poderes e ataca os marginais aos poderes é, sim, um retrato deste PS: é o PS! Este é o assunto do post.

  19. almajecta diz:

    É de morrer a rir, franchement carlos, horrível pochade, naive e vulgar.

  20. Parece que tínhamos razão, Carlos. No Jugular, hoje, através do inefável Paulo Pinto, o Vasco Barreto esclarece por que saiu. «No dia 18 de Fevereiro de 2009, esgotou-se a motivação para escrever aqui.»
    Sabes qual foi o post de 18 de Fevereiro? O do «estudo» da OCDE que afinal não era. Vasco Barreto criticou o Governo e, na caixa de comentários, levou porrada da chefe.
    Escrevi há uns diAS sobre o assunto no meu blogue, http://contraasinjusticaslutasemprefilhinha.blogspot.com/2009/03/o-saneamento-de-vasco-m-barreto.html . Parece que acertei na «mouche».

  21. Ooops!, parece que me enganei nas datas neste comentário. Escrevi de cor e não fui ao meu post. Mas o essencial está lá.

  22. Carlos Vidal diz:

    Está lá, sim senhor.
    E o essencial é: opiniões desalinhadas e sucessivas repreensões da chefe (que se deve orgulhar em “chefiar”).

    Não quero ser cínico, mas vá lá: ainda se ter opiniões sempre sempre “alinhadas” desse dinheiro, vá lá, custava mas “compensava”.

    A sério, fez bem, naturalmente o Vasco em sair de onde não se sentia bem.

  23. almajecta diz:

    E sobre o novo comissário político do governo na Lusa?
    Não estás com a veia, ou já tens tudo na cabeça?
    Também esteve em Macau, mas noutras artes.
    Advinha quem afirmou: “(exceptuando certos malucos)”.
    Segue a Katherine Heigl.

  24. Claro que o assunto não era a Jugular, o assunto era o PS, o seu feroz inimigo de estimação. Mas não esse o assunto que aqui me trás, mas o que diz respeito às opiniões escritas de Fernanda Câncio (que não conheço pessoalmente) que, quanto a mim, pouco ou nada têm a ver com as acusações que lhes faz. Para minha, e, certamente, não só, paz de espírito, o Carlos Vidal devia concretizar o que afirma, identificando os textos, sublinhando as malvadezas e rebatendo-as, até mesmo com ferocidade.

  25. Terás visto o mesmo comentário que eu vi no «Portugal dos Pequeninos», Almajecta?

    https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5470532&postID=5367780563787646439&isPopup=true

    Isto é verdade? Quem é este tal de Afonso Camões?

  26. Carlos Vidal diz:

    Está completamente enganado, M. Loureiro, quanto à Câncio, completamente enganado. Por exemplo, hoje mesmo no Jugular dela, espantado com a ferocidade com que a simpática jornalista atacava uma mulher que julgava (erradamente segundo a FCâncio) ter direito a uma casa, dei-me ao trabalho de perguntar – porquê tanta vigilância e exigência de cumprimento de minudências legais em torno dos deserdados, e porquê tanta adesão aos poderosos? A De Puta Madre percebeu logo o meu comentário, e disse, e muito bem, que a jornalista ia aos bairros-problema mas não “sujava” as mãos (dito por outras palavras, claro). Que a Câncio via a realidade de óculos escuros, etc. Sempre vi na Câncio uma amiga de poderes vários: as ditas “causas” são ali uma coisa que nunca percebi, mas é simpática, enfim. Deixe-a estar. E até é simpática a situação no Jugular – eu comento, responde a F. e a Inês M., e muitas mais amigas (as Pires também costumam vir). E eu gosto de ver as pessoas darem-se bem com os seus amigos e amigas, caro M. Loureiro (o post de FCâncio intitula-se “Pobreza desdobrada”).

    Meus amigos Alma e Ricardo, o texto do Portugal dos Pequeninos é muito forte, “Quatro anos de mistificação”, é verdadeiro e está muito bem escrito. O segundo comentário, então, é fortíssimo. Quem será o Camões que trabalhou no gabinete de Comunicação de Rocha Vieira?
    Afonso Camões, creio mesmo que quem for apurar a verdade acerca de Afonso Camões corre o risco de ter o PS em cima mais 10 presidentes da República 10, etc, desde Sidónio Pais, e é se não vier ainda o D. João V, por exemplo, como testemunha abonatória ou de acusação….

    Não se metam nisso, Grande Jecta e Ricardo. Quietinhos, ou julgam que vivem numa república das bananas. Isto é uma democracia !!

  27. almajecta diz:

    OK não se fala mais nisso, contudo ainda uma pequena nota dilucidativa, é grande homem do norte, jornalista, administrador não executivo, proposto pelo grande enver-hoxa para administrador executivo, comissário político, democrata multiculturalista e com Macau, pluralista com a banca especialmente com a CGD, altruísta e filantropo com a agencia LUSA e mais não digo por receio do D.João V e dos ares do campo de golfe de Belas. O Ricardo concerteza que já o encontrou no club de golfe da Granja.

  28. almajecta diz:

    e ainda como não podia deixar de ser, pugna na relação social pela alteridade, tolerância e abertura ao outro.

  29. Carlos Vidal diz:

    Isto hoje está erudito.
    Grande Jecta estais falando do autor de “Os Lusíadas” que passou por ou viveu em Macau, não é verdade?

  30. Luis Moreira diz:

    Se as compras foram em Castelo Branco eu vou saber se sim ou não!

  31. Carlos Fernandes diz:

    Bom, eu concordo com quase tudo neste post e na maioria dos comentários acima que li, sublinhando de facto o fanatismo acrítico PS do blog Jugular em particular da jornalista F. , com a qual estou em desacordo quase sempre, excepto ( até agora) na questão dos senhorios (e como senhorio de facto tenho que reconhecer que tudo tem sido feito para – é o termo correcto- Lixar o mercado de arrendamento, e para fazer d´os Bancos, esses sim, os maiores Senhorios e Proprietários do país).

  32. almajecta diz:

    Precisamente o grande poeta de Constança, como haveis tal intuído? Vim de manif, mais revigorado e em dinâmica de vitória, já ninguém me agarra, quero lá saber da perca de tempo com a rapariga da franja ou das bandeiras queerie, de género, da comunicação social ou dos publicistas mais os seus administradores executivos, a partir daqui é até á vitória final.

  33. nuno silva diz:

    Os meus sinceros parabéns!!!

    Não só pelo excelente post mas também pelo facto de o ter feito bem mais reduzido do que o habitual (já há muito que não conseguia acabar de ler um post seu, coisas minhas, canso-me com “pouco”).

  34. almajecta diz:

    A mostra é constituída por um conjunto de esquissos a tinta-da-china que deram origem a projectos de arquitectura e a objectos de Souto Moura fotografados por Ferreira Alves e que desde ontem estão patentes na Galeria JN.
    Na qualidade de modernista e actual arte criticista podes eventualmente referir o seguinte evento-acontecimento promovido pela controlinveste e convidados afins?
    Aí vai. “Na inauguração estiveram presentes, entre outros, Joaquim Oliveira, presidente da Controlinveste, José Leite Pereira, director do JN, Adriana Aguiar-Branco, directora-geral da Controlinveste, e várias personalidades da política, da cultura e do meio académico, como Narciso Miranda, Mário Dorminsky, Beatriz Pacheco Pereira, Hélder Pacheco, Agostinho Cordeiro, Ângelo de Sousa, Alberto Carneiro, João Fernandes, António Joaquim, Isabel M. Alves, Dalila Rodrigues, Rui Alberto e Germano Silva.” Muitos nomes e da respectiva indústria da cultura. Que aborrecimento estes acontecimentos-evento afins do DN, JN, TSF e 24 horas. Já agora podes indagar quem é um tal Moura que quer deitar a TVI abaixo?

  35. Carlos Vidal diz:

    Realmente, essa malta do PS não tem emenda, e por lá até está gente de valor como o Ângelo, o Carneiro e o Fernandes. E o valor aqui tem que se medir pela produtividade e estas são pessoas altamente produtivas, como aliás o arq. que expõe na Galeria JN: o Souto Moura, e não confundir com o último que citas, o Leonel Moura, há muito transformado artista de autarquias PS e agora Embaixador do Ano Europeu da Inovação e Criatividade, ou da Inacção e Durabilidade, não sei. De qualquer maneira, embaixada e respectivas crónicas jornalísticas pouca serventia terão perante a realidade que se avizinha (há malta que ainda não percebeu que quando a mensagem é má, não se pode querer matar o mensageiro).

  36. almajecta diz:

    Não conheço, é o do olha o Robôt? Sempre foi um Lampião nesta imensa caverna á beira mar plantada.
    E a boa da MMG na TVI de sexta ás 20 a rir-se do Lampião, foi hilariante. Cuidado com a capacidade de fazer almas por nona-segundos como a dos médicos, padres, advogados, curators e professores. Tudo por gosto e paixão como é evidente.

  37. Carlos Vidal diz:

    E achas que o gajo com os seus robots pintores vai conseguir demolir a TVI ?

  38. almajecta diz:

    Então o digestivo do jantar?
    Isto está a tornar-se perigoso não apenas para viver mas também para morrer, principalmente de tédio apesar das técnicas de deturpação, insídia e teoria revolucionária dos 7.500 jornalistas nacionais, mais os acreditados. Ultrapassados os ideais muito impositivos do cata ventismo que passa e do furor de legislar sobre tudo e o seu contrário resta a vontade assassina da atenção veneração e obrigação de os afagar.

  39. Carlos Vidal diz:

    Calma Grande Alma,
    O jantar correu bem.
    Convido-te e ler o meu “Manifesto por uma vida política saudável e sem insultos” contra a CGTP (lá mais acima).

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