O pecado original


O pecado original, em minha opinião, foi a criação de um Estado hebraico, em parte como compensação por tudo o que se passou durante a II Guerra Mundial, embora a ideia tivesse raízes mais profundas. Um Estado completamente artificial, construído por gente vinda de todo o mundo e que serviu apenas para ocupar um lugar que era dos palestinianos, mesmo que governados pela Inglaterra.
60 anos depois, parece-me lógico que Israel ganhou o direito à existência. Não há nada a fazer!
Só não ganhou, ainda, o direito ao respeito internacional. Porque, apesar de, internamente, ser uma democracia, externamente continua a ser o mais imperialista e o mais terrorista dos Estados.
Chegados a este ponto, penso que ninguém tem razão. Nem os terroristas palestinianos, nem os israelistas que, em nome da defesa das suas fronteiras, têm sido ao longo dos anos tão terroristas como os seus inimigos.
No meio, o povo de ambos os lados. Como sempre, a arraia-miúda é que sofre, como dizia António Figueira no início de 2008, porque estão nos bastidores aqueles que realmente comandam os seus destinos.
E não ver nada de criticável na acção de Israel só demonstra a que ponto pode chegar um ser humano na defesa das suas ideologias.

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