Um homem estressado

O Miguel Cardoso escreve, penso que diariamente, no verso da contracapa do Público, chalaças descontraídas. A de ontem foi uma coisa sobre os chocolates de que ele gosta, dos que a mulher gosta, etc.
Enfim, eu compreendo que seja complicado arranjar algo interessante para escrever todos os dias. Mas, sendo que os artigos de MEC nitidamente não aspiram ser mais do que exercícios estético-lúdicos de conteúdo banal, por que é que não estão remetidos para o P2? A propósito o Bartoon não escapuliu também de lá?

Um dia destes, numa conversa com este camarada, dizia que se o Santana ganhar as eleições para a CML, então até Lisboa padece de provincianismo. Eu acho que, num país em que em 2009 há ainda tanta gente que acha que  se acha piada ao MEC, nem precisa de ocorrer esse desastre para se concluir desta triste condição.

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3 respostas a Um homem estressado

  1. Sérgio diz:

    Não percebo o teor deste post.
    Talvez seja uma private.
    Mas por veze sabe bem ler algo bem escrito e descontraído. O que é que tem se é sobre chocolates ou gatinhos?
    Nem só de manifestos e artigos politicos/económicos vive o homem.

  2. João diz:

    Olá Sérgio.
    A intenção é a seguinte:
    – Servir como introdução ao artigo seguinte (concedo, só passível de se compreender totalmente depois de ler o artigo seguinte)
    – Questionar a estratégia de reformulação do Público em P e P2, o sério e o descontraído, que acabou por ser subvertida com a passagem do bartoon e da crónica do mec para o verso da contracapa. Para quando o regresso de Calvin e Hobbes à contracapa?
    – Denunciar o desfasamento da realidade, a falta de sofisticação, argúcia, e sentido de humor deste pretenso “sábio”, que penso ser uma espécie de Herman José do cronismo jocoso, um cadáver humorístico que se esqueceram de avisar que já está morto.

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