O gang dos sonetos

A livraria Pó dos Livros, como muitas outras, sofre uma praga ainda mais insistente que o nemátodo do papel: os amigos do tomo alheio. Agora, parece que a ladroagem especializada em poesia fina tem atacado com notória regularidade.
Eu tenho uma teoria a alvitrar: trata-se do mesmo bando de gatunos literários que assaltaram recentemente a casa de Miguel Sousa Tavares, pifando-lhe o computador prenhe de excelentes inéditos. Os ilustrados ladrões leram tudo aquilo, absorveram os enredos de MST, ainda em estado larvar, repetiram boquiabertos as falas da tal peça teatral inacabada. Depois… foram a correr em busca de antídoto. E aportaram à Pó dos Livros, desesperados e desvalidos.

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