Em Europa de cegos, o cego mais antigo não é rei mas já nem estranha

Num romance que li há uns tempos (não, não é esse), quase toda a gente cegava de um dia para o outro. No meio da confusão, enquanto os piores instintos dos afectados tratavam de se manifestar com desagradável franqueza, uma classe dominante emergia: os que já estavam cegos antes do evento fatídico.
Nem sei como é que Sócrates não se lembrou desta pequena parábola para arranjar mais um argumento para nos explicar como é boa a nossa situação. A verdade é que até a associação dos comerciantes de automóveis sublinha que não andamos a sofrer quedas tão graves quanto as do resto da Europa civilizada. Isto porque, na realidade, já estamos à espera da recuperação desde 2000.

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