Minas de Urânio

Uma reportagem da televisão pública emitida ontem põe em causa a gestão dos resíduos das minas de Urânio. A França é o país que mais depende da energia nuclear e durante anos explorou mais de 200 minas para alimentar a indústria do combustível nuclear. Só recentemente com o aumento da consciência ecológica se começou a dar atenção aos efeitos das radiações de baixa intensidade, há 20 anos atrás a preocupação era sobretudo com os resíduos das centrais. Um relatório recente mostra que durante anos as gangas das minas e os resíduos do processo de enriquecimento foram utilizados como materiais de construção, nomeadamente para construir aterros.

Em Portugal tivemos também a nossa mina de Urânio na Urgeiriça, será que estas questões estão a ser bem tratadas?

Hoje em dia sabe-se bastante mais sobre os perigos desses resíduos, nomeadamente em relação ao Radon, um gás raro radioactivo de alta densidade que tem tendência a acumular-se nas caves e zonas fechadas e que é responsável de cancros do pulmão. O que mostra a reportagem é que não existe nenhum inventário sério das utilizações dos resíduos em construções, a empresa que explorou as minas (AREVA ex-COGEMA) limita-se a minimizar o problema dizendo que as doses são ínfimas, entretanto algumas associações têm descoberto as mais diversas construções, incluindo ginásios, habitações etc, edificadas em cima de aterros de resíduos radioactivos.

Mais informações num artigo do Monde.

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