XVIII Congresso do PCP

Enquanto uns fazem uma triste e leda caminhada e outros afiam as facas na esperança de uma nova oportunidade, no próximo fim-de-semana, decorrerá o XVIII Congresso do PCP sobre matérias que podem interessar um pouco mais para o futuro dos portugueses.
Numa época em que Bush fala nos “eles” que causaram a “crise”, McCain e Obama nos de “Wall Street”, Sócrates culpa os que defendiam “mais mercado”, Berardo critica as vinte “companies” que detêm 27% da riqueza no Mundo e Salgueiro culpa a imprudência dos portugueses;
Numa época em que o mais fervoroso adepto da economia de mercado de ontem, lança chavões esquerdistas, contra os “outros”;
Numa época em que os banqueiros pedincham apoios ao Estado que sempre quiseram dinamitar;
Numa época em que o discurso do poder perde pudor e a última honestidade, culpando-se “o outro” abstracto, pelo problema criado pelos próprios;
Numa época em que se vive pior, em que o trabalho é mais instável e em que se trabalha mais por menos salário;
Este é um tempo fundamental para todos os que têm vindo a lutar por um mundo diferente e para quem se sente estrangulado por um sistema em que a alternância nos actores do poder nunca se constitui em alternativa de modelo fundamental.
O XVIII Congresso pode ser um momento histórico para que se comece a construir um novo rumo de ruptura com as políticas existentes, com novas e antigas convergências, capaz de se constituir, com a brevidade com que todos necessitamos, numa poderosa alternativa política transformadora. Nem a alternativa de esquerda se pode fazer contra ou sem o PCP, nem o PCP a consegue construir sozinho.

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