Afinal a campanha negra pode abrir-se em vigoroso cinzento, e em degradés branco-preto e preto-branco

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Exactamente como a luz que ilumina um monocromo de Ad Reinhardt.
É que acabo de ler isto no blogue do grande teórico da campanha negra, da insídia ingnominiosa da imprensa, do grande campeão da luta contra os poderes ocultos:
«Prescrição de crimes ameaça caso Freeport.
Esta notícia do Diário de Notícias causou justificado alarme. Todavia, basta que não tenha prescrito um dos possíveis crimes (e parece que há), para que a investigação deva prosseguir e o apuramento dos factos seja concluído, como se exige.»

Vital Moreira diz que “parece que há”. Mas não parecia.
O que é que mudou? O que é que vai mudar?
Bom, por mim acho que nada.

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8 Responses to Afinal a campanha negra pode abrir-se em vigoroso cinzento, e em degradés branco-preto e preto-branco

  1. Desculpe fugir ao tema. Mas acredito que alguém aqui ache interessante criticar os fundamentalistas do mercado livro com os argumentos neoliberais que se contradizem:
    http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/02/defesa-dos-estimulos-publicos-no.html

  2. LAM diz:

    Aquele “(e parece que há)” de certeza que já faz parte também da insídia ingnominiosa, da torpe insinuação, da vil campanha.
    Que isto das investigações é como a gripe. Desprevenidamente vão-se libertando os agasalhos e quando tal a coisa pega-se.

  3. LAM diz:

    Outra coisa:
    O “(e parece que há)”, no caso, dir-se-à entre parentesis ou entre parentes?

  4. Carlos Vidal diz:

    O “entre parentes” é boa, mas é forte demais.
    Não iria tão longe, mas lá que é imaginativo, é, LAM.
    Porque há fidelidades socratistas que parecem coisa de «sangue».
    Coisas sem escolha, como se tivessemos que defender algo acriticamente. Sempre.

  5. Luis Moreira diz:

    “o parece que há” é haver mesmo ou parece que há e “não prescreve” ?Porra, já estou a falar em código que isto não está para valentias!

  6. almajecta diz:

    que trapalhadas as destes amigos do cosa nostra, e tu a embirrar com eles, olha que são o último reduto culto e educado dos servidores da situação comparando com os putos nascidos nos anos 70. Este parece não é de epifanía nem de beleza aderente, pois não? Talvez seja de parecer, aquele que se dá, salvo seja, vende.
    Parece que a tal cor do Adolf Reinhardt é o território do meio, protestante, justiceiro e etc e tal. Temos portanto mais um tarado das purezas e dos estados espirituais para abrir as janelas e portas ao minimal.
    Lá na imagem não há sombras negras pois não? E absoluto? Não está lá nada pois não? honnor insight with silence as proclaimed by Nicolau de Cusa. Enfim, sintomas de interferência e condições de possibilidade.

  7. Carlos Vidal diz:

    Ó Grande Alma, o honnor insight with silence do Nicolau de Cusa é Deus, claro.
    O Adolf Reinhardt está bem dito: dogmatismo + ausência + iconoclasia radical, o que equivale a dizer que o homem era um tirano neo-bizantino, onde a cruz como ícone substitui a imagem. Bons tempos, os destes dogmatismos do Cedar Bar. Agora está tudo mudado. O Cosa Nostra já não é o último reduto. A coisa multiplicou-se. Últimos redutos contemporaneamente são todos. Todos querem um pé fora e um pé dentro, mais dentro do que fora.

  8. almajecta diz:

    Carlos!

    movies?
    restrooms?
    pharisaisch?
    cross gender?
    humoristisch dischtungen fur?
    está na hora de caminhar pelas cordas.

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