Há coisas fantásticas, não há?

O jornal que divulga o inefável sociólogo Alberto Gonçalves está a ficar contagiado com o estilo do arguto comentador. Numa notícia sobre o segundo volume das Obras Escolhidas de Álvaro Cunhal, apresentadas ontem por Jerónimo de Sousa, com escritos de 1947 a 1964, contendo alguns inéditos documentos e cartas da prisão, o jornalista (o editor?)  acaba assim a prosa supostamente noticiosa: “Com este segundo volume, tornaram-se ontem públicos mais uns metros de fita da célebre “cassete” de Cunhal”.
Independendentemente de se habilitarem a várias cartinhas para o provedor do leitor, alguém tem de explicar aos jornalistas do DN que uma coisa é escrever colunas de opinião e outra escrever notícias. A distinção parece não ser muito frequente por aquelas bandas. Eu, pessoalmente, dispensava, nas notícias, as piadolas cretinas dos estagiários a cargo do sociólogo Gonçalves.

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TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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