Alegre e o PS

A eventual não integração de Alegre nas listas a deputado, não é uma surpresa nem um acto de coragem, mas sim o prognóstico do fim de uma imagem com que o PS gosta de se apresentar a eleições.
Quando Alegre se candidatou à liderança do PS, contra Sócrates, fez uma análise dos militantes do partido em constatou que 70% dos militantes da altura se tinha tornado militante a partir da liderança de Guterres. Assim é mais fácil entender que o partido já não corresponda minimamente à ideia que os seus fundadores e dirigentes históricos têm dele.
Estou em crer que uma maioria avassaladora dos militantes do PS, e sobretudo dos seus quadros dirigentes que já entrou para o partido em tempos de poder, sempre defenderam o capitalismo e combatem o marxismo como se se tratasse de uma epidemia. As suas referências, não são Alegre nem Soares, mas Sócrates, Lello, Vara, Canas, Coelho ou Pina Moura. Mas o PS não é o país.
Até hoje, a participação de Alegre com as suas críticas, mas também com os seus silêncios, têm servido o PS nas alturas eleitorais, para fazer transparecer a existência de uma “ala esquerda”, sem poder efectivo, mas única formula capaz de estancar o verdadeiro perigo de fuga de votos para a esquerda.
De qualquer forma nada parece estar muito certo nem concretizado, e até às eleições, muita água correrá…

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