Rumo ao Estrelato

Diariamente o Sol ilumina a ecosfera, e hoje recebi dezenas de mensagens: “Falaram de ti na rádio!”
Pelos vistos sou um cidadão, e pelos vistos estou a promover o alargamento às bicicletas dos benefícios fiscais dados aos carros eléctricos pela lei do OE2009.
Tanto que promovi, que umas almas caridosas do Bloco de Esquerda deram-me bola, e decidiram levar à AR a tal proposta de alteração, à votação da especialidade do Orçamento de Estado, na passada Sexta-Feira dia 28. Chumbada pela maioria absoluta, não sei se foi votada em pacote (eu sei que foram votadas 1500 propostas de alteração, provavelmente não individualmente).

http://www.petitiononline.com/IRSBICIC/petition.html

Como diria o outro, a luta continua, principalmente porque a Lusa teve a simpatia de publicar uma conversinha que teve ao telefone comigo há umas três semanas. Hoje os jornais on-line e algumas rádios, amanhã provavelmente os impressos gratuitos, para a semana o Mundo?

Lá andei a preparar uma petição à pressa, e parece que está a ter adesão. Se chegar às 5000 assinaturas volta à AR. Será possível? Talvez com alguma ajuda.

Vá lá amigos, toca a assinar para fazer estas senhoras sorrir.

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8 Responses to Rumo ao Estrelato

  1. Nuno diz:

    Excelente iniciativa e já assinada há horas, depois da notícia do Público. ´
    Fico optimista quando aparecem iniciativas de cidadãos deste tipo.

    Já agora, porque não alargar as deduções fiscais aos passes de comboio\metro?

    São muito mais eficientes no consumo de energia que os VE’s , transportam mais pessoas (e bicicletas), não precisam de estacionamento e são usados por uma maior diversidade de pessoas, nomeadamente uma parte em que estes benefícios funcionam como um incentivo social precioso.

    Julgo que respeitam todos os critérios enunciados para os benefícios e são o complemento ideal das biclas\pés!

    Existe algum modo de fazer um anexo da proposta?

  2. Francisco diz:

    E “malta” que anda a pé ?
    Ainda são mais ecológicos na sua pegada.
    Não consomem muito (só solas de sapatos) e não consta haver problemas de estacionamento.
    Vai uma petiçãozinha ?

  3. Nuno diz:

    🙂 Francisco.

    Os pés não são um veículo, são parte integrante do seu corpo!
    O maior incentivo para os peões é não terem que ocupar apenas os locais onde não existem carros nas cidades e evitarem ter que fazer slalom entre os que estão estacionados em praças e passeios o que poderá ser reforçado caso os TP’s e as bicicletas forem incentivados (por reforço das infraestruturas de apoio e\ou benefícios fiscais).
    Beneficiam todos.

    Cumprimentos!

  4. Caros Nuno e Francisco:

    Tendes os dois absoluta razão. Vou ver o que se pode fazer relativamente à sugestão do Nuno. Já me tinha passado pela cabeça também, mas disseram-me que os passes sociais já eram descontados e subsidiados. Além disso, como poderá compreender, foi-me muito mais fácil galvanizar apoios para esta iniciativa do que uma mais abrangente.

    Relativamente à sugestão do Francisco, será mais complicado 🙂

    Poder-se-á dizer que ao não pagar IVA pelo veículo (que não compra), o caminhante já está a ter um desconto nos impostos. Mas sou a favor de um subsídio para quem se desloque a pé.

    A bem dizer esta iniciativa não pretende resolver mais do que uma incoerência: os automóveis eléctricos, que já não pagam IA, nem IC, têm pela lei de OE2009 um desconto extra.

    http://menos1carro.blogs.sapo.pt/130186.html

    Talvez ao discutir em AR as razões para não darem descontos às bicicletas e aos transportes públicos, os deputados se questionem das razões por que os dão aos e-automóveis.

  5. Hô! A Avenida 5 de Outubro! A Visconde Valmor! O Cabeleireiro Lucy! As senhoras a saírem do Pingo Doce onde eu costumo comprar o Bolo Rei (vamos lá a ver este ano).

  6. Já agora, os transportes públicos em Lisboa e Porto já são fortemente subsidiados. Eu poderia ser mauzinho e dizer que é nas cidades onde estes transportes não são subsidiados que há maior utilização da bicicleta!

  7. Nuno diz:

    É verdade Filipe, que existem passes sociais e um IVA de 5% e também que os transportes públicos não se referem a aquisições do veículo em si mas isto aparentemente não chega nem com o preço do combustível a pregar partidas.
    É preciso mais e ganham automobilistas,ciclistas e peões.

    Julgo que os TP’s têm o potencial de transportar muito mais gente do que as pessoas que não têm escolha nem dinheiro para comprar um VE de 25.000 euros.

    As cidades com maior utilização da bicicleta que conheço são todas muito bem servidas de TP, não têm é tantos autoólicos.
    A haver uma correlação entre biclas e TP’s é uma de complementaridade…

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