Cavaco Silva e duas questões

Num post anterior, sobre o Serious Fraud Office, quis sublinhar muito vincadamente uma coisa: J. Sócrates, primeiro-ministro da República portuguesa diz-se vítima de uma «campanha negra», de boataria anónima e de uma serie de insídias sem nome a que vai resistir. Cito-o e nada mais.
Mas, como eu dizia no post abaixo, essa boataria não é anónima, e essa «campanha negra», resulte no que resultar (e eu tenho uma esperança, mas não digo), tem dois rostos: não é a imprensa nem a «rua», mas sim a Procuradoria-Geral portuguesa, por um lado, e o Serious Fraud Office do governo inglês, por outro lado.
ANÓNIMA NÃO É!
A primeira questão é pois esta: se sabemos os rostos de quem desencadeou os dados com que nos vamos debatendo, poderá J. Sócrates referir-se à Procuradoria e ao Serious Fraud Office como boateiros anónimos, insidiosos e «negros»? J. Sócrates foi mandatado para ajuizar e classificar estas instituições?

Numa segunda questão, ouvi há pouco Cavaco Silva dizer que o Caso Freeport era assunto de Estado. E não percebi: vejo-o como assunto de investigação, polícia e tribunal. Algum constitucionalista, ou especialista nestas questões, me pode explicar porque é que o Caso Freeport é assunto de Estado?

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

32 Responses to Cavaco Silva e duas questões

Os comentários estão fechados.