Erdogan contra Shimon Peres em Davos – Bravo Erdogan! Chama-se a isto coragem e ética!

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64 Responses to Erdogan contra Shimon Peres em Davos – Bravo Erdogan! Chama-se a isto coragem e ética!

  1. Boa tarde,
    mas não são os turcos que dão cabo de uns curdos ?

  2. Carlos Vidal diz:

    Percebo-o António P. – todos sabemos o que os turcos fazem aos curdos. Quem conhece o genocídio dos curdos (a que também se ligam o Irão e o Iraque) não o deve esquecer.
    Mas a questão aqui pode ser esta: porque é que Peres não se lembrou disso?
    Porque a culpa de Israel nos massacres da região o esmaga e esmagou. A memória, o raciocínio e tudo o resto.

  3. Pois é Carlos Vidal,
    também o percebo. O inimigo do meu inimigo meu amigo é.
    Às vezes dá é apra o torto

  4. Spartakus diz:

    Aplauso, absolutamente.
    ( E não venham com o argumento curdo. Já lá massacraram a caixa com isso & o costume. Em causa estão os crimes sionistas. Outros crimes, a que Ergogan por acaso até nem está associado, não justificam estes. Ou não? ).

  5. Sérgio Pinto diz:

    O que está em causa não é só isso, Spartakus (e CV). É que qualquer traste sirva de bengala para atacar (validamente ou não) um inimigo (a direita deve gostar bastante desse género de linha de acção e até lhe devia bater palmas, classificando-a de ‘realista’).
    E está também em causa a associação do Erdogan a “ética e coragem”, características que não me parece que se adequam particularmente a quem limpa curdos e ataca o laicismo do Estado.

  6. fernando antolin diz:

    Estou a ver que ainda há candidatos à ritterkreuzer.

  7. atom diz:

    Será que o Sr. Ardogan já pediu desculpa pelo massacre dos arménios?
    E que se saiba os arménios nunca lançaram mísseis contra a Turquia.

  8. Jerónimo diz:

    No filme Ararat, que trata da questão do genocídio arménio, diz-se a certa altura que Hitler teria referido com admiração este “trabalho” tão bem efectuado pelos turcos como um exemplo para o seu próprio genocídio. Decididamente, quando se trata de política, quer nacional, quer internacional, não acerta uma. Acho que é melhor voltar aos posts culturais e intelectuais, onde se reconhece que está como peixe na água. Como diria o grande Sokhal (ou Sokal, ou qq coisa assim) !! 😉

  9. Horacio diz:

    Esta hipocrisia ocidental já chateia. Temos a mania de nos pormos do lado dos (supostamente) mais fracos. Neste caso como não se gosta de Israel vamos logo apoiar quem os contesta, neste caso, de forma mediática. A atitude de Erdogan serviu para resolver problemas politicos internos, apenas isso. O articulista esquece-se que ainda à pouco tempo a Turquia invadiu o norte do Iraque com as mesmas justificações de Israel. E não caiam misseis em Ancara. Já para não falar dos Arménios. Talvez o articulista mudasse de opinião se vivesse um anos sob o regime do Amás. E a minha opinião e mais nada.

  10. Carlos Vidal diz:

    A cobardia ligada à simpatia com os sionistas sem dignidade nenhuma (Peres, sim, é um deles, um hipócrita dos maiores da humanidade, uma besta sanguinária com cara de santo) é um sintoma português: é um querer estar bem com os fortes, apresentar serviço ao chefe, subserviência abjecta.

    Vamos por parte sionistas desta caixa de comentários: se os EUA denunciam as práticas de Saddam Hussein contra os curdos podem-nos fazer ou não???? PODEM, porra! Mas segundo esta cáfila de sionistas, não deveriam, e não deveriam porque lançaram napalm sobre os vietnamitas??? É isso, suas inteligências assombrosas??????
    Neste mesmo sentido, a República francesa também não poderia criticar nada nem denunciar NADA no mundo, pois cometeu massacres na Argélia. Com quem estes sionistas fanáticos e viciados pensam que estão a lidar ??? Porque é que querem atar as mãos dos turcos, se cometeram e cometem os mesmos crimes??
    Erdogan foi um exemplo de ética e coragem, porque, muito simplesmente, chamou as coisas pelos nomes em público, em público, e não num público qualquer, FOI NA CIMEIRA DE DAVOS!!! OK ??
    Fez o que a hipocrisia europeia não foi nunca capaz de fazer, e mostrou que se a Europa se quiser nele vingar não o aceitando na União Europeia, ele está mais precupado com a sua dignidade e expressão dos seus sentimentos e pensamentos.
    A cobardia é outra coisa: é aquilo que inunda esta caixa de comentários!!
    Critiquem os EUA pelo napalm, critiquem a França pela Indochina e pela Argélia, primeiro, depois vamos à Turquia, que espero não ceda à chantagem da União Europeia – A DIGNIDADE ESTÁ ANTES DO (VOSSO) DINHEIRO $$$$$.

    Bravo Erdogan, mil vezes!

  11. Cristo, referindo-se aos fariseus, atingiu a essência dos judeus: sepulcros caiados.
    Foi cruxificado.

  12. Mais um momento “porque no te callas”.

    Começa a fazer escola este tipo de atitudes! 🙂

  13. almajecta diz:

    O que p’rá qui vai.
    O que sei sobre tudo isto é que o petróleo da FCG está na Curdía e que a turquia sempre foi mais p’la América e p’la Alemanha.
    Aqui nos Oitavos frente ao mar tambem e em se gurança está-se bem.
    Não me fales na europa nem na frança ( terra dos soldados mais cobardes do mundo ). Força herdogan.

  14. …?…..?….???….???…….?????????????????????….??……?…..?
    ….????…..??….???………………….?…?.?.?.?.?……………..????????????????????…..???.?.?.?.?.?.

  15. Carlos Vidal diz:

    De Puta Madre,

    Bom retrato do meu comentário das 3 e tal da manhã.
    Muitos ????????????, sim senhor.

    E, já agora, tirando os ?????????, leste o que escrevi? Percebeste?

    Grande Alma, obviamente, força Erdogan!

  16. traveller diz:

    “….What is left over when a person is hit by a tank shell. Blood, tissue, bone splinters, splatters on the wall.

    And anger.

    Mohammed Sadala’s rage is aimed at the man, whose remains he found in his bedroom: a Hamas fighter. …..”

    Apenas um extracto do relato de um palestiniano publicado no:

    http://www.spiegel.de/international/world/0,1518,603203,00.html

    Erdogan apenas fez esse “espectáculo” para a “rua” turca e parece que tem, evidentemente, alguns seguidores em Portugal.

    Até onde vai esse despudorado anti-semitismo fascista??

    Mais umas opiniões de quem vive em Gaza (não na Turquia nem em Lisboa):

    “”Who has won here?” he asks and points to the debris that was once his home.

    One of his neighbors weighs in: “Many people are now against Hamas but that won’t change anything,” he says. “Because anyone who stands up to them is killed.” Since they took power Hamas has used brutal force against any dissenters in the Gaza Strip. There were news agency reports that during the war they allegedly executed suspected collaborators with Israel. The reign of terror will go on for some time, says the neighbor who doesn’t want to give his name. “There will never be a rebellion against Hamas. It would be suicide.” ”

    Eu acredito nestes relatos de quem lá vive. Não é o caso no 5 dias….

    Porquê????

  17. M. Abrantes diz:

    Que o Shimon Peres precisa de ouvir, sem dúvida. Que seja o Erdogan a dizê-lo é tão reconfortante para a alma como ouvir o Salazar a acusar o Mobutu de oprimir vozes discordantes.

  18. Carlos Vidal diz:

    Caro M. Abrantes, há pouco às 3h expliquei, na minha opinião, porque é que Erdogan pode e deve dizer estas coisas. Da mesma forma que aceito que, apesar do napalm, os EUA denunciem Darfur ou Saddam Hussein (sem aceitar a invasão criminosa – crime contra a humanidade -, que foi a invasão bushista). Apesar de terem derrubado o presidente eleito democraticamente no Irão, Mossadegh, é aceitável que os EUA queiram criticar o regime iraniano. Como é positivo que Obama restabelaçe ligações com o regime. Como, apesar da Argélia e dos massacres que aí perpetrou, é aceitável que a França critique o que quiser e se justificar, etc, etc.
    Nada retiro ao meu comentário das 3:02 (talvez apenas alguns sinais gráficos, nada mais).

  19. almajecta diz:

    Retirar, porquê? por vias da tolerância, do kardec, da Io ou da Apoloni?

  20. Carlos Vidal diz:

    Ó Grande Alma, gostas dos ??????????????????????????

    Então, ficam!
    Não se fala mais nisso!

  21. almajecta diz:

    no post aí do hear see be silent, por vias do 6º landmark os nomes não correspondem as símbolos.

  22. Quando um crime é crime, raciocinando em função do acto cometido é a condenação desse acto que é válido, quem faz esse juiso, se noutras situação não tem idêntica posição,isso pode enfraquecer éticamente a sua denúncia, mas não invalida a denúncia feita, uma coisa não pode desculpar a outra.
    Os americanos deitaram duas bombas atómicas sobre um povo já indefeso, se agora condenarem o uso da bomba atómica é por isso que deixa de ser válida esta condenação?

  23. pensando melhor, onde digo” pode enfraquecer eticamente” diria, pode enfraquecer politicamente, porque o facto de o juízo ser de valor ético, independentemente de quem o anuncia é que o torna válido em qualquer circunstancia; o ético aqui é inerente ao juízo e não há pessoa que o pronuncia.

  24. Henrique Trindade diz:

    – A única coisa que há a aplaudir a Erdogan em todo o vídeo é, no fim de contas, o final:

    – A sua saída foi digna e cheia de razão, já que, concordando ou não com o que ele dizia, lhe deveria ter sido dado tempo igual ao que tinha sido concedido a Peres.
    – Mas a verdade é que os senhores da Europa se moldam bem aos poderes presentes em cada caso e se encostam aos mais fortes do momento…
    – Também é verdade que ali houve um comportamento “guiado”: a Europa está sob pressão da Grécia para contrariar tudo o que a Turquia possa querer… e quem ignora isso anda cá “a ver passar carros eléctricos”!

    – Quanto ao resto, e reportando-me a vários títulos na imprensa europeia que dizem que ele deu “um tiro no pé”, tenha sido por motivos eleitorais (logo de política interna da Turquia) ou por outros… o que ele tenha dito – reportando-se a Gaza – não tem razão de ser, e isso já foi aqui provado noutro tema de discussão com documentos que acabaram por calar quem lá dizia disparates…
    – Se o que disse foi por motivos eleitorais, sabia o que fazia… e o acolhimento que recebeu no regresso à Turquia provou-o!

    – No que respeita a pôr em causa os morticínios de curdos pelos turcos – anteriores à presença de Erdogan no poder na Turquia, logo factos da História a que ele esteve alheio – para dizer que ele não pode acusar Israel dos seus crimes (que os tem, mas não no caso da última guerra contra o Hamas em Gaza), talvez queiram ir à História buscar os turcos mortos pelos curdos na Idade Média, quando eram eles – recorde-se Salad-al-Din e, sobretudo, os seus sucessores que nada tinham da sua moderação e espírito cavalheiresco – quem mandava na Turquia… o ridículo é o mesmo!

  25. tribunus diz:

    Então, meu caro Carlos Vidal, Erdogan saiu a correr da cimeira de Davos para não fazer esperar a manifestação “expontânea” que tinha deixado preparada para as rua islâmica turca ver.

    E depois?

    Erdogan alinhou com o Irão, a Síria e as suas marionetes Hamas e Hezbollah, a quem ultimamente se juntou o Qatar (800 mil habitantes). E “desalinhou” com a UE, EUA e os estados membros mais importantes da Liga Árabe que unanimemente acusaram o Hamas de ter provocado esta guerra por procuração do Irão e da Síria (vide:

    È preciso saber quem é e donde vem Recep Tayyip Erdogan. Educado numa escola secundária religiosa ((İmam Hatip school, outora uma “madrassa” antes destas terem sido abolidas na Turquia), o homem não esconde que é um islamista fundamentalista. Quando foi presidente da câmara de Istambul fez a seguinte declaração na cerimónia de abertura da RP İstanbul Ümraniye District Organization:

    “Não é possível ser-se secular e muçulmano ao mesmo tempo. Eles dizem continuamente que o “laicismo está em perigo”. E estará, se esta nação o exigir. Ninguém pode evitá-lo. A Nação Islâmica espera o levantar da nação turca muçulmana. Nós o seremos. Esta rebelião começará.” Em vídeo http://www.youtube.com/watch?v=eg3hkWCnA8c

    Noutro famoso discurso Erdogan afirmou:

    «A nossa referência é o Islão. O nosso único objectivo é um Estado islâmico. Nunca nos poderão intimidar. Mesmo que os céus e a terra se abram, que as tempestades nos fustiguem, se a lava vulcânica nos inundem, nunca iremos mudar o nosso caminho. O meu guia é o Islão. Se eu não puder viver de acordo com o Islão, então para quê viver? (Discurso de 6 de Dezembro de 1997 e de 24 de Setembro de 1998, em Hurryet.)

    Em 1997 Erdogan foi condenado a 10 anos e prisão (depois comutados) por recitar num acto público uns versos so poeta nacionalista Ziya Gökalp, uma acção que foi considerada por um juiz provincial como “incitação à violêncoa religiosa”. Ao peoma pertence a seguinte estrofe:

    «As mesuitas são os nossos quartéis, as abóbadas as nossas armaduras, os minaretes as nossas baionetas e os crentes os nossos soldados».

    Quem assim falou foi eleito pela esmagadora maioria do Povo Turco. Mas também na Palestina o Hamas foi eleito pela maioria do povo palestiniano. O Hamas já deu o golpe sangrento contra o Presidente Abbas da Autoridade Palestiniana. Erdogan, na afirmação acima enunciada, disse que a “rebelião começará… Se a nação o exigir”. Talvez tenha começado ontem em Davos a provocar a nação turca para que faça a exigência… Esperaremos.

    É esta gente que a «elite» político-cultural ocidental quer meter na Europa, desafiando a etnicidade, a História, a geografia… e até o mais elementar bom senso.

    Pelo menos, o comentário de Carlos Vidal serviu para o definir, para sabermos de que lado está, se dos que não têm papas na língua na acusação ao Hamas, incluindo o Egipto, Arábia Saudita, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, etc.., se do lado do eixo Irão, Síria, Hamas e Hezbollah, a que ora se junta a Turquia.

    Não há ninguém que possa focar indiferente ao sofrimento do povo palestiniano. Mas para mostrar compaixão será preciso ir a extremos?

    Está à vista a composição do xadrez.

    tribunus

  26. tribunus diz:

    Turcos protestam contra o governo que meteu a agenda islâmica na gaveta
    http://www.youtube.com/watch?v=JuHLiybANFo
    Mete medo…

  27. Carlos Vidal diz:

    caro tribunus

    Desta vez não é necessário prolongar uma troca de argumentos por mais de cem ou duzentos (se necessário, tb se poderia ir por aí) comentários. O meu caro amigo está a confundir tudo outra vez e munido de dados desnecessários. Não aprecio politicamente Erdogan, defendo estados laicos e movimentos políticos laicos. E acho obviamente que os turcos muito devem ao fundador da moderna Turquia laica. Apreciei o gesto de Erdogan porque perante ele estava Peres, que considero um hipócrita sanguinário, e um hipócrita teatral dos mais (des)qualificados.
    Mas vem-me citar poesia que Erdogan recita ou gosta. Sabe que eu não leio (ninguém pode ler) um poema “literalmente”. A minha educação é artística e não científica. No Jugular, o blogue vizinho que sempre achei execrável, há cientistas que desprezam a subjectividade especulativa e poética. Aí sim, uma análise literal que vincule o seu proferidor faria sentido. Como em pintura o monocromo não significa a morte da pintura (tema recorrente em toda a história das vanguardas, de 1910 a 1960-70). Um monocromo não pode ser lido como uma arma contra a cor, ele é um manifesto, digamos assim, a favor de uma objectualidade da coisa pictórica, uma enfatização da sua forma rectangular (ou outra), um sinal de que o contorno, o recorte em face do espaço ou da parede é uma fronteira e essa fronteira é sempre porosa: podemos ver os negros de Caravaggio como uma representação do exterior infinito que nos cerca, mas dessa feita, em Caravaggio, absorvido para “dentro” da pintura. Um monocromo, no fundo diz-nos apenas que o rectângulo (tela) “em si” faz parte do conteúdo da pintura.
    Erdogan também disse que Israel não cumpre o mandamento “não matarás”. Aliás, ninguém cumpre. Por isso é que o cristianimo é uma heresia do judaísmo: porque vem dizer que entre Deus e o mundo está um homem, o filho, imperfeito e por vezes indeciso (pai, porque me abandonaste?). Não aprecio muito, mas poderia apreciar enormemente a esteticização das formas em Leni Riefensthal, e isso não faria de mim um nazi. Conheço leituras imperialistas e anti-imperialistas de “Os Lusíadas”. Por aquilo de artístico que citamos, não vamos a lado nenhum se queremos classificar uma pessoa.
    Para terminar, tive oportunidade (comentário acima) de explicar o contexto em que apreciei, e muito, o gesto de Erdogan.

  28. traveller diz:

    Para clarificar aquela cena toda, posso sugerir que vejam os vídeos que se seguem?

    http://www.youtube.com/watch?v=-B7co1bAwuU

    http://www.youtube.com/watch?v=hFJ30rpG_LY

    http://www.youtube.com/watch?v=N8D5wpTdewM&feature=related

    Sempre se fica a saber o que originou aquela tomada de atitude de Erdogan e os leitores do 5 dias certamente agradecem.

  29. traveller diz:

    Este ultimo comentário em resposta a Tribunus faz referência ao mandamento “Não matarás”. Realmente difícil de cumprir quando há quem queira fazer isto:

    http://www.memritv.org/clip/en/1999.htm

    Veja-o e diga, caro CV, se isto se aplicasse a si??

  30. Carlos Vidal diz:

    É isso traveller, depois de tudo, Gaza e a vida toda arrasada, ainda teríamos de ouvir um tresloucado Shimon Peres aos gritos. E grita porquê ?

  31. traveller diz:

    Carlos Vidal, num comentário aí em cima diz:

    “A cobardia ligada à simpatia com os sionistas sem dignidade nenhuma (Peres, sim, é um deles, um hipócrita dos maiores da humanidade, uma besta sanguinária com cara de santo) é um sintoma português: é um querer estar bem com os fortes, apresentar serviço ao chefe, subserviência abjecta.”

    Não faço ideia da idade do CV mas, independentemente disso, não creio que uma pessoa madura e experiente se auto insultasse dessa maneira. Isto assumindo que CV é Português….

    Por outro lado pode até acontecer que CV tenha trocado as suas lealdades e se tenha tornado subserviente a outros poderes que acérrimamente defende neste blog. Digo isto pela evidência do teor dos seus posts e pela sistemática rejeição de quaisquer argumentos, comprovadamente válidos, que lhe apresentem.

    Que move CV a ter posições tão extremistas para com Israel e os judeus? O que o terá motivado a alinhar com os ideais islamitas quando clama ser e defender o laicismo?

    Para quase terminar, e assumindo que já viu o video do MEMRITV, com que parte do assunto é que se identifica??

    A resposta de CV poderia originar um outro assunto no 5 dias em que CV disponibilizaria um link para esse vídeo e para comentários pelos seus leitores. Aceita o desafio??

  32. traveller diz:

    Diz Carlos Vidal:

    “É isso traveller, depois de tudo, Gaza e a vida toda arrasada, ainda teríamos de ouvir um tresloucado Shimon Peres aos gritos. E grita porquê ?”

    Adjectivos e imaginação em marcha não o vão levar a lado nenhum. O próprio Erdogan admitiu que Peres tem voz forte, mas não gostou foi do teor das palavras dele. Devemos ter visto videos diferentes….

    Por falar em teor. Que diz o Carlos Vidal acerca do que Peres disse? Isso sim, é importante!!! Nada como ouvir os dois lados do argumento para se formar uma opinião equilibrada.

    Aconselho-o a não ver os noticiários das TVs portuguesas para poupar os timpanos quando há manifestações por aí.

  33. Henrique Trindade diz:

    Adjectivos e imaginação em marcha não o vão levar a lado nenhum. O próprio Erdogan admitiu que Peres tem voz forte, mas não gostou foi do teor das palavras dele. Devemos ter visto videos diferentes….
    Diz traveller
    (1 de Fevereiro de 2009, 14:23)
    “[…]Por falar em teor. Que diz o Carlos Vidal acerca do que Peres disse? Isso sim, é importante!!! Nada como ouvir os dois lados do argumento para se formar uma opinião equilibrada.

    Aconselho-o a não ver os noticiários das TVs portuguesas para poupar os tímpanos quando há manifestações por aí.”

    – Taveller, boas!

    – Também eu andei muito contra Israel… até começar a ter acesso à imprensa árabe (e arabizada) mais ou menos equilibrada!

    – Quando comecei a ver os jornalistas e comentadores de jornais árabes moderados como o Dar Al Hayat – http://english.daralhayat.com/opinion/OPED/01-2009/Article-20090109-ba02862a-c0a8-10ed-00be-610882a0934a/story.html – a chamar os bois pelo nome e, em alguns casos com risco de vida, a acusar o Hamas e o Hezbolah de culpados das guerras com Israel, a mando da Síria e do Irão…
    – Quando até na Al Jazeera English – AJE – http://english.daralhayat.com/opinion/OPED/01-2009/Article-20090109-ba02862a-c0a8-10ed-00be-610882a0934a/story.html – que funciona como portal de imprensa do Hamas, fui encontrar quase o mesmo…
    – …claro que tinha que ter uma posição diferente: A informação, muito mais directa e sem os “filtros” ocidentais mostrava uma coisa diferente d que a imprensa ocidental mostra!

    – Mas o que disse no meu comentário anterior neste tópico sobre o modo como Erdogan (de quem, de resto, não gosto!) foi tratado mantém-se: Os anfitriões de Davos não tinham o direito de tomar partido por nenhuma das partes, nem de limitar o direito de resposta do PM Turco.

  34. Henrique Trindade diz:

    Caros amigos

    – Que tal umas visitas a medias – sobretudo imprensa – árabe para terem notícias e comentários feitos por gente que não só está nos cenários em causa com pertence aos mesmos pela cultura partilhada?

    – Entre os moderados podem ver, por exemplo o jornal “Dar Al Hayat” em http://english.daralhayat.com/opinion/OPED/01-2009/Article-20090109-ba02862a-c0a8-10ed-00be-610882a0934a/story.html

    – Tem vários jornalista de qualidade e uns quantos comentadores bastante lúcidos
    – Evidentemente que não defendem Israel… mas a verdade é que acusam o Hamas de ter a culpa da guerra recente e Gaza!

  35. Carlos Vidal diz:

    Caro traveller,

    Grato pelos seus comentários.
    No entanto, há no que me diz dois pontos que me incomodam e mostram alguns desrespeito pelas diferenças (coisa que nunca fiz nem farei com ninguém), e um terceiro ponto, que me parece desnecessário, e já explico porquê.

    (i) Em primeiro lugar, não respondo nem aceito a forma desta sua pergunta:
    «Que move CV a ter posições tão extremistas para com Israel e os judeus?»
    Quando muito, caro traveller, poderia perguntar-me:
    «Que move CV a ter posições tão extremistas para com Israel?»
    FIM DA PERGUNTA – percebe onde quero chegar não é verdade?

    (ii) Afirma que ao longo dos meus posts defendo acerrimamente certas posições políticas, e não sei se se refere também a posições culturais, mas suponho que não, pois julgará – e é correcto – que esse é o meu «campo» e aí tenho uma «natural legitimidade». Mas eu creio ter legitimidade (como o meu amigo a tem) para defender as posições políticas que entender: ou seja, defensor que sou do que alguns chamam a «hipótese comunista», não creio que isso já esteja proibído pela constituição portuguesa. Essa é a minha via, e não creio que o meu caro traveller me queira impor um «desvio» ou «correcção» dessa mesma via.
    (iii) por último, apontou-me um vídeo de um louco fundamentalista islâmico para, com ele, abrir um lugar de debate no 5dias.
    Não percebo onde quer chegar: porque é que não me sugere que poste os comunicados de Bin Laden e da Al Qaida?
    O que é que um louco fundamentalista tem de meritório para abrir um debate? Para que serve ouvir um negacionista do Holocausto e um defensor de um novo Holocausto às mãos do Islão?
    Uma última pergunta: será que uma firme posição crítica de natureza POLÍTICA (e não religiosa ou étnica), POLÍTICA, repito, contra Israel é uma forma de anti-semitismo?
    Porque condeno politicamente Israel acha-me um negacionismo do Holocausto?
    Espero respostas traveller, com toda a consideração.

  36. tribunus diz:

    Refiro o Comentário de Carlos Vidal
    Data: 30 de Janeiro de 2009, 17:39

    Cito: “Percebo-o António P. – todos sabemos o que os turcos fazem aos curdos. Quem conhece o genocídio dos curdos (a que também se ligam o Irão e o Iraque) não o deve esquecer.
    Mas a questão aqui pode ser esta: porque é que Peres não se lembrou disso?
    Porque a culpa de Israel nos massacres da região o esmaga e esmagou. A memória, o raciocínio e tudo o resto.”

    Pois a mim, que sou lento no entendimento, parece-me que ainda não consegui perceber por que razão o Carlos Vital se deu ao trabalho de postar o que Edrogan disse e lhe deu mil bravos mas, por outro lado, em vez de postar o que Peres disse optou por ser ele a dizer-nos que “porque é que Peres não se lembrou disso?
    Porque a culpa de Israel nos massacres da região o esmaga e esmagou. A memória, o raciocínio e tudo o resto.” Dum lado dá-nos a informação para sermos nós a tirar ilações, dou outro lado, tenta “enformar-nos” (sim, com “e”!).

    Tenho pena de não saber domo se publicam vídeos aqui. Mas isso não me impede de contribuir com a outra face da moeda para que os leitores analisem o que disse Peres e o que disse Edrogan e usem a sua própria cabeça, sem a “ajuda” do Carlos Vital. Ai vai, em 3 partes retiradas do Youtube, o que disse Peres:

    http://www.youtube.com/watch?v=-B7co1bAwuU

    http://www.youtube.com/watch?v=hFJ30rpG_LY

    http://www.youtube.com/watch?v=N8D5wpTdewM&feature=related

    O que disse Edrogan, repito, já Carlos Vidal postou logo à cabeça. Assim, o Carlos Vidal deixa de ser o mensageiro e passa a palavra a quem de direito.

    Tenho a máxima confiança na inteligência – e dou um voto de confiança à capacidade de interpretação – dos leitores.

    Cordialmente,

    tribunus

  37. ezequiel diz:

    Talvez fosse sensato criar um Partido de Deus em Portugal. Às tantas roubava votos à esquerda. Em jeito de antecipação, se me acusarem de ser demagógico (porque, diriam os “tais que sim”, a ideologia e acções do dito senhor -erdogan- e do seu país nada tem que ver com as acções de Israel) diria apenas isto: é igualmente demagógico separar a natureza ideológica dos actores políticos das suas acções.

    Israel não deve nem pode combater o radicalismo islâmico desta forma. O Hamas usa civis como escudos? Usa! É um movimento de fanáticos? É. Reconheceram Israel (de facto reconhecimento)? Não. São apoiados pelo Irão (um país que defende publicamente a erradicação de Israel)? São. Lançaram 6500 rockets desde que Israel saiu de Gaza? Sim. Reconhecerão Israel num futuro próximo? Provavelmente não. Os que votaram en masse no hamas acreditam de facto na sua ideologia? Sim.

    A verdade é que estas guerras corroem o tecido da sociedade Israelita. Israel não pode participar em guerras que as opiniões públicas consideram ilegítimas. As opiniões públicas raramente preocupam-se com as ideologias que antecedem as consequências (sórdidas, sem dúvida). Mas são elas que mandam, são elas que estruturam o “espaço de manobra” dos seus dirigentes. A percepção de que as acções de Israel são injustificáveis não é apenas uma questão ética. (a mais importante) É, também, uma questão estratégica de vital importância (de vida ou morte, de facto). Israel tem que ser capaz de justificar e demonstrar, beyond a reasonable doubt, que as suas acções são legítimas: ou seja, terá que ser capaz de combater o radicalismo-terrorismo SEM matar inocentes. Uma exigência colossal, sem precedentes na história militar. O paradigma da luta contra o radicalismo e terrorismo islâmico tem que ser radicalmente reavaliado. O presente modelo é contrário aos interesses estratégicos de Israel. Em suma, Israel não pode ter as mãos manchadas com o sangue de inocentes (apesar de acreditar que o hamas é o grande responsável por quase tudo o que se passa em Gaza). Não deve. Não pode. O terrorismo não se combate com guerras, tanques, tecnologia, generais, soldados. Martin Van Creveld, um dos melhores estrategas Israelitas defende algo de muito parecido, julgo eu. O terrorismo combate-se com muita muita muita inteligência e perspicácia. A guerrilha é um sistema de guerra brutalmente eficaz que nunca foi derrotado por exércitos. (e isto não é uma defesa da complacência ou de um idealismo absurdo)

    Carlos, as críticas às acções do estado de Israel não podem ser entendidas como uma forma de anti-semitismo. Eu acredito que não são movidas por este sórdido preconceito. NUNCA conheci um esquerdista anti-semita.

  38. ezequiel diz:

    adenda: O terrorismo não deve ser combatido com guerras CONVENCIONAIS.

  39. Carlos Vidal diz:

    Caro tribunus,
    Está a recomendar-me (e aos leitores) os mesmos vídeos que traveller recomendou. E tenho apenas dois apontamentos a fazer:
    (i) Não postei os vídeos de traveller e os seus, pois quando postei o que está aqui, no Youtube foi o único que encontrei legendado em inglês. Os seus não estavam ainda disponíveis.
    (ii) Como não tenho respeito absolutamente nenhum pela personagem de Shimon Peres, que negociou com Arafat e sempre aceitou os ataques a que este foi sujeito nos últimos anos da sua vida (por Sharon), como não respeito Peres, em absoluto nada, não me causa a menor impressão o que ele disse ou deixou de dizer.
    Foi Peres cobarde e traidor ao seu companheiro de negociações: aceitou que Sharon humilhasse o seu colega negociador (Arafat) de todas as formas imagináveis, sem mexer uma única palha. Peres é um companheiro indigno da memória de Rabin.

  40. tribunus diz:

    Refiro o Comentário de Carlos Vidal Data: 1 de Fevereiro de 2009, 2:08 para lhe fazer um reparo:

    Disse CV “O meu caro amigo está a confundir tudo outra vez e munido de dados desnecessários”. Ó CV os dados fornecidos por Peres – que o CV decidiu omitir – são desnecessários? E os dados fornecidos por Edrogan – que nos disponibilizou – são os únicos necessários para tirar ilações da acção de Edrogan?
    Pois, para mim, entre os vários dados fornecidos por Peres, este parece-me fundamental e teria atingido Edrogan em cheio. Peres leu dos Estatutos (ou Constituição) do Hamas a seguinte passagem (última parte do Art. 7º em castelhano, que deve poder ler):

    ““El Día del Juicio no llegará hasta que los musulmanes combatan contra los judíos (matando a los judíos), cuando el judío se esconderá detrás de piedras y árboles. Las piedras y los árboles dirán: Oh musulmanes, oh Abdulla, hay un judío detrás de mí, ven a matarlo. Sólo el árbol gharkad (evidentemente cierta clase de árbol) no lo hará, porque es uno de los árboles de los judíos”

    Mas Peres podia ter recitados outros terchos reveladores dos objectivos estatutários do Hamas:

    (a) “Israel existirá y seguirá existiendo hasta que el islam lo aniquile, como antes aniquiló a otros.” (El Mártir, imán Hassan al-Banna, de venerada memoria) 2.º parágafo da introdução.

    (b) Artículo 1) El Movimiento de Resistencia Islámica: El programa del Movimiento es el Islam. De él extrae sus ideas, sus maneras de pensar y su comprensión del universo, de la vida y del hombre. A él remite el juicio en toda su conducta, y en él se inspira como guía de sus pasos.

    (c) “Juro por quien guarda el alma de Mahoma que quisiera invadir y ser muerto por Alá, y después invadir y ser muerto, y después invadir otra vez y ser muerto.” Art.º 15, último parágrafo.
    O ponto (b) não esconde que se trata de uma guerra religiosa contra is Judeus (Jiha, guerra santa). Tal como refere sionismo, mas o que mais refere é o Judeu. Não engana ninguém que não queira ser enganado… E quem não tenha estudado a história do nascimento do Islão e não tenha aprendido que quando Maomé se tornou o governador de Yatub (hoje Medina) em 622, ao entender que não conseguia converter os Judeus os jurou de morte, deixou de ser moderado e passou a persegui-los e a matá-los (vide “A tribo judaica dos banu nadhir, comprometida com a tribo dos qorayshitas, foi à vítima desta reação; teve de abandonar Medina e mudar-se para Khaybar, deixando bens e armas que foram distribuídos entre os emigrados daquela região. Ele também decidiu eliminar a última tribo judaica de Medina que, segundo o parecer de um árbitro, Sad ibn Moadh, foi condenado à exterminação total: os homens foram decapitados, as mulheres e crianças reduzidas à escravidão” – http://www.cacp.org.br/islamismo/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=300&menu=4&submenu=1 . Essa guerra, começada em 622, é a que o Hamas ainda mantém em progresso!
    Será que leu, CV? Ou é dos que acredita que dados são o maior inimigo de uma certa esquerda europeia?
    Um abraço,
    tribunus

    P.S. Ofereço-lhe – e aos restantes leitores – a versão em castelhano dos Estatutos ou Constitução do Hamas:

    Pacto del Movimiento de Resistencia Islámica (HAMAS) – Palestina

    Palestina,
    1 Muharram 1409 Hégira
    18 de agosto de 1988

    En el nombre de Alá, el Misericordioso

    “Sois la mejor nación que jamás haya sido dada a la humanidad: ordenáis lo justo y prohibís lo injusto, y creéis en Alá. Y si los que han recibido las escrituras hubieran creído, les habría ido mejor: hay entre ellos creyentes, pero la mayoría son transgresores. Os dañarán, pero poco; y si os combaten, os volverán la espalda y no se les auxiliará. Han sido humillados dondequiera que se ha dado con ellos, excepto los protegidos por un pacto con Alá o por un pacto con los hombres. Han incurrido en la ira de Alá y se les ha señalado la miseria. Así sufrirán, por no haber creído en los signos de Alá y por haber matado a los profetas sin justificación; por haber desobedecido y violado la ley.” (C 3:109-111)

    “Israel existirá y seguirá existiendo hasta que el islam lo aniquile, como antes aniquiló a otros.” (El Mártir, imán Hassan al-Banna, de venerada memoria)

    “El mundo islámico está ardiendo. Cada uno de nosotros debe derramar algo de agua, por poca que sea, para extinguir lo que pueda sin esperar a los demás.” (Jeque Amjad al-Zahawi, de venerada memoria)

    En el nombre de Alá, el Misericordioso

    Introducción

    Loado sea Alá, a quien acudimos en busca de ayuda, y de quien imploramos perdón, guía y apoyo; Alá bendiga al Profeta y le dé la salvación, y a sus compañeros y seguidores, y a quienes difundieron su mensaje y adoptaron sus leyes; plegarias perpetuas y salvación mientras subsistan la tierra y el cielo.

    Oh Pueblo:

    Del cerco de las tribulaciones y el mar de sufrimiento, de las palpitaciones de corazones fieles y brazos limpios; del sentido del deber y en respuesta al mandato de Alá, ha brotado la llamada que convoca al pueblo y le lleva a seguir los caminos de Alá, conduciéndole a tener resolución para desempeñar su cometido en la vida, vencer todos los obstáculos y superar las dificultades del camino. Se ha mantenido la preparación constante, como también la disposición a sacrificar por Alá la vida y cuanto existe de valioso.

    Así se formó el núcleo (del movimiento) y comenzó a abrirse camino a través del tempestuoso mar de esperanzas y expectativas, de deseos y anhelos, de tribulaciones y obstáculos, de dolor y desafíos, tanto en el interior como en el exterior.

    Cuando la idea hubo madurado, la semilla creció y la planta echó raíces en el suelo de la realidad, lejos de las emociones pasajeras y de la precipitación odiosa. El Movimiento de Resistencia Islámica surgió para llevar a cabo su cometido a través del esfuerzo por su Creador, entrelazados sus brazos con los de todos los combatientes por la liberación de Palestina. Los espíritus de sus combatientes se unen a los espíritus de todos los combatientes que han sacrificado sus vidas sobre el suelo de Palestina, desde que fuera conquistada por los compañeros del Profeta, que Alá le bendiga y le dé la salvación, y hasta el día de hoy.

    Este Pacto del Movimiento de Resistencia Islámica (HAMAS) clarifica su imagen, revela su identidad, define su posición, explica sus objetivos, habla de sus esperanzas y exhorta a apoyarlo, adoptarlo y engrosar sus filas. Nuestra lucha contra los judíos es muy grande y muy seria. Exige todos los esfuerzos sinceros. Es un paso al que inevitablemente habrán de seguir otros. El Movimiento no es más que un escuadrón que debe ser apoyado por más y más escuadrones de este vasto mundo árabe e islámico, hasta que el enemigo sea vencido y se realice la victoria de Alá.

    Los vemos, pues, perfilarse en el horizonte, “y ya os enterareis”. “Alá ha escrito: ¡Venceré, en verdad, yo y mis enviados! Alá es fuerte, poderoso”. (C 58:21)

    “Di: Éste es mi camino: os llamo a Alá con pruebas evidentes, y los que me siguen también. ¡Gloria a Alá! Yo no soy de los asociadores.” (C 12:108)

    Capítulo primero

    Definición del movimiento

    Puntos de partida ideológicos

    Artículo 1) El Movimiento de Resistencia Islámica: El programa del Movimiento es el Islam. De él extrae sus ideas, sus maneras de pensar y su comprensión del universo, de la vida y del hombre. A él remite el juicio en toda su conducta, y en él se inspira como guía de sus pasos.

    Relación del Movimiento de Resistencia Islámica con el grupo Hermandad Musulmana:

    Artículo 2) El Movimiento de Resistencia Islámica es uno de los brazos de la Hermandad Musulmana en Palestina. El Movimiento de la Hermandad Musulmana es una organización universal que constituye el mayor movimiento islámico de los tiempos modernos. Se caracteriza por su conocimiento profundo, su comprensión exacta y su adhesión completa a los conceptos islámicos de todos los aspectos de la vida, la cultura, el credo, la política, la economía, la educación, la sociedad, la justicia y el juicio, la difusión del islam, la educación, el arte, la información, la ciencia de lo oculto y la conversión al islam.

    Estructura y formación

    Artículo 3) La estructura básica del Movimiento de Resistencia Islámica está formada por musulmanes que han hecho entrega de su lealtad a Alá y le adoran sinceramente –“Yo no he creado a los genios y a los hombres sino para que me adoren”-, que conocen sus deberes para consigo mismos, sus familias y su país. En todo ello temen a Alá y alzan el estandarte de la Yihad frente a los opresores, a fin de liberar a la tierra y al pueblo de su impureza, su vileza y sus males.
    “Pero opondremos la verdad a la vanidad, y la confundirá; vedlo, se disipará.” (C 21:18)

    Artículo 4) El Movimiento de Resistencia Islámica acoge a todo musulmán que abrace su fe y su ideología, siga su programa, guarde sus secretos y quiera pertenecer a sus filas y cumplir con el deber. Alá ciertamente le dará su recompensa.

    Extensión del Movimiento de Resistencia Islámica en el tiempo y el espacio:

    Artículo 5) Extensión del Movimiento de Resistencia Islámica en el tiempo: Adoptando el islam como modo de vida, el Movimiento se remonta a la época del nacimiento del mensaje islámico, de los virtuosos antepasados, porque Alá es su meta, el Profeta es su ejemplo y el Corán es su constitución. Su extensión en el espacio alcanza a todo lugar del mundo donde haya musulmanes que abracen el islam como modo de vida. Por consiguiente, se extiende hasta las entrañas de la tierra y se eleva hasta el cielo.
    “¿No has visto cómo propone Alá un símil, asemejando una buena palabra a un árbol bueno, cuya raíz está firme y cuyas ramas se elevan hasta el cielo, que da fruto en toda estación, por voluntad de su Señor? Alá propone símiles a los hombres, por ver si así se dejan amonestar.” (C 14:24-25)

    Características e independencia:

    Artículo 6) El Movimiento de Resistencia Islámica es un distinguido movimiento palestino, que entrega su lealtad a Alá, y cuyo modo de vida es el islam. Lucha por alzar el estandarte de Alá sobre cada pulgada de Palestina, pues bajo la protección del islam los seguidores de todas las religiones pueden coexistir con toda seguridad en lo que se refiere a sus vidas, posesiones y derechos. En ausencia del islam abunda la discordia, se extiende la opresión, prevalece el mal y estallan cismas y guerras.
    Cuán excelente se mostró el poeta musulmán Mohamed Ikbal al escribir: “Si se pierde la fe, no hay seguridad y no hay vida para el que no se adhiere a la religión. El que acepta la vida sin religión ha tomado a la aniquilación por compañera de su vida”.

    La universalidad del Movimiento de Resistencia Islámica:

    Artículo 7) Dado que los musulmanes que se adhieren a los principios del Movimiento de Resistencia Islámica se despliegan por todo el mundo, recaban apoyo para él y sus posiciones, se afanan en potenciar su lucha, el Movimiento es universal. Está bien equipado para ello por la claridad de su ideología, la nobleza de su propósito y la altura de sus objetivos.

    Sobre esa base debe ser contemplado y valorado el Movimiento, y reconocido su cometido. El que deniega su derecho, rehúye apoyarlo y cierra los ojos a los hechos, ya sea voluntaria o involuntariamente, despertará para ver que los acontecimientos se le han adelantado, y que ninguna lógica justifica su actitud. Ciertamente hay que aprender de los ejemplos del pasado. La injusticia del pariente próximo es más dura de soportar que el golpe de la espada india.

    “Te hemos revelado la Escritura con la verdad, en confirmación y como custodia de lo que ya había de la Escritura. Decide, pues, entre ellos según lo que Alá ha revelado y no sigas sus pasiones, que te apartan de la verdad que has recibido. A cada uno os hemos dado una norma y una vía. Alá, si hubiera querido, habría hecho de vosotros una sola comunidad, pero quería probaros en lo que os dio. ¡Rivalizad, pues, en buenas obras! Todos vosotros volveréis a Alá. Ya os informará él de aquello en que discrepabais.” (C 5:48)

    El Movimiento de Resistencia Islámica es uno de los eslabones de la cadena de la lucha contra los invasores sionistas. Se remonta a 1939, a la aparición del mártir Izz al-Din al-Kissam y sus hermanos los combatientes, miembros de la Hermandad Musulmana. Se extiende para unirse con otra cadena que abarca la lucha de los palestinos y la Hermandad Musulmana en la guerra de 1948 y las operaciones de Yihad de la Hermandad Musulmana en 1968 y después.

    Si los eslabones han estado distantes unos de otros, y si obstáculos puestos en el camino de los combatientes por quienes son lacayos del sionismo entorpecieron la continuación de la lucha, el Movimiento de Resistencia Islámica aspira a la realización de la promesa de Alá, en tanto tiempo como haga falta. El Profeta, que Alá le bendiga y le dé la salvación, ha dicho: “El Día del Juicio no llegará hasta que los musulmanes combatan contra los judíos (matando a los judíos), cuando el judío se esconderá detrás de piedras y árboles. Las piedras y los árboles dirán: Oh musulmanes, oh Abdulla, hay un judío detrás de mí, ven a matarlo. Sólo el árbol gharkad (evidentemente cierta clase de árbol) no lo hará, porque es uno de los árboles de los judíos”. (Narrado por al-Bukhari y Moslem)

    El lema del Movimiento de Resistencia Islámica:

    Artículo 8) Alá es su meta, el Profeta es su modelo, el Corán su constitución: la Yihad es su senda, y la muerte por Alá es su más alto anhelo.

    CAPITULO SEGUNDO

    OBJETIVOS

    Incentivos y objetivos:

    Artículo 9) El Movimiento de Resistencia Islámica se encontró en una época en la que el islam ha desaparecido de la vida. De ahí que las normas se tambalearan, los conceptos se trastocaran, los valores cambiaran y gente perversa tomara el control, que prevalecieran la opresión y las tinieblas, que los cobardes se hicieran tigres: que los territorios fueran usurpados, el pueblo dispersado y empujado a vagar por el mundo, que el estado de justicia desapareciera y el estado de falsedad lo reemplazara. Nada permaneció en su lugar debido. Así, cuando el Islam está ausente del escenario, todo cambia. De este estado de cosas se derivan los incentivos.

    En cuanto a los objetivos: son luchar contra lo falso, derrotarlo y vencerlo para que pueda prevalecer la justicia, se recuperen los territorios y de sus mezquitas brote la voz del muecín declarando el establecimiento del estado del islam, para que las gentes y las cosas retornen cada cual a su lugar debido y Alá sea nuestro auxilio.
    “Si Alá no hubiera rechazado a unos hombres valiéndose de otros, la tierra se habría ya corrompido; pero Alá es bienhechor hacia sus creaturas.” (C 2:251)

    Artículo 10) A medida que el Movimiento de Resistencia Islámica allane su camino, respaldará a los oprimidos y apoyará a las víctimas de la injusticia con todas sus fuerzas. No ahorrará esfuerzo por establecer la justicia y derrotar a la injusticia, de palabra y de obra, en este lugar y dondequiera que pueda llegar y tener influencia.

    CAPITULO TERCERO

    ESTRATEGIAS Y MÉTODOS

    ESTRATEGIAS DEL MOVIMIENTO ISLÁMICO DE RESISTENCIA:

    PALESTINA ES WAQF ISLÁMICO:

    Artículo 11) El Movimiento de Resistencia Islámica considera que la tierra de Palestina es un Waqf islámico consagrado a las futuras generaciones musulmanas hasta el Día del Juicio. Ni ella, ni ninguna parte de ella, se puede dilapidar; ni a ella, ni a ninguna parte de ella, se puede renunciar. Ni un solo país árabe ni todos los países árabes, ni ningún rey o presidente, ni todos los reyes y presidentes, ni ninguna organización ni todas ellas, sean palestinas o árabes, tienen derecho a hacerlo. Palestina es un territorio Waqf islámico consagrado a las generaciones musulmanas hasta el Día del Juicio. Siendo esto así, ¿quién podría arrogarse el derecho de representar a las generaciones musulmanas hasta el Día del Juicio?
    Ésta es la ley que rige para la tierra de Palestina en la sharía (ley) islámica, e igualmente para todo territorio que los musulmanes hayan conquistado por la fuerza, porque en los tiempos de las conquistas (islámicas) los musulmanes consagraron aquellos territorios a las generaciones musulmanas hasta el Día del Juicio.
    Sucedió así: Cuando los jefes de los ejércitos islámicos conquistaron Siria e Iraq, mandaron consultar al Califa de los musulmanes, Omar bin-el-Khatab, acerca de la tierra conquistada: si debían repartirla entre los soldados, o dejarla a sus dueños, o qué. Luego de consultas y debates entre el Califa de los musulmanes, Omar bin-el-Khatab, y compañeros del Profeta, que Alá le bendiga y le dé la salvación, se decidió que la tierra debía dejarse a sus dueños, que podrían beneficiarse de sus frutos. En cuanto a la propiedad real de la tierra y a la tierra misma, debía ser consagrada a las generaciones musulmanas hasta el Día del Juicio. Quienes viven sobre la tierra sólo están ahí para beneficiarse de sus frutos. Este Waqf perdura mientras perduren la tierra y el cielo. Todo procedimiento que contradiga la sharía islámica, en lo que concierne a Palestina, es nulo y sin valor.
    “Es algo, sí, absolutamente cierto. ¡Glorifica, pues, el nombre de tu Señor, el Grandioso!” (C 56:95-96)

    El territorio y el nacionalismo desde el punto de vista del Movimiento de Resistencia Islámica en Palestina:

    Artículo 12) El nacionalismo, desde el punto de vista del Movimiento de Resistencia Islámica, forma parte del credo religioso. Nada es más significativo o más profundo en el nacionalismo que en el caso de que un enemigo pise tierra musulmana. Resistir al enemigo y eliminarlo pasa a ser el deber individual de todo musulmán, hombre o mujer. Una mujer puede marchar a combatir contra el enemigo sin el permiso de su marido, e igualmente el esclavo, sin el permiso de su amo.
    Nada semejante se encuentra en ningún otro régimen. Esto es un hecho indiscutido. Mientras que otros movimientos nacionalistas están ligados a causas materialistas, humanas o regionales, el nacionalismo del Movimiento de Resistencia Islámica tiene todos esos elementos, así como el elemento más importante que le da alma y vida. Está ligado a la fuente del espíritu y al dador de la vida, izando en el cielo de la nación el estandarte celestial que une tierra y cielo con fuerte atadura.
    Cuando Moisés llega y tira su cayado, la brujería y la magia se anulan.
    “Ahora la buena dirección se distingue manifiestamente del engaño: por consiguiente, quien niegue a los taguts y crea en Alá, ese tal se ase de un asidero firme, que no se romperá; Alá es el que oye y ve.” (C 2:256)

    Soluciones pacíficas, iniciativas y conferencias internacionales:

    Artículo 13) Las iniciativas, y las llamadas soluciones pacíficas y conferencias internacionales, están en contradicción con los principios del Movimiento de Resistencia Islámica. El insulto a cualquier parte de Palestina es insulto dirigido contra una parte de la religión. El nacionalismo del Movimiento de Resistencia Islámica forma parte de su religión. Sus miembros se han nutrido de eso. Para izar el estandarte de Alá sobre su patria combaten. “Alá será el triunfador, pero la mayoría no lo sabe.”
    De vez en cuando se llama a convocar una conferencia internacional que busque maneras de resolver la cuestión (palestina). Unos aceptan la idea, otros la rechazan por esto o por aquello, poniendo condiciones para acceder a que se convoque la conferencia y participar en ella. Conociendo a las partes que constituyen la conferencia, sus actitudes pasadas y presentes hacia los problemas musulmanes, el Movimiento de Resistencia Islámica no considera que tales conferencias sean capaces de satisfacer las demandas, restaurar los derechos ni hacer justicia a los oprimidos. Esas conferencias sólo son maneras de instalar a los infieles en la tierra de los musulmanes en calidad de árbitros. ¿Desde cuándo han hecho justicia los infieles a los creyentes? “Pero los judíos no estarán satisfechos de ti, ni los cristianos tampoco, mientras no sigas su religión. Di: La dirección de Alá es la dirección verdadera. Y ciertamente si sigues sus deseos, después del conocimiento que te ha sido dado, no tendrás protector ni defensor frente a Alá.” (C 2:120)
    No hay solución para la cuestión palestina si no es a través de la Yihad. Las iniciativas, las propuestas y las conferencias internacionales son todas una pérdida de tiempo y empresas vanas. El pueblo palestino hace bien en no consentir que se juegue con su futuro, sus derechos y su destino. Como se dice en el honorable Hadiz:
    “El pueblo de Siria es el azote de Alá en la tierra. Él se cobra venganza por medio de ellos contra quien le place entre sus esclavos. Es impensable que quienes de ellos son hipócritas prosperen sobre los fieles. Ciertamente se extinguirán de dolor y desesperación.”

    Los Tres Círculos:

    Artículo 14) La cuestión de la liberación de Palestina está unida a tres círculos: el círculo palestino, el círculo árabe y el círculo islámico. Cada uno de ellos tiene su cometido en la lucha contra el sionismo. Cada uno tiene sus deberes, y es un grave error y señal de ignorancia profunda pasar por alto cualquiera de esos círculos. Palestina es una tierra islámica que posee la primera de las dos qiblas (dirección hacia la que se vuelven los musulmanes para orar), el tercero de los sagrados santuarios (islámicos) y el punto de partida para el viaje nocturno de Mahoma a los siete cielos (es decir, Jerusalén). “¡Gloria a quien trasladó a su siervo de noche, desde el sagrado templo de La Meca hasta el templo más lejano de Jerusalén, cuyo circuito hemos bendecido, para mostrarle algunos de nuestros signos; pues Alá es quien oye y ve.” (C 17:1)
    Siendo esto así, se deduce que la liberación de Palestina es un deber individual para todo musulmán, dondequiera que esté. Sobre esta base se ha de considerar el problema. Esto lo debe comprender todo musulmán.
    El día en que se acometa el problema sobre esta base, cuando los tres círculos movilicen sus capacidades, el estado de cosas presente cambiará y el día de la liberación estará más cerca. “En verdad sois vosotros más fuertes que ellos, por el terror que Alá infunde en sus pechos. Esto es porque son gente que no comprende.” (C 59:13)

    La Yihad por la liberación de Palestina es un deber individual:

    Artículo 15) El día en que los enemigos usurpan una parte de la tierra musulmana, la Yihad pasa a ser deber individual de todo musulmán. Frente a la usurpación judía de Palestina es obligatorio alzar el estandarte de la Yihad. Para ello es preciso propagar la conciencia islámica en las masas, a nivel tanto regional como árabe e islámico. Es necesario instilar el espíritu de Yihad en el corazón de la nación, para que se enfrenten a los enemigos y engrosen las filas de los combatientes.
    Es necesario que los científicos, los educadores y los maestros, los trabajadores de la información y de los medios, así como las masas instruidas, en especial los jóvenes y los jeques de los movimientos islámicos, participen en la operación de despertar (a las masas). Es importante que se introduzcan cambios básicos en los programas escolares, para purgarlos de los residuos de la invasión ideológica que los afectó por obra de los orientalistas y misioneros que se infiltraron en la región tras la derrota de los Cruzados a manos de Salah el-Din (Saladino). Los Cruzados comprendieron que era imposible vencer a los musulmanes sin que antes una invasión ideológica preparase el terreno trastornando sus pensamientos, desfigurando su legado y profanando sus ideales. Sólo después podrían invadir con soldados. Esto, a su vez, allanó el camino para la invasión imperialista que hizo que Allenby declarase al entrar en Jerusalén: “Ahora han acabado las Cruzadas”. El general Guru [sic por Gouraud] dijo ante la tumba de Salah el-Din: “Hemos vuelto, Salah el-Din”. El imperialismo ha ayudado a reforzar la invasión ideológica robusteciendo sus raíces, y sigue haciéndolo. Todo esto ha preparado el terreno para la pérdida de Palestina.
    Es imperativo instilar en las mentes de las generaciones musulmanas que el problema palestino es un problema religioso, y que hay que acometerlo sobre esa base. Palestina contiene lugares santos islámicos. En ella se encuentra la Mezquita al-Aqsa, que está unida a la gran Mezquita de La Meca con un lazo indisoluble mientras el cielo y la tierra hablen del Isra (el viaje nocturno de Mahoma a los siete cielos) y el Miraj (la ascensión de Mahoma a los siete cielos desde Jerusalén).
    “Un día de servidumbre por Alá es mejor que el mundo y todo lo que hay en él. El sitio que ocupa el látigo en el Paraíso es mucho mejor que el mundo y todo lo que hay en él. La ida y la venida de un devoto al servicio de Alá es mejor que el mundo y todo lo que hay en él.” (Narrado por al-Bukhari, Moslem, al-Tarmdhi e Ibn Maja)
    “Juro por quien guarda el alma de Mahoma que quisiera invadir y ser muerto por Alá, y después invadir y ser muerto, y después invadir otra vez y ser muerto.” (Narrado por al-Bukhari y Moslem)

    La educación de las generaciones:

    Artículo 16) Es imperativo seguir la orientación islámica al educar a las generaciones islámicas de nuestra región, enseñando los deberes religiosos, el estudio completo del Corán, el estudio de la Sunna del Profeta (sus dichos y hechos), y la historia y el legado islámicos según sus fuentes auténticas. Esto deben hacerlo personas especializadas y doctas, utilizando un plan de estudios que forme saludablemente los pensamientos y la fe del estudiante musulmán. Junto a esto también se debe incluir un estudio completo del enemigo, sus capacidades humanas y financieras, sus puntos débiles y fuertes y las fuerzas que le apoyan y le ayudan. También es importante estar al tanto de los sucesos de actualidad, seguir lo que hay de nuevo y estudiar el análisis y los comentarios que se hagan de esos sucesos. Planear para el presente y para el futuro, estudiar cada una de las tendencias que aparecen, es indispensable para que el musulmán combatiente viva conociendo su meta, su objetivo y su senda en medio de lo que sucede a su alrededor.
    “Oh hijo mío, en verdad toda materia, buena o mala, aunque sea del peso de un grano de mostaza y esté escondida en una roca, en los cielos o en la tierra, Alá la sacará a luz; porque Alá es sutil y sabedor. Oh hijo mío, sé constante en la azalá, y ordena lo justo y prohíbe lo injusto, y ten paciencia en las aflicciones, porque es un deber que incumbe absolutamente a todos los hombres. No tuerzas la cara por desprecio a los hombres, ni vayas por la tierra con insolencia; porque Alá no ama a nadie que sea arrogante, jactancioso.” (C 31:16-18)

    El cometido de la mujer musulmana:

    Artículo 17) La mujer musulmana tiene un cometido no menos importante que el del hombre musulmán en la batalla de liberación. Es la hacedora de hombres. Su cometido en la guía y la educación de las nuevas generaciones es grande. Los enemigos han comprendido la importancia de su cometido. Consideran que si pueden dirigirla y educarla como ellos quieren, lejos del islam, habrán ganado la batalla. Por eso se les ve atender constantemente a esos intentos a través de campañas de información, películas y programas escolares, utilizando con ese fin a sus lacayos infiltrados a través de organizaciones sionistas bajo distintos nombres y figuras, tales como masonería, clubs de Rotarios, grupos de espionaje y otros, que no son sino células de subversión y saboteadores. Estas organizaciones poseen amplios recursos que les permiten desempeñar su papel dentro de las sociedades con el objeto de alcanzar los objetivos sionistas y robustecer los conceptos que sirven al enemigo. Estas organizaciones actúan cuando el islam está ausente y alejado del pueblo. Los pueblos islámicos deben cumplir su cometido enfrentándose a las conspiraciones de estos saboteadores. El día en que el islam controle la dirección de los asuntos de la vida, estas organizaciones, hostiles a la humanidad y al islam, serán aniquiladas.

    Artículo 18) La mujer en el hogar de la familia combatiente, sea madre o hermana, desempeña el cometido importantísimo de cuidar de la familia, criar a los niños e imbuirles de valores morales y pensamientos derivados del islam. Ella tiene que enseñarles a cumplir los deberes religiosos en preparación para el cometido de combate que les espera. Por eso es necesario prestar gran atención a las escuelas y los planes de estudios aplicados a la educación de las niñas musulmanas, para que cuando crezcan sean buenas madres, conscientes de su papel en la batalla de liberación.

    La mujer ha de tener conocimiento y comprensión suficientes en lo que se refiere a la realización de las tareas domésticas, porque la economía y la prevención del despilfarro del presupuesto familiar es uno de los requisitos para poder seguir avanzando en las difíciles circunstancias que nos rodean. Ella debe tener la vista puesta en que el dinero de que dispone es exactamente como la sangre, que debe correr sólo por las venas para que tanto niños como adultos continúen viviendo.
    “En verdad, los musulmanes y las musulmanas, los creyentes verdaderos y las creyentes verdaderas, los devotos y las devotas, los veraces y las veraces, los pacientes y las pacientes, los humildes y las humildes, los que dan y las que dan limosna, los que y las que recuerdan mucho a Alá, para ellos Alá ha preparado perdón y una gran recompensa.” (C 33:35)

    La función del arte islámico en la batalla de liberación:

    Artículo 19) El arte tiene reglamentos y medidas para determinar si es arte islámico o preislámico (jahili). Las cuestiones de la liberación islámica necesitan un arte islámico que eleve el espíritu sin situar un lado de la naturaleza humana por encima del otro, sino situándolos todos armoniosamente en equilibrio.
    El hombre es una creatura única y maravillosa, hecha de un puñado de barro y un hálito de Alá. El arte islámico se dirige al hombre sobre esta base, mientras que el arte preislámico se dirige al cuerpo dando preferencia al componente de barro que hay en él.

    Si el libro, el artículo, el boletín, el sermón, la tesis, el poema popular, la oda poética, la canción, la obra dramática y otras, contienen las características del arte islámico, entonces están entre los requisitos de la movilización ideológica, son sustento renovado para el viaje y recreación para el alma. El camino es largo y el sufrimiento es mucho. El alma se aburrirá, pero el arte islámico renueva las energías y resucita al movimiento, despertando en ellos intenciones elevadas y conducta apropiada. “Nada puede mejorar al espíritu si está en retirada, excepto pasar de un estado de ánimo a otro.”
    Todo esto es completamente serio y no es ninguna broma, porque los combatientes no bromean.

    Responsabilidad social mutua:

    Artículo 20) La sociedad musulmana es una sociedad mutuamente responsable. El Profeta, plegarias y alabanzas a él, dijo: “Benditos son los generosos, estén en poblado o en camino, que han reunido cuanto tenían y se lo han repartido a partes iguales.”

    El espíritu islámico es el que debe prevalecer en toda sociedad musulmana. La sociedad que se enfrenta a un enemigo pérfido que actúa de manera similar al nazismo, sin diferenciar entre hombre y mujer, entre niños y ancianos, esa sociedad tiene derecho a este espíritu islámico. Nuestro enemigo confía en los métodos de castigo colectivo. Ha despojado a las personas de su tierra y de sus propiedades, las ha perseguido en sus lugares de exilio y reunión, quebrantando huesos, disparando contra mujeres, niños y ancianos, con o sin motivo. El enemigo ha abierto campos de detención donde hay miles y miles de personas recluidas y tenidas en condiciones infrahumanas. A eso se añade demoler casas, dejar a niños huérfanos, dictar sentencias crueles contra miles de jóvenes y hacer que gasten los mejores años de sus vidas en las mazmorras de las cárceles.

    En su tratamiento nazi, los judíos no han hecho excepción para mujeres ni niños. Su política de amedrentamiento es para todos. Atacan a las personas en lo que concierne a su sustento, extorsionando su dinero y amenazando su honor. Tratan a las personas como si fueran los peores criminales de guerra. La deportación de la patria es una forma de asesinato.

    Para contrarrestar esas acciones, es necesario que en el pueblo prevalezca la responsabilidad social mutua. El pueblo debe hacer frente al enemigo como un solo cuerpo, en el que basta que un miembro se queje para que el resto del cuerpo responda sintiendo el mismo dolor.

    Artículo 21) Responsabilidad social mutua significa dar asistencia, económica o moral, a cuantos se encuentran en necesidad, y participar en la ejecución del trabajo. Los miembros del Movimiento de Resistencia Islámica deben considerar los intereses de las masas como sus propios intereses personales. No deben escatimar esfuerzo para conseguirlos y preservarlos. Deben evitar todo juego sucio con el futuro de las generaciones venideras y todo aquello que pudiera ocasionar pérdida a la sociedad. Las masas son parte de ellos y ellos son parte de las masas. Suya es su fuerza y suyo es su futuro. Los miembros del Movimiento de Resistencia Islámica deben compartir la alegría y el dolor del pueblo, adoptar las demandas del público y todos aquellos medios que permitan satisfacerlas. El día en que ese espíritu prevalezca, la fraternidad se robustecerá, la cooperación, la solidaridad y la unidad se acrecentarán, y se compactarán las filas para hacer frente a los enemigos.

    Fuerzas de apoyo tras las filas del enemigo:

    Artículo 22) Durante mucho tiempo los enemigos han estado planeando, hábilmente y con precisión, para el logro de lo que han conseguido. Tomaron en consideración las causas que incidían en la marcha de los acontecimientos. Se esforzaron por amasar una grande y sustantiva riqueza material, que dedicaron a la realización de su sueño. Con su dinero tomaron el control de los medios de comunicación del mundo, las agencias de noticias, la prensa, las empresas editoriales, las emisoras de radio y otros. Con su dinero atizaron revoluciones en distintas partes del mundo para alcanzar sus fines y cosechar sus frutos. Estuvieron detrás de la Revolución Francesa, de la revolución comunista y de la mayoría de las revoluciones de las que hemos sabido y sabemos, aquí y allá. Con su dinero formaron sociedades secretas, tales como la masonería, los clubs de Rotarios y de Leones y otras en diferentes partes del mundo, para sabotear las sociedades y alcanzar los fines sionistas. Con su dinero lograron controlar los países imperialistas e instigarlos a colonizar muchos países para poder explotar sus recursos y extender en ellos la corrupción.

    Dígase lo que se quiera de guerras regionales y mundiales. Ellos estuvieron detrás de la Primera Guerra Mundial, cuando lograron destruir el Califato islámico, obtener ganancias financieras y controlar recursos. Ellos consiguieron la Declaración Balfour, formaron la Sociedad de Naciones para dominar el mundo a través de ella. Ellos estuvieron detrás de la Segunda Guerra Mundial, mediante la cual obtuvieron enormes ganancias financieras con el comercio de armamentos, y prepararon el terreno para el establecimiento de su estado. Fueron ellos los que instigaron la sustitución de la Sociedad de Naciones por las Naciones Unidas y el Consejo de Seguridad, para poder dominar el mundo a través de ellos. No hay guerra que se libre en ninguna parte en la que ellos no hayan puesto el dedo.

    “Siempre que enciendan el fuego de la guerra, Alá lo apagará; y se darán a actuar corruptamente en la tierra, pero Alá no ama a los corruptores.” (C 5:64)

    Las fuerzas imperialistas del Occidente capitalista y del Oriente comunista sostienen al enemigo con todas sus fuerzas, con dinero y con hombres. Esas fuerzas se turnan para hacerlo. El día en que apareciera el islam, las fuerzas de la infidelidad se unirían contra él, porque los infieles forman una sola nación.

    “Oh creyentes verdaderos, no intiméis con nadie ajeno a vuestra comunidad, pues no dejarán de corromperos. Ellos desean lo que os haría perecer; su odio ya apareció en sus bocas, pero lo que ocultan sus pechos es aún más inveterado. Ya os hemos mostrado signos de la mala voluntad que os tienen, si comprendéis.” (C 3:118)
    No en vano el versículo acaba con las palabras de Alá “si comprendéis”.

    CAPITULO CUARTO

    NUESTRAS ACTITUDES HACIA:

    A. Los movimientos islámicos:

    Artículo 23) El Movimiento de Resistencia Islámica contempla a otros movimientos islámicos con respeto y aprecio. Si disintiera de ellos en un punto u opinión, coincide con ellos en otros puntos y maneras de pensar. Considera que esos movimientos, si revelan buenas intenciones y dedicación a Alá, entran dentro de la categoría de los que se esfuerzan con ahínco porque actúan dentro del círculo islámico. Cada persona activa tiene su parte.

    El Movimiento de Resistencia Islámica considera a todos esos movimientos como un fondo para sí mismo. Ruega a Alá que conceda guía y directrices para todos, y no escatima esfuerzo por mantener en alto el estandarte de la unidad, afanándose siempre por su consecución de acuerdo con el Corán y con las instrucciones del Profeta.

    “Y aferraos todos al pacto de Alá, y no os apartéis de él, y recordad el favor de Alá para con vosotros: pues érais enemigos y él reconcilió vuestros corazones, y por su favor vinisteis a ser compañeros y hermanos; y estabais al borde de un abismo de fuego y os libró de él. Alá os explica sus signos para que seáis dirigidos.” (C 3:103)

    Artículo 24) El Movimiento de Resistencia Islámica no tolera que se calumnie ni se hable mal de individuos ni de grupos, porque el creyente no se permite esas ruindades. Es necesario distinguir entre ese comportamiento y las posiciones adoptadas por ciertos individuos y grupos. Siempre que esas posiciones sean erróneas, el Movimiento de Resistencia Islámica se reserva el derecho de exponer el error y denunciarlo. Se esforzará por mostrar el camino recto y juzgar cada caso con objetividad. En efecto, la conducta acertada es la meta del creyente, que la sigue dondequiera que la descubra.

    “A Alá no le gusta la maledicencia en público, a no ser que quien haya sido tratado injustamente pida asistencia; y Alá oye y sabe; ya sea que divulguéis una buena acción, o la ocultéis, o perdonéis el mal, en verdad Alá es perdonador y poderoso.” (C 4:148-149)

    B. Los movimientos nacionalistas en el escenario palestino:

    Artículo 25) El Movimiento de Resistencia Islámica respeta a estos movimientos y aprecia sus circunstancias y las condiciones que los rodean y afectan. Los alienta siempre que no entreguen su lealtad ni al Oriente comunista ni al Occidente cruzado. Confirma a cuantos se integran en él o se solidarizan con él que el Movimiento de Resistencia Islámica es un movimiento combatiente que tiene una visión moral y esclarecida de la vida y de la manera en que debe cooperar con los otros (movimientos). Detesta el oportunismo y desea únicamente el bien del pueblo, individuos y grupos por igual. No persigue ganancias materiales, fama personal ni recompensa de otros. Trabaja con sus propios recursos y todo aquello de lo que dispone, “y prepara para ellos todas las fuerzas que puedas”, para el cumplimiento del deber y para ganar el favor de Alá. Aparte de eso no desea nada más.
    El Movimiento asegura, a todas las tendencias nacionalistas que operan en el escenario palestino para la liberación de Palestina, que existe para darles apoyo y asistencia. Nunca para más que eso, de palabra ni de obra, ahora y en el futuro. Existe para aunar y no para dividir, para preservar y no para dilapidar, para unificar y no para disgregar. Valora toda buena palabra, esfuerzo sincero y buenos oficios. Cierra la puerta a las disensiones marginales y no da oído a rumores y maledicencias, a la vez que ejerce plenamente el derecho de autodefensa.
    Todo lo que sea contrario o contradictorio con esas tendencias es una mentira esparcida por los enemigos o sus lacayos para sembrar la confusión, romper las filas y ocuparlas con cuestiones marginales.
    “Oh creyentes verdaderos, si un malvado os viene con una historia, mirad bien si es verdad; no sea que lastiméis al pueblo por ignorancia y os arrepintáis después de lo que hicisteis.” (C 49:6)

    Artículo 26) Considerando de esta manera positiva a los movimientos nacionalistas palestinos que no prestan lealtad ni a Oriente ni a Occidente, el Movimiento de Resistencia Islámica no se abstiene de debatir las nuevas situaciones a nivel regional o internacional en lo que se refiera a la cuestión Palestina. Lo hace de manera objetiva, revelando hasta qué punto está en armonía o en contradicción con los intereses nacionales a la luz del punto de vista islámico.

    C. La Organización para la Liberación de Palestina:

    Artículo 27) La Organización para la Liberación de Palestina es la más cercana al corazón del Movimiento de Resistencia Islámica. Contiene al padre y al hermano, al pariente y al amigo. El musulmán no rompe con su padre, su hermano, su pariente ni su amigo. Nuestra patria es una, nuestra situación es una, nuestro destino es uno y el enemigo es enemigo conjunto para todos nosotros.

    Debido a las situaciones que rodearon a la formación de la Organización, a la confusión ideológica que prevalece en el mundo árabe como resultado de la invasión ideológica bajo cuya influencia ha caído el mundo árabe desde la derrota de los Cruzados, y que fue y sigue siendo intensificada a través de los orientalistas, los misioneros y los imperialistas, la Organización adoptó la idea de un estado secular. Y es así como nosotros lo vemos. El secularismo contradice totalmente la ideología religiosa. Las actitudes, la conducta y las decisiones brotan de las ideologías.

    Es por eso que, con todo nuestro aprecio por la Organización para la Liberación de Palestina – y lo que puede llegara a ser –, y sin restar importancia a su papel en el conflicto árabe-israelí, no podemos cambiar la Palestina islámica presente o futura por la idea secular. La naturaleza islámica de Palestina es parte de nuestra religión, y todo el que se tome su religión a la ligera es un perdedor. “¿Quién sino el necio de espíritu puede sentir aversión a la religión de Abraham?.” (C 2:130)

    El día en que la Organización para la Liberación de Palestina adopte el Islam como modo de vida, nosotros seremos sus soldados, y combustible para su fuego que quemará a los enemigos.

    Mientras llega ese día, y rogamos a Alá que sea pronto, la posición del Movimiento de Resistencia Islámica hacia la OLP es la del hijo hacia su padre, la del hermano hacia su hermano, la del pariente hacia el pariente, que sufre su dolor y le apoya en el enfrentamiento con los enemigos, deseando que sea prudente y bien guiado.

    “Tente junto a tu hermano, porque el que no tiene hermano es como el combatiente que va a la batalla sin armas. Tu primo es el ala con que vuelas: ¿podría el ave volar sin alas?”

    D. Los países árabes e islámicos:

    Artículo 28) La invasión sionista es una invasión pérfida. No se priva de recurrir a todos los métodos, utilizando todos los medios perversos y despreciables para alcanzar su fin. Se apoya fuertemente en sus operaciones de infiltración y espionaje en las organizaciones secretas a las que dio origen, tales como la masonería, los clubs de Rotarios y Leones y otros grupos de sabotaje. Todas esas organizaciones, sean secretas o declaradas, trabajan en favor del sionismo y siguiendo sus instrucciones. Buscan socavar las sociedades, destruir los valores, corromper las conciencias, deteriorar el carácter y aniquilar el islam. Están detrás del comercio de drogas y el alcoholismo en todas sus formas para facilitar su control y expansión.
    A los países árabes que rodean a Israel se les pide que abran sus fronteras a los combatientes de las naciones árabes e islámicas para que puedan consolidar sus esfuerzos con los de sus hermanos musulmanes de Palestina.

    En cuanto a los restantes países árabes e islámicos, se les pide que faciliten el tránsito de ida y vuelta de los combatientes [a Palestina], y es lo menos que pueden hacer.

    No debemos dejar de recordarle a todo musulmán que cuando los judíos conquistaron la Ciudad Santa en 1967, en el umbral de la Mezquita al-Aqsa proclamaron que “Mahoma está muerto, y todos sus descendientes son mujeres”.
    Israel, el judaísmo y los judíos desafían al islam y al pueblo musulmán. “Ojalá los cobardes nunca duerman.”

    E. Agrupaciones nacionalistas y religiosas, instituciones, intelectuales, el mundo árabe e islámico:

    [Artículo 29:] El Movimiento de Resistencia Islámica espera que todas estas agrupaciones se alineen con él en todas las esferas, lo secunden, adopten su posición, respalden sus actividades y acciones, trabajen por conseguirle apoyos, de modo que el pueblo islámico sea para él una base y un puntal, proporcionándole cimientos estratégicos en todas las esferas humanas, materiales e informativas, en todo tiempo y lugar. Esto se debe hacer mediante la convocatoria de conferencias de solidaridad, la publicación de boletines explicativos, artículos favorables y opúsculos, la educación de las masas respecto a la cuestión palestina, aclarando lo que se la enfrenta y las conspiraciones tejidas a su alrededor. Deben movilizar a las naciones islámicas, ideológica, pedagógica y culturalmente, de manera que estos pueblos estén preparados para ejercer su cometido en la batalla decisiva de liberación, lo mismo que cuando vencieron a los Cruzados y a los tártaros y salvaron la civilización humana. De hecho eso no es difícil para Alá.
    “Alá ha escrito: ¡Venceré, en verdad, yo y mis enviados! Alá es fuerte, poderoso”. (C 58:21)

    Artículo 30) A los escritores, los intelectuales, los periodistas, los oradores, los educadores y maestros, y a todos los distintos sectores del mundo árabe e islámico, a todos ellos se les llama a desempeñar su cometido y cumplir con su deber, en razón de la ferocidad de la ofensiva sionista y de la influencia sionista en muchos países ejercida a través del control de las finanzas y de los medios, así como de las consecuencias que todo esto acarrea en la mayor parte del mundo.

    La Yihad no consiste sólo en portar armas y enfrentarse al enemigo. La palabra eficaz, el buen artículo, el libro útil, el apoyo y la solidaridad –junto con la presencia de un propósito sincero de izar el estandarte de Alá cada día más alto–, todo ello son elementos de la Yihad por Alá.

    “Todo el que moviliza a un combatiente por Alá es también combatiente. Todo el que apoya a los parientes de un combatiente, es combatiente.” (Narrado por al-Bukhari, Moslem, Abu-Dawood y al-Tarmadhi)

    F. Seguidores de otras religiones:

    El Movimiento de Resistencia Islámica es un movimiento humanista:

    Artículo 31) El Movimiento de Resistencia Islámica es un movimiento humanista. Tutela los derechos humanos y se guía por la tolerancia islámica en el trato con los seguidores de otras religiones. A ninguna de ellas hostiliza, excepto que ella lo hostilice o se atraviese en su camino para dificultar sus movimientos e inutilizar sus esfuerzos.

    Bajo la protección del Islam es posible que los seguidores de las tres religiones –Islam, cristianismo y judaísmo – coexistan en paz y tranquilidad unos con otros. La paz y la tranquilidad no serían posibles de otro modo que bajo la protección del Islam. La historia pasada y presente es el mejor testimonio de ello.

    Los seguidores de las otras religiones tienen el deber de dejar de disputar la soberanía del Islam en esta región, porque el día en que esos seguidores tomaran el poder no habría más que matanzas, desplazamiento y terror. Cada uno de ellos discrepa de sus correligionarios, por no hablar de los seguidores de otras religiones.

    La historia pasada y presente está llena de ejemplos que lo demuestran.
    “No combatirán unidos contra vosotros, sino en poblados fortificados o protegidos por murallas. Su fuerza en la guerra entre ellos es grande; los creéis unidos, pero sus corazones están divididos. Es que son gente que no razona.” (C 59:14)

    El Islam confiere a cada cual sus derechos legítimos. El Islam impide la ingerencia en los derechos de los demás. Las actividades nazis sionistas contra nuestro pueblo no durarán mucho. “Pues el estado de injusticia sólo dura un día, mientras que el estado de justicia dura hasta el Juicio Final.”

    “En cuanto a quienes no han tomado las armas contra vosotros a causa de la religión, ni os han expulsado de vuestros hogares, Alá no os prohíbe que seáis buenos y equitativos con ellos; porque Alá ama a los que son equitativos.” (C 60:8)

    El intento de aislar al pueblo palestino:

    Artículo 32) El sionismo mundial, juntamente con las potencias imperialistas, intenta, a través de un plan estudiado y una estrategia inteligente, sacar a un estado árabe tras otro del círculo de la lucha contra el sionismo, para que al final sólo tenga que enfrentarse al pueblo palestino. Egipto fue, en gran medida, sacado del círculo de la lucha mediante el traicionero Acuerdo de Camp David. Están intentando llevar a otros países árabes a acuerdos similares y sacarlos del círculo de la lucha.

    El Movimiento de Resistencia Islámica llama a todas las naciones árabes e islámicas a adoptar la línea de una acción seria y perseverante que impida el éxito de este plan horrendo, que advierta a la gente del peligro resultante de salir del círculo de la lucha contra el sionismo. Hoy es Palestina, mañana será este o aquel país. El plan sionista es ilimitado. Después de Palestina, los sionistas aspiran a expandirse desde el Nilo hasta el Éufrates. Una vez que hayan digerido la región que ocuparon, aspirarán a una nueva expansión, y así sucesivamente. Su plan está enunciado en los “Protocolos de los Sabios de Sión”, y su conducta en la actualidad es la mejor prueba de lo que decimos.

    Abandonar el círculo de la lucha con el sionismo es alta traición, y maldito sea el que lo haga. “Pues quien ese día les vuelva la espalda, a menos que se desvíe para combatir o se retire a otra tropa de los fieles, incurrirá en la indignación de Alá, y su morada será el infierno; mal viaje será ir allí.” (C 8:16). No hay otra salida que concentrar todas las potencias y energías en hacer frente a esta pérfida invasión nazi y tártara. La alternativa es la pérdida del país propio, la dispersión de los ciudadanos, la extensión del vicio sobre la tierra y la destrucción de los valores religiosos. Que cada cual sepa que es responsable ante Alá, pues “al que hace la más pequeña bondad se le paga en la misma moneda, y también al que hace la más pequeña maldad”.

    El Movimiento de Resistencia Islámica se considera la punta de lanza del círculo de lucha contra el sionismo mundial y un paso en el camino. El Movimiento suma sus esfuerzos a los esfuerzos de cuantos actúan en el escenario palestino. Los pueblos árabes e islámicos deben contribuir con nuevos pasos por su parte; las agrupaciones islámicas de todo el mundo árabe deben hacer otro tanto, ya que todas ellas son las mejor equipadas para el papel futuro en la lucha con los belicistas judíos.
    “… y hemos suscitado entre ellos hostilidad y odio hasta el día de la resurrección. Siempre que enciendan el fuego de la guerra, Alá lo apagará; y se darán a actuar corruptamente en la tierra, pero Alá no ama a los corruptores.” (C 5:64)

    Artículo 33) El Movimiento de Resistencia Islámica, estando basado en las ideas comunes, coordinadas e interdependientes de las leyes del universo, y fluyendo con la corriente del destino en cuanto a hacer frente y combatir a los enemigos en defensa de los musulmanes y de la civilización islámica y los lugares santos, el primero de los cuales es la Mezquita al-Aqsa, insta a los pueblos árabes e islámicos, a sus gobiernos, a las agrupaciones populares y oficiales, a temer a Alá en lo que concierne a su visión del Movimiento de Resistencia Islámica y sus tratos con él. Deben respaldarlo y apoyarlo, como Alá quiere que hagan, facilitándole más y más fondos hasta que se cumpla el propósito de Alá, cuando se cierren las filas, combatientes se unan a combatientes y en todo el mundo islámico las masas den un paso al frente en respuesta a la llamada del deber, proclamando en alta voz: Gloria a la Yihad. Su grito llegará a los cielos y seguirá resonando hasta que la liberación se logre, los invasores sean vencidos y se realice la victoria de Alá.
    “Y Alá auxiliará, ciertamente, al que esté de su lado; porque Alá es fuerte y poderoso.” (C 22:40)

    CAPITULO QUINTO

    EL TESTIMONIO DE LA HISTORIA

    A lo largo de la historia haciendo frente a los invasores:

    Artículo 34) Palestina es el ombligo del orbe y la encrucijada de los continentes. Desde los albores de la historia ha sido el objetivo de expansionistas. El mismo Profeta, que Alá le bendiga y le dé la salvación, apuntó a ese hecho en el noble Hadiz con que apeló a su honorable compañero Ma’adh ben-Jabal, diciendo: “Oh Ma’ath, Alá abra ante ti, cuando yo ya no esté, Siria desde Al-Arish hasta el Éufrates. Sus hombres, mujeres y esclavos permanecerán allí firmemente hasta el Día del Juicio. Aquel de vosotros que escoja una de las costas de Siria, o la Tierra Santa, estará en lucha constante hasta el Día del Juicio”.

    Los expansionistas han puesto más de una vez sus ojos en Palestina, a la que atacaron con sus ejércitos para cumplir sus designios sobre ella. Así fue como los Cruzados vinieron con sus ejércitos, trayendo consigo su credo y portando su Cruz. Pudieron derrotar a los musulmanes por un tiempo, pero los musulmanes sólo fueron capaces de recuperar la tierra cuando se pusieron bajo la protección de su estandarte religioso, unieron su palabra, santificaron el nombre de Alá y se lanzaron a la lucha bajo el liderazgo de Salah ed-Din al-Ayyubi. Lucharon durante casi veinte años, y al final los Cruzados fueron derrotados y Palestina liberada. “Di a quienes no creen: Seréis vencidos y arrojados juntos al infierno; un mal lecho será.” (C 3:12)
    Esa es la única manera de liberar a Palestina. No cabe ninguna duda acerca del testimonio de la historia. Es una de las leyes del universo y una de las reglas de la existencia. Nada sino el hierro puede vencer al hierro. Su credo falso y vano sólo puede ser derrotado por el recto credo islámico. A un credo sólo se le combate con un credo, y al final la victoria es para los justos, porque la justicia es ciertamente victoriosa.

    “Nuestra palabra ha sido ya dada anteriormente a nuestros siervos los enviados; que ciertamente serían auxiliados contra los infieles, y que nuestros ejércitos serán sin duda los conquistadores.” (C 37:171-173)

    Artículo 35) El Movimiento de Resistencia Islámica contempla seriamente la derrota de los Cruzados a manos de Salah ed-Din al-Ayyubi y el rescate de Palestina de sus manos, así como la derrota de los tártaros en Ein Galot, el quebrantamiento de su poder a manos de Qataz y Al-Dhaher Bivers y la salvación del mundo árabe de la acometida tártara que se proponía destruir todo sentido de la civilización humana. El Movimiento extrae enseñanzas y ejemplos de todo esto. La presente acometida sionista también ha sido precedida por ataques de los Cruzados desde Occidente y otros ataques de los tártaros desde Oriente. Lo mismo que los musulmanes hicieron frente a esos ataques y planearon la manera de combatirlos y derrotarlos, deben ser capaces de hacer frente a la invasión sionista y derrotarla. Ciertamente no es ningún problema para Alá el Todo poderoso, siempre que las intenciones sean puras, que la determinación sea sincera y que los musulmanes aprendan de experiencias pasadas, se libren de los efectos de la invasión ideológica y sigan las costumbres de sus antepasados.

    CONCLUSIÓN

    El Movimiento de Resistencia Islámica se compone de soldados:

    Artículo 36) Mientras allana su camino, el Movimiento de Resistencia Islámica subraya una y otra vez para todos los hijos de nuestro pueblo, para las naciones árabes e islámicas, que no persigue fama personal, ganancia material ni relieve social. No pretende competir con nadie de nuestro pueblo ni ocupar su sitio. Nada de eso en absoluto. No actuará contra ninguno de los hijos de los musulmanes ni contra aquellos no musulmanes que se muestren pacíficos hacia él, aquí o en cualquier otro lugar. Servirá únicamente como apoyo para todas las agrupaciones y organizaciones que actúan contra el enemigo sionista y sus lacayos.

    El Movimiento de Resistencia Islámica adopta el Islam como modo de vida. El Islam es su credo y religión. Quienquiera que tome el Islam como modo de vida, ya sea una organización, una agrupación, un país o cualquier otra colectividad, el Movimiento de Resistencia Islámica se considera su tropa y nada más.
    Pedimos a Alá que nos muestre el camino recto, que nos convierta en ejemplo para otros y que falle entre nosotros y nuestro pueblo con justicia. “Señor, falla según justicia entre nosotros y nuestro pueblo, pues tú eres el mejor juez.” (C 7:89)

    Sea la última de nuestras plegarias la alabanza a Alá, el Dueño del Universo.

  41. Carlos Vidal diz:

    caro tribunus, vou ficar-me por este derradeiro comentário, não poderia prolongar este post como prolonguei a nossa anterior discussão (por cerca de 100 profícuos comentários). Os nossos pontos de vista são irreconciliáveis quanto ao conflito israel-palestiniano: Uma observação final, pois :

    – os estatutos do Hamas não serão mudados com bombardeamentos em massa (nem com a recorrência ao urânio empobrecido e ao fósforo branco que, criminosamente e contra todas as leis da guerra, Israel usou e usará)
    – Outra discussão que poderíamos encetar interminavelmente seria a responsabilidade israelita (dos seus serviços secretos) na criação ou reforço do Hamas ( paralela à dos EUA na organização e formação dos mujahiddin no Afeganistão). Israel interessou-se pelo Hamas quando este servia de inimigo de Arafat e da Fatah, os EUA usaram Bin Laden contra os soviéticos. Tudo isto já é, infelizmente, banal, banal demais. Até breve.

  42. tribunus diz:

    O Comentário de ezequiel
    Data: 1 de Fevereiro de 2009, 21:47

    “adenda: O terrorismo não deve ser combatido com guerras CONVENCIONAIS.”

    Caro ezequiel,

    Bastaria ter dito isto que nós entenderiamos. Portanto, creio, defende uma de duas coisas:

    1. Aguentar com milhares de lançamentos de morteiros, mísseis Qassam e Grad, bombistas-suicidas sobre a população civil, enterrar os mortos, curar os feridos, enquanto se tenta combater o terrorismo por outros meios que se esqueceu de identificar;
    2. Combater terrorismo com terrorismo, sem esquecer a proporcionalidade reivindicada pela indústria de direitos humanos: Agora lanço eu um míssil, mato um civil, tu já podes lançar um míssil do mesmo tipo (já agora compra-o a nós), matar um civil e esperas aí quietinho que nós voltemos a atacar-te”.

    É isso?

    Só que as coisas na realidade, na prática, não funcionam assim. A maior catástrofe da história da humandade, a 2.ª Grande Guerra (cerca de 65 milhões de mortos, esmagadora maioria civis) talvez pudesse ter sido evitada se Chamberlain tem ouvido Estaline que recomendava “a pre-emptive strike” sobre Hitler.

    A que opinião pública se refere? À que é incitada pelo fundamentalismo religoso do lado Islâmico, à que é incitada por uma comunicação social ocidental hoje dominada pelo eufemismo anti-sionismo disfarçando o antisemitismo de sempre?

    Acha mesmo que Israel deve pôr as vidas de 1 milhão de civis junto à fronteira do “hamasquistão” nas mãos dessa opinião pública?

    Acha que devemos ignorar o verdadeiro objectivo do Hamas?

    Acabo de postar os Estatutos do Hamas na sua versão castelhana. Pode ler e tirar ilações. Como é que se negocia com um movimento que afirma claramente que:

    “Soluciones pacíficas, iniciativas y conferencias internacionales:

    Artículo 13) Las iniciativas, y las llamadas soluciones pacíficas y conferencias internacionales, están en contradicción con los principios del Movimiento de Resistencia Islámica”???

  43. tribunus diz:

    Caro Carlos Vidal,

    Cito-o: “Israel interessou-se pelo Hamas quando este servia de inimigo de Arafat e da Fatah, os EUA usaram Bin Laden contra os soviéticos.”

    Não é a informação que tenho. Importa-se de dar-me dados verificáveis sobre as duas alegações?

    A informação que tenho é:

    1. Hamas nasceu em 1987/88 pelo sheik Ahmed Yassin (várias vezes preso por Israel e várias vezes solto), um homem paralítico e cego, inspirador de inúmeras mortes, quando Arafat reconheceu Israel e para continuar o objectivo que Arafat rejeitara para inglês ver: a destruição do Estado de Israel. Arafat, até ser posto em “prisão” domiciliar, nunca moveu uma palha para impedir as acções do Hamas contra Israel. Mas o seu berço ideológico é um grupo árabe dos anos 40, fundado no Egipto, chamado Irmandade Muçulmana. Que Israel com ele tenha feito uma aliança informal circunstancial só não entende quem nunca andou metido em guerras. Se há que possa servir de tapão entre duas forças beligerantes, que se use. Nós tivemos um rei, o primeiro, que era mestre em alianças circunstanciais e devia, por isso, estar no Guiness. Se essas alianças, nunca teria fundado Portugal. Estas alianças circunstancias são um recurso inteligente.

    2. Não é verdade que bin Laden tenha tido alguma assistência da CIA no Afeganistão. Aliás, a CIA não lidava directamente com os “mujadines”, uma vez que o Paquistão se impunha como intermediário. O chefe dos “mujadines” era Abdullah Azzam, que se acredita bin Laden mandou assassinar, formando então a Al-Qaeda. Mas bin Laden só adquire notoriedade internacional já depois da fase afegã, quando é obrigado a exilar-se do seu país natal, Arábia Saudita, e se refugia no Sudão em 1991.

    Veja este video http://www.youtube.com/watch?v=fjUFFvM7SUI

    Cordialmente tribunus

  44. Subscrevendo: “O terrorismo não deve ser combatido com guerras CONVENCIONAIS”.
    Uma mera posição de “bom senso” leva-nos a não assumir-mos guerras civilizacionais, os muçulmanos os ocidentais; a politica do Obama percebe isso e parece querer pô-la em prática.
    A laicidade do estado é um valor a preservar. Sem estar a querer ser procurador, não me parece que o CV assuma uma posição diferente, não percebo por isso onde é que está um alinhamento com o fundamentalismo islâmico.
    O que activa então o superocidentalismo? o medo duma cultura que põe em causa certos valores que aceitamos transversais a todos e que estão inscritos nas convenções dos direitos do homem.
    Mas será razoável avançar-mos com novas cruzadas, não trará isso perversos efeitos? A luta contra o radicalismo (todos os radicalismos) não necessitará duma intervenção mais de cariz social exigindo um combate politico mais inteligente?
    O que me assusta isso sim, e enoja até, é uma politica ocidental absolutamente inoperante perante a urgência da criação de dois estados viáveis.

  45. Carlos Vidal diz:

    caro tribunus

    Você insiste nas suas fontes, crê nelas. Eu insisto nas minhas, não saímos daqui:

    Vamos por duas partes, então:

    1. Hamas – ligação à Mossad (a bibliografia é gigantesca, fiquemo-nos por aqui):

    http://www.globalresearch.ca
    Centre for Research on Globalisation
    Centre de recherche sur la mondialisation

    Hamas is a Creation of Mossad
    by Hassane Zerouky
    Global Outlook, No 2, Summer 2002
    http://www.globalresearch.ca 23 March 2004
    The URL of this article is: http://globalresearch.ca/articles/ZER403A.html

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    Thanks to the Mossad, Israel’s “Institute for Intelligence and Special Tasks”, the Hamas was allowed to reinforce its presence in the occupied territories. Meanwhile, Arafat’s Fatah Movement for National Liberation as well as the Palestinian Left were subjected to the most brutal form of repression and intimidation

    Let us not forget that it was Israel, which in fact created Hamas. According to Zeev Sternell, historian at the Hebrew University of Jerusalem, “Israel thought that it was a smart ploy to push the Islamists against the Palestinian Liberation Organisation (PLO)”.

    Ahmed Yassin, the spiritual leader of the Islamist movement in Palestine, returning from Cairo in the seventies, established an Islamic charity association. Prime Minister Golda Meir, saw this as a an opportunity to counterbalance the rise of Arafat’s Fatah movement.

    [MUITA ATENÇÃO A ESTA POSIÇÃO DE GOLDA MEIR]

    According to the Israeli weekly Koteret Rashit (October 1987), “The Islamic associations as well as the university had been supported and encouraged by the Israeli military authority” in charge of the (civilian) administration of the West Bank and Gaza. “They [the Islamic associations and the university] were authorized to receive money payments from abroad.”

    The Islamists set up orphanages and health clinics, as well as a network of schools, workshops which created employment for women as well as system of financial aid to the poor. And in 1978, they created an “Islamic University” in Gaza. “The military authority was convinced that these activities would weaken both the PLO and the leftist organizations in Gaza.” At the end of 1992, there were six hundred mosques in Gaza. Thanks to Israel’s intelligence agency Mossad (Israel’s Institute for Intelligence and Special Tasks) , the Islamists were allowed to reinforce their presence in the occupied territories. Meanwhile, the members of Fatah (Movement for the National Liberation of Palestine) and the Palestinian Left were subjected to the most brutal form of repression.

    In 1984, Ahmed Yassin was arrested and condemned to twelve years in prison, after the discovery of a hidden arms cache. But one year later, he was set free and resumed his activities. And when the Intifada (‘uprising’) began, in October 1987, which took the Islamists by surprise, Sheik Yassin responded by creating the Hamas (The Islamic Resistance Movement): “God is our beginning, the prophet our model, the Koran our constitution”, proclaims article 7 of the charter of the organization.

    Ahmed Yassin was in prison when, the Oslo accords (Declaration of Principles on Interim Self-Government) were signed in September 1993. The Hamas had rejected Oslo outright. But at that time, 70% of Palestinians had condemned the attacks on Israeli civilians. Yassin did everything in his power to undermine the Oslo accords. Even prior to Prime Minister Rabin’s death, he had the support of the Israeli government. The latter was very reluctant to implement the peace agreement.

    The Hamas then launched a carefully timed campaign of attacks against civilians, one day before the meeting between Palestinian and Israeli negotiators, regarding the formal recognition of Israel by the National Palestinian Council. These events were largely instrumental in the formation of a Right wing Israeli government following the May 1996 elections.

    Quite unexpectedly, Prime Minister Netanyahu ordered Sheik Ahmed Yassin to be released from prison (“on humanitarian grounds”) where he was serving a life sentence. Meanwhile, Netanyahu, together with President Bill Clinton, was putting pressure on Arafat to control the Hamas. In fact, Netanyahu knew that he could rely, once more, on the Islamists to sabotage the Oslo accords. Worse still: after having expelled Yassin to Jordan, Prime Minister Netanyahu allowed him to return to Gaza, where he was welcomed triumphantly as a hero in October 1997.

    Arafat was helpless in the face of these events. Moreover, because he had supported Saddam Hussein during the1991 Gulf war, (while the Hamas had cautiously abstained from taking sides), the Gulf states decided to cut off their financing of the Palestinian Authority. Meanwhile, between February and April 1998, Sheik Ahmad Yassin was able to raise several hundred million dollars, from those same countries. The the budget of The Hamas was said to be greater than that of the Palestinian Authority. These new sources of funding enabled the Islamists to effectively pursue their various charitable activities. It is estimated that one Palestinian out of three is the recipient of financial aid from the Hamas. And in this regard, Israel has done nothing to curb the inflow of money into the occupied territories.

    The Hamas had built its strength through its various acts of sabotage of the peace process, in a way which was compatible with the interests of the Israeli government. In turn, the latter sought in a number of ways, to prevent the application of the Oslo accords. In other words, Hamas was fulfilling the functions for which it was originally created: to prevent the creation of a Palestinian State. And in this regard, Hamas and Ariel Sharon, see eye to eye; they are exactly on the same wave length.

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    © Copyright H ZEROUKY 2004. For fair use only/ pour usage équitable seulement. This article originally appeared in French in L’Humanité. Translation by Global Outlook, 2002.

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    2. CIA – Bin Laden (também, a bibliografia é extensíssima):

    Afghanistan, the CIA, bin Laden,
    and the Taliban
    by Phil Gasper
    International Socialist Review, November-December 2001

    The U.S. war on Afghanistan is a brutal attack on a country that has already been almost destroyed by more than 20 years of foreign invasion and civil war.’ The Soviet occupation, which lasted from 1979 to 1989, left more than a million people dead. Millions still live in refugee camps More than 500,000 orphans are disabled. Ten million land mines still litter the country, killing an average of 90 people per month. At 43 years, life expectancy in Afghanistan is on average 17 years lower than that for people in other developing countries. The countryside is devastated and is currently experiencing a severe drought, with 7.5 million people threatened with starvation. The death and destruction wrought by the U.S. bombing campaign-and the cut off of food aid deliveries it has caused-have already killed hundreds and produced thousands more refugees scrambling to escape into Pakistan.
    But not only is Washington attacking one of the poorest countries in the world, past U.S. government actions are in no small part responsible for the current situation in Afghanistan. The Bush administration claims to be targeting Osama bin Laden, who it says masterminded the September 11 terror attacks on the World Trade Center and the Pentagon (even though it has offered no concrete evidence to back up this accusation), and Afghanistan’s Taliban government, which is sheltering him. But as the Economist magazine noted soon after September 11, ” [U.S.] policies in Afghanistan a decade and more ago helped to create both Osama bin Laden and the fundamentalist Taliban regime that shelters him.” An examination of this history will reveal the extent to which U.S. foreign policy is based on hypocrisy, realpolitik, and the short-term pursuit of narrow interests.

    Before the Russians invaded
    Modern Afghanistan was created in the nineteenth century as a buffer state between the Russian and British empires as they played their “great game” in the region. This historical circumstance, coupled with the country’s forbidding mountainous terrain, not only made it difficult for imperialist countries to conquer Afghanistan (it did not undergo colonial rule), but also resulted in little economic development.
    The country contains many different ethnic groups. The Pashtuns-from whom Afghanistan’s traditional rulers have come-constitute 52 percent of the population. The Hazaras are 19 percent of the population. The Tajiks in the north constitute 21 percent; Uzbeks, also in the north, 5 percent. About 85 percent of Afghans are Sunni Muslims, and about 15 percent, among the Hazaras, are Shia Muslims.
    Afghanistan survived as a medieval island in the modern world, characterized by backwardness and extreme poverty. In the postwar period, some changes began to occur as a result of foreign aid from the USSR and, to a lesser extent, the U.S., which were vying for influence during the Cold War. Power shifted toward the state, and an educated middle class began to emerge. But industry still barely existed.
    In 1973, following a severe drought, King Zaher’s cousin Daud overthrew Zaher’s corrupt and repressive regime and declared a republic. But government corruption increased and promised modernization did not take place. Meanwhile, Daud began to collaborate more closely with the Shah of Iran. Lower-level officials and members of the middle class grew increasingly discontented. In April 1978, as Daud attempted to move against his opponents on the left, he was overthrown and killed by army officers sympathetic to the pro-Soviet People’s Democratic Party of Afghanistan (PDPA).
    Following the coup, a broad ruling coalition was set up, controlled by the Khalq, one of the PDPA’s two factions. Nur Mohammad Taraki, a well-known novelist, became president. Within a few months, however, the Khalq pushed Barbrak Karmal and other members of the rival Parcham faction out of the government. Karmal was made ambassador to Prague, and other Parchami were also given diplomatic posts. The new government lacked any social base outside Kabul, and its program of reforms soon provoked a popular backlash. The Kabul regime was completely isolated from the mass of the population in the countryside:
    [They] had neither survey information nor local leaders with knowledge of actual conditions in the countryside. In short, it would have been virtually impossible for them to devise a successful land-reform program. As it was, their reforms were implemented by blundering and often brutal officials from the city who dropped into the countryside by parachute.
    Rebellion and resistance started to spread around the country. The resistance was spontaneous, but soon came to be led by an alliance of conservative Islamic groups who referred to themselves as “majahideen” (holy warriors). By the spring of 1979, rebellion had spread to most of the country’s 29 provinces. On March 24, a garrison of soldiers in Herat killed a group of Soviet advisers (and their families) who had ordered Afghan troops to fire on antigovernment demonstrators. From this point, the regime was no longer merely isolated from peasants in the countryside, but divided by open hostility from an overwhelming majority of all the people. The regime had no choice now but to crush much of the population…. [Prime Minister Hafizullah] Amin’s secret police and a repressive civilian police force went into action across Afghanistan, and army troops were sent into the countryside to subdue “feudal” villagers.
    Government repression was severe. “Mass arrests were commonly followed by torture and execution without trial. Police terror was common in the city as well as the countryside, where virtually all social groups joined in the rebellion.” The rebels’ tactics were equally brutal. The Washington Post reported that the mujahideen liked to “torture victims by first cutting off their noses, ears, and genitals, then removing one slice of skin after another.”
    As the situation got out of control, the Soviets advised Taraki to dismiss Amin, reunite with Parcham, and adopt a policy of “democratic nationalism.” But Amin got wind of the plan and arrested Taraki in September, assassinating him soon afterward. Amin was now in the position of publicly accusing the Russians of plotting to overthrow the Afghan government while being totally dependent on Soviet military and economic support.
    In December, hard-liners in Moscow decided that Amin had to go. They believed that he could be removed by a dramatic show of force and quietly replaced by Karmal. On December 27, a force of 5,000 Soviet troops advanced on Kabul, but Amin refused to leave office quietly and fought back. On December 28, ” [a]fter twelve hours of bitter combat with Soviet forces at the presidential palace, Amin was killed, along with 2,000 loyal members of his armed forces.” Having killed the man whom they claimed had invited them into the country, the Russians proclaimed Karmal to be president and flew him back from Moscow. Within a few days, the number of Soviet troops in Afghanistan had reached 80,000. The figure later climbed to more than 100,000. What was to be nearly a decade of Russian occupation had begun.

    [ATENÇÃO TRIBUNUS, ESTA PARTE É A MAIS IMPORTANTE]

    The CIA’s anticommunist jihad
    President Jimmy Carter immediately declared that the invasion jeopardized vital U.S. interests, because the Persian Gulf area was “now threatened by Soviet troops in Afghanistan. But the Carter administration’s public outrage at Russian intervention in Afghanistan was doubly duplicitous. Not only was it used as an excuse for a program of increased military expenditure that had in fact already begun, but the U.S. had in fact been aiding the mujahideen for at least the previous six months, with precisely the hope of provoking a Soviet response. Former CIA director Robert Gates later admitted in his memoirs that aid to the rebels began in June 1979. In a candid 1998 interview, Zbigniew Brezinski, Carter’s national security adviser, confirmed that U.S. aid to the rebels began before the invasion:
    According to the official version of history, CIA aid to the mujahideen began during 1980, that is to say, after the Soviet army invaded Afghanistan [in] December 1979. But the reality, secretly guarded until now, is completely otherwise: indeed, it was July 3, 1979, that President Carter signed the first directive for secret aid to the opponents of the pro-Soviet regime in Kabul. And that very day, I wrote a note to the president in which I explained to him that in my opinion this aid was going to induce a Soviet military intervention…. We didn’t push the Russians to intervene, but we knowingly increased the probability that they would….
    That secret operation was an excellent idea. It had the effect of drawing the Russians into the Afghan trap…. The day that the Soviets officially crossed the border, I wrote to President Carter: We now have the opportunity of giving to the USSR its Vietnam War.”
    The Carter administration was well aware that in backing the mujahideen it was supporting forces with reactionary social goals, but this was outweighed by its own geopolitical interests. In August 1979, a classified State Department report bluntly asserted that “the United States’ larger interest…would be served by the demise of the Taraki-Amin regime, despite whatever setbacks this might mean for future social and economic reforms in Afghanistan.” That same month, in a stunning display of hypocrisy, State Department spokesperson Hodding Carter piously announced that the U.S. “expect[s] the principle of nonintervention to be respected by all parties in the area, including the Soviet Union.”
    The Russian invasion in December was the signal for U.S. support to the Afghan rebels to increase dramatically.
    Three weeks after Soviet tanks rolled into Kabul, Carter’s secretary of defense, Harold Brown, was in Beijing arranging for a weapons transfer from the Chinese to the ClA-backed Afghani troops mustered in Pakistan. The Chinese, who were generously compensated for the deal, agreed and even consented to send military advisers. Brown worked out a similar arrangement with Egypt to buy $15 million worth of weapons. “The U.S. contacted me,” [then-Egyptian president] Anwar Sadat recalled shortly before his assassination [in 1981]. “They told me, ‘Please open your stores for us so that we can give the Afghans the armaments they need to fight.’ And I gave them the armaments. The transport of arms to the Afghans started from Cairo on U.S. planes.”
    By February 1980, the Washington Post reported that the mujahideen was receiving arms coming from the U.S. government.
    The objective of the intervention, as spelled out by Brezinski, was to trap the Soviets in a long and costly war designed to drain their resources, just as Vietnam had bled the United States. The high level of civilian casualties that this would certainly entail was considered but set aside. According to one senior official, “The question here was whether it was morally acceptable that, in order to keep the Soviets off balance, which was the reason for the operation, it was permissible to use other lives for our geopolitical interests.” Carter’s CIA director Stansfield Turner answered the question: “I decided I could live with that.” According to Representative Charles Wilson, a Texas Democrat,
    There were 58,000 dead in Vietnam and we owe the Russians one…. I have a slight obsession with it, because of Vietnam. I thought the Soviets ought to get a dose of it…. I’ve been of the opinion that this money was better spent to hurt our adversaries than other money in the Defense Department budget.
    The mujahideen consisted of at least seven factions, who often fought amongst themselves in their battle for territory and control of the opium trade. To hurt the Russians, the U.S. deliberately chose to give the most support to the most extreme groups. A disproportionate share of U.S. arms went to Gulbuddin Hekmatyar, “a particularly fanatical fundamentalist and woman-hater.”‘ According to journalist Tim Weiner, ” [Hekmatyar’s] followers first gained attention by throwing acid in the faces of women who refused to wear the veil. CIA and State Department officials I have spoken with call him ‘scary,’ ‘vicious,’ ‘a fascist,’ ‘definite dictatorship material.”
    There was, though, a kind of method in the madness: Brezinski hoped not just to drive the Russians out of Afghanistan, but to ferment unrest within the Soviet Union itself. His plan, says author Dilip Hiro, was “to export a composite ideology of nationalism and Islam to the Muslim-majority Central Asian states and Soviet Republics with a view to destroying the Soviet order.” Looking back in 1998, Brezinski had no regrets. “What was more important in the world view of history?… A few stirred-up Muslims or the liberation of Central Europe and the end of the Cold War>”
    With the support of Pakistan’s military dictator, General Zia-ul-Haq, the U.S. began recruiting and training both mujahideen fighters from the 3 million Afghan refugees in Pakistan and large numbers of mercenaries from other Islamic countries. Estimates of how much money the U.S. government channeled to the Afghan rebels over the next decade vary, but most sources put the figure between $3 billion and $6 billion, or more. Whatever the exact amount, this was “the largest covert action program since World War II” – much bigger, for example, than Washington’s intervention in Central America at the same time, which received considerably more publicity. According to one report:
    The CIA became the grand coordinator: purchasing or arranging the manufacture of Soviet-style weapons from Egypt, China, Poland, Israel and elsewhere, or supplying their own; arranging for military training by Americans, Egyptians, Chinese and Iranians; hitting up Middle-Eastern countries for donations, notably Saudi Arabia which gave many hundreds of millions of dollars in aid each year, totaling probably more than a billion; pressuring and bribing Pakistan-with whom recent American relations had been very poor-to rent out its country as a military staging area and sanctuary; putting the Pakistani Director of Military Operations, Brigadier Mian Mohammad Afzal, onto the CIA payroll to ensure Pakistani cooperation.
    When Ronald Reagan became president in 1981, he found the Democratic-controlled Congress eager to increase spending on the Afghan war. A congressional staffer told a reporter, “It was a windfall [for the new administration]. They’d faced so much opposition to covert action in Central America and here comes the Congress helping and throwing money at them, putting money their way and they say, ‘Who are we to say no?”
    Aid to the mujahideen, who Reagan praised as “freedom fighters,” increased, but initially Afghanistan was not a priority:
    In the first years after the Reagan administration inherited the Carter program, the covert Afghan war “tended to be handled out of [CIA director William] Casey’s back pocket,” recalled Ronald Spiers, a former U.S. ambassador to Pakistan, the base of the Afghan rebels. Mainly from China’s government, the CIA purchased assault rifles, grenade launchers, mines and SA-7 light antiaircraft weapons, and then arranged for shipment to Pakistan…. The amounts were significant-10,000 tons of arms and ammunition in 1983, according to [Pakistani General Mohammed] Yousaf-but a fraction of what they would be in just a few years.
    In March 1985, the Reagan administration issued National Security Decision Directive 166,29 a secret plan to escalate covert action in Afghanistan dramatically:
    Abandoning a policy of simple harassment of Soviet occupiers, the Reagan team decided secretly to let loose on the Afghan battlefield an array of U.S. high technology and military expertise in an effort to hit and demoralize Soviet commanders and soldiers….
    Beginning in 1985, the CIA supplied mujahideen rebels with extensive satellite reconnaissance data of Soviet targets on the Afghan battlefield, plans for military operations based on the satellite intelligence, intercepts of Soviet communications, secret communications networks for the rebels, delayed timing devices for tons of C-4 plastic explosives for urban sabotage, and sophisticated guerrilla attacks, long-range sniper rifles, a targeting device for mortars that was linked to a U.S. Navy satellite, wire-guided anti-tank missiles, and other equipment.
    Between 1986 and 1989, the mujahideen were also provided with more than 1,000 state-of-the-art, shoulder-fired Stinger antiaircraft missiles.
    By 1987, the annual supply of arms had reached 65,000 tons, and a “ceaseless stream” of CIA and Pentagon officials were

    visiting Pakistani Inter-Services Intelligence (ISI) headquarters in Rawalpindi and helping to plan mujahideen operations:
    At any one time during the Afghan fighting season, as many as 11 ISI teams trained and supplied by the CIA accompanied mujahideen across the border to supervise attacks, according to Yousaf and Western sources. The teams attacked airports, railroads, fuel depots, electricity pylons, bridges and roads….
    CIA operations officers helped Pakistani trainers establish schools for the mujahideen in secure communications, guerrilla warfare, urban sabotage and heavy weapons.
    Although the CIA claimed that the purpose was to attack military targets, mujahideen trained in these techniques, and using chemical and electronic-delay bomb timers supplied by the U.S., carried out numerous car bombings and assassination attacks in Kabul itself.

    Bin Laden and the Arab-Afghans
    As well as training and recruiting Afghan nationals to fight the Soviets, the CIA permitted its ISI allies to recruit Muslim extremists from around the world. Pakistani journalist Ahmed Rashid reports:
    Between 1982 and 1992, some 35,000 Muslim radicals from 43 Islamic countries in the Middle East, North and East Africa, Central Asia and the Far East would pass their baptism under fire with the Afghan mujahideen. Tens of thousands more foreign Muslim radicals came to study in the hundreds of new madrassas [religious schools] that Zia’s military government began to fund in Pakistan and along the Afghan border. Eventually more than 100,000 Muslim radicals were to have direct contact with Pakistan and Afghanistan and be influenced by the jihad [against the USSR].
    In camps near Peshawar and in Afghanistan, these radicals met each other for the first time and studied trained and fought together. It was the first opportunity for most of them to learn about Islamic movements in other countries, and they forged tactical and ideological links that would serve them well in the future. The camps became virtual universities for future Islamic radicalism.
    One of the first non-Afghan volunteers to join the ranks of the mujahideen was Osama bin Laden, a civil engineer and businessman from a wealthy construction family in Saudi Arabia, with close ties to members of the Saudi royal family. Bin Laden recruited 4,000 volunteers from his own country and developed close relations with the most radical mujahideen leaders. He also worked closely with the CIA, raising money from private Saudi citizens. By 1984, he was running the Maktab al-Khidamar, an organization set up by the ISI to funnel “money, arms, and fighters from the outside world in the Afghan war.”
    Since September 11, CIA officials have been claiming they had no direct link to bin Laden. These denials lack credibility. Earlier this year, the trial of defendants accused of the 1998 U.S. embassy bombing in Kenya disclosed that the CIA shipped high-powered sniper rifles directly to bin Laden’s operation in 1989. Even the Tennessee-based manufacturer of the rifles confirmed this. According to the Boston Globe,
    Some military analysts and specialists on the weapons trade say the CIA has spent years covering its tracks on its early ties to the Afghan forces…. Despite the ClA’s denials, these experts say it was inevitable that the military training in guerrilla tactics and the vast reservoir of money and arms that the CIA provided in Afghanistan would have ended up helping bin Laden and his forces during the 1980s.
    “In 1988, with U.S. knowledge, bin Laden created Al Qaeda (The Base): a conglomerate of quasi independent Islamic terrorist cells spread across at least 26 countries,” writes Indian journalist Rahul Bhedi. “Washington turned a blind eye to Al-Qaeda, confident that it would not directly impinge on the U.S.” After the Soviet withdrawal, however, bin Laden and thousands of other volunteers returned to their own countries:
    Their heightened political consciousness made them realize that countries like Saudi Arabia and Egypt were just as much client regimes of the United States as the Najibullah regime [in Afghanistan] has been of Moscow.
    In their home countries they built a formidable constituency-popularly known as “Afghanis”-who combined strong ideological convictions with the guerrilla skills they had acquired in Pakistan and Afghanistan under CIA supervision.
    Over the past 10 years, the “Afghani” network has been linked to terrorist attacks not only on U.S. targets, but also in the Philippines, Pakistan, Saudi Arabia, France, Tajikistan, Azerbaijan, China, Egypt, Algeria, Morocco, and elsewhere. “This is an insane instance of the chickens coming home to roost,” one U.S. diplomat in Pakistan told the Los Angeles Times. “You can’t plug billions of dollars into an anti-Communist jihad, accept participation from all over the world and ignore the consequences. But we did.

    Romancing the Taliban
    As the Russians withdrew from Afghanistan in early 1989, American policymakers celebrated with champagne, while the country itself collapsed into virtual anarchy. Almost a quarter of the population was living in refugee camps and most of the country was in ruins. Different factions of the mujahideen struggled for power in the countryside, while the government of Muhammed Najibullah, the last Soviet-installed president controlled Kabul. Eventually, in April 1992, Kabul fell to some of the mujahideen factions and Burhannudin Rabbani was de dared president, but civil war continued unabated. Hekmatyar in particular was dissatisfied with the new distribution 0 power. With his huge stock of U.S.-supplied weapons, h began an artillery and rocket assault on Kabul that lasted for almost three years, even after he was appointed prime minister in 1993. “The barrage…killed more than 10,000 Afghans [drove] hundreds of thousands into squalid refugee camps, created political chaos, and blocked millions of exiles from returning.” The rest of the country disintegrated into isolated fiefdoms dominated by local warlords.
    In 1994, a new group, the Taliban (Pashtun for “students”), emerged on the scene. Its members came from madrassas set up by the Pakistani government along the border and funded by the U.S., Britain, and the Saudis, where they had received theological indoctrination and military training. Thousands of young men-refugees and orphans from the war in Afghanistan-became the foot soldiers of this movement:
    These boys were from a generation who had never seen their country at peace-an Afghanistan not at war with invaders and itself. They had no memories of their tribes, their elders, their neighbors nor the complex ethnic mix of peoples that made up their villages and their homeland. These boys were what the war had thrown up like the sea’s surrender on the beach of history …
    They were literally the orphans of war, the rootless and restless, the jobless and the economically deprived with little self-knowledge. They admired war because it was the only occupation they could possibly adapt to. Their simple belief in a messianic, puritan Islam which had been drummed into them by simple village mullahs was the only prop they could hold on to and which gave their lives some meaning. Untrained for anything, even the traditional occupations of their forefathers such as farming, herding or the making of handicrafts, they were what Karl Marx would have termed Afghanistan’s lumpen proletariat.
    With the aid of the Pakistani army, the Taliban swept across most of the exhausted country promising a restoration of order and finally capturing Kabul in September 1996. The Taliban imposed an ultra-sectarian version of Islam, closely related to Wahhabism, the ruling creed in Saudi Arabia. Women have been denied education, health care, and the right to work. They must cover themselves completely when in public. Minorities have been brutally repressed. Even singing and dancing in public are forbidden.
    The Taliban’s brand of extreme Islam had no historical roots in Afghanistan. The roots of the Taliban’s success lay in 20 years of “jihad” against the Russians and further devastation wrought by years of internal fighting between the warlord factions. Initially, villagers-especially the majority Pashtuns in the south who shared the Taliban’s ethnicity-welcomed them as a force that might end the warfare and bring some order and peace to Afghanistan. Their lack of a social base within Afghanistan made them appear untainted by the factional warfare, and their moral purism made them appear above compromise. Before launching their war to conquer power, they first won some public support by appearing as the avenger against the warlords’ raping of women and boys. Of course, they could not have risen so far and so fast without the financial and military backing of Pakistan.
    The U.S. government was well aware of the Taliban’s reactionary program, yet it chose to back their rise to power in the mid-1990s. The creation of the Taliban was “actively encouraged by the ISI and the CIA,” according to Selig Harrison, an expert on U.S. relations with Asia. “The United States encouraged Saudi Arabia and Pakistan to support the Taliban, certainly right up to their advance on Kabul,” adds respected journalist Ahmed Rashid. When the Taliban took power, State Department spokesperson Glyn Davies said that he saw “nothing objectionable” in the Taliban’s plans to impose strict Islamic law, and Senator Hank Brown, chair of the Senate Foreign Relations Subcommittee on the Near East and South Asia, welcomed the new regime: “The good part of what has happened is that one of the factions at last seems capable of developing a new government in Afghanistan.” “The Taliban will probably develop like the Saudis. There will be Aramco [the consortium of oil companies that controlled Saudi oil], pipelines, an emir, no parliament and lots of Sharia law. We can live with that,” said another U.S. diplomat in 1997.
    The reference to oil and pipelines explains everything. Since the collapse of the USSR at the end of 1991, U.S. oil companies and their friends in the State Department have been salivating at the prospect of gaining access to the huge oil and natural gas reserves in the former Soviet republics bordering the Caspian Sea and in Central Asia. These have been estimated as worth $4 trillion. The American Petroleum Institute calls the Caspian region “the area of greatest resource potential outside of the Middle East.” And while he was still CEO of Halliburton, the world’s biggest oil services company, Vice President Dick Cheney told other industry executives, “I can’t think of a time when we’ve had a region emerge as suddenly to become as strategically significant as the Caspian.” The struggle to control these stupendous resources has given rise to what Rashid has dubbed the “new Great Game,” pitting shifting alliances of governments and oil and gas consortia against one another.
    Afghanistan itself has no known oil or gas reserves, but it is an attractive route for pipelines leading to Pakistan, India, and the Arabian Sea. In the mid-1990s, a consortium led by the California-based Unocal Corporation proposed a $4.5 billion oil and gas pipeline from Turkmenistan through Afghanistan to Pakistan. But this would require a stable central government in Afghanistan itself. Thus began several years in which U.S. policy in the region centered on “romancing the Taliban.” According to one report,
    In the months before the Taliban took power, former U.S. assistant secretary of state for South Asia Robin Raphel waged an intense round of shuttle diplomacy between the powers with possible stakes in the [Unocal] project.
    “Robin Raphel was the face of the Unocal pipeline,” said an official of the former Afghan government who was present at some of de meetings with her….
    In addition to tapping new sources of energy, de [project] also suited a major U.S. strategic aim in the region: isolating its nemesis Iran and stifling a frequently mooted rival pipeline project backed by Teheran, experts said.
    But Washington’s initial enthusiasm for the Taliban’s seizure of power provoked a hostile reaction from human rights and women’s organizations in the United States. The Clinton administration quickly decided to take a more cautious public approach. Plans to send the U.S. ambassador to Pakistan on a visit to Kabul were canceled, and the State Department decided not to recognize the new regime immediately. Nevertheless, Unocal executive vice president Chris Taggart continued to maintain, “If the Taliban leads to stability and international recognition then it’s positive.”
    Tacit U.S. support for the Taliban continued until 1998, when Washington blamed Osama bin Laden for the bombing of the U.S. embassies in Kenya and Tanzania and retaliated by launching cruise missiles at bin Laden’s alleged training camps in Afghanistan. The Taliban’s refusal to extradite bin Laden- not its atrocious human rights record-led to UN-imposed sanctions on the regime the following year. “Former Secretary of State Madeleine Albright used to say that she cared about the women suffering under the Taliban, but after the Taliban took over the U.S. accepted very few refugees,” points out journalist Laura Flanders. “In ’96 and ’97 no Afghan refugees were admitted to the United States; in ’98, only 88, in ’99, some 360.”
    Whatever the U.S. government’s current rhetoric about the repressive nature of the Taliban regime, its long history of intervention in the region has been motivated not by concern for democracy or human rights, but by the narrow economic and political interests of the U.S. ruling class. It has been prepared to aid and support the most retrograde elements if it thought a temporary advantage would be the result. Now Washington has launched a war against its former allies based on a strategic calculation that the Taliban can no longer be relied upon to provide a stable, U.S.-friendly government that can serve its strategic interests. No matter what the outcome, the war is certain to lay the grounds for more “blowback” in the future.

    Phil Gasper is a professor of Philosophy at Notre Dame de Namur University, and is also a member of the International Socialist Organization in San Francisco.

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    Boa noite, caro tribunus. Todos temos imensas fontes.
    Temos é posições políticas muito diferentes.

  46. ezequiel diz:

    Relativismo epistemológico radical, sans aucune doute! A porção da carta hamasiana citada por Peres não é uma invenção!! pois, mas é assim. enfim. todos temos as nossas fontes. e todas as fontes são + ou – iguais. a minha é igual à tua. uma outra caracteristica estrutural dos novos media. nisto, meu caro, concordo inteiramente com o prof dreyfus, de berkeley & california blonds! é quase uma crença, sabes: desconfiar das maiorias! e nem vale a pena discutir muito! até mesmo o conceito de multitude é un conceito de massa ou, in potentia, um conceito massificador (na sua mobilização…ja´se ouviu falar de uma mobilização que não fosse massificadora!! ohmessa. francamente. 🙂 devo ser um conservador inveterado disfarçado de lemingue, a passear por uma praia norueguesa, vestido com umas algas funky!!! (hey, nutty guys make me nutty! notin to do eh eh ehe) nestas coisas as transposições metafóricas do wonders. imagino-te numa comité teocrática. uhmm uhmm este teu Maoismo irrequieto!? uhmmm não sei. tenho algumas dúvidas, Carlos. e, ainda por cima, la transgression éstétik, uhm. Às vezes é sensato descer dos lofty heights da noosfera galopante e pensar nas coisas como elas seriam no mundano…

    O hamas é uma criação da Mossad. Só pode ser. E o tio patinhas fundou o global research. certo? get serious man. a Irmandade Muçulmana criou o Hamas. em todas as guerras, desde sempre, os inimigos usam-se. O hamas usa as reacções do estado de Israel nas ruas de gaza, com toda a certeza. Vidal, eu nunca vivi uma guerra, nunca participei numa guerra, mas imagino que seja coisa macabra!! conheces Judo ou Aikido? na estratégia, deve-se usar a força do adversário! aquela ideia idiota de procurar pela fraqueza deve ter sido inventada pelo mr ed, depois de mascar pajote! os livrinhos de história da segunda guerra, desde Taylor, Carr, Toynbee etc relatam acrobacias constantes entre inimigos-amigos-inimigos…chocante, sem dúvida, mas inquestionável. um “facto” a ter em conta. como dizes, ninguém é puro. uma outra “verdadinha” lixada. mas estas coisas de ontologia plural dá-me cabo do juizo. 🙂

    fazes muitas perguntas para as quais não dás quaisquer respostas.
    sorry man.
    that aint my ting 🙂

  47. ezequiel diz:

    mas apresentas uma posição, sem dúvida.
    e eu não acredito em quase nada do que afirmas nesta tua posição.
    o que fazer?
    duas posições que se afirmam irredutiveis na sua convicção?
    o que fazer?

    continuar a conversar, evidentemente.
    mill tinha razão, creio eu: só uma esfera pública vibrante pode combater o radicalismo. isto é, digerir as diferenças que se afiguram como problemáticas (imagino-te aos pulos , a ler isto como um divide and rule )eh he eh e heh : o pluralismo, além de ser agradável e cosmopolita, tem esta outra virtude. e não vai desaparecer, espero eu. apesar das teses de dreyfus, com as quais concordo.

    já viste. a luta contra o radicalismo islâmico e outros vai ser combatida nas ruas das democracias liberais Plurais….né! ou estarei errado, caro Carlos.

    PS: li online, no blobal research, que foi a Mossad foi criada por um marcian 🙂

  48. ezequiel diz:

    no boxe, o tempo que levas à procura da fraqueza significa que vais apanhar com a fortaleze mesmo em cima das trombas!! eh eheh e he h (não consigo parar de rir, Vidal. só mesmo tu 🙂 desculpa lá, (sempre me dizeram que existe alguma dignidade na diferença, por isso rio à vontade!) estou apenas a procurar por metáforas marciais adequadas…às tantas a inocente briga de comadres proporciona um outro prisma a explorar!!!frutifero, quiçá!? niinguém sabe. há fontes pa malta toda pá. prontos. tá resolvido. devo dizer que isto assusta-me. o desaparecimento ou ofuscação da verdade empirica? será isto possível?

  49. Carlos Vidal diz:

    O que parece dar-me razão, ezequiel: bravo Erdogan!
    Fez despoletar um debate que vai além das questões do Médio-Oriente, ou seja, discute-se o que fazer (Lénine, pois) quando há dados para tudo. Vamos aprendendo isto aos poucos, e o nosso amigo tribunus também. Espero.
    Para saber se podemos sair daqui (chama-se impasse isto??) recomendo ……………………….. ora, Badiou: o acontecimento, e o estudo do significado do significante «judeu». Para quê? para que alguém se aproxime da voz do judeu S. Paulo que, em vista do universal, dizia não haver «nem judeus nem gregos». O pior é que Paulo está cada vez mais longe.

  50. ezequiel diz:

    tu dás um significado completamente novo à expressão “beauty is in the eye of the beholder.” não percebo como é que depreendes que o que eu disse aqui corrobora alguma das tuas teses estapafúrdias…enfim. é cada uma.

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