Os cegos contra as paredes

«Já não esperava nada dos partidos à nossa esquerda, que têm a habitual estratégia do protesto», choraminga agora Sócrates enquanto tenta menosprezar a manifestação dos professores, reduzindo-a a um desfile corporativo.
Longe (3 anos) vão os dias em que o PS aceitava que «há duas vertentes, a vertente parlamentar, que é muito importante, e a vertente da rua, já que as oposições também lutam na rua na base dos sindicatos, das manifestações. Neste contexto, o partido continuará a ser eminentemente necessário», dizia então Almeida Santos.
Aliás, o Acção Socialista é um manancial de recordações do PS pré-poder. Como o artigo que ironizava: «avance-se então que nem cego contra a parede dos alunos nas manifestações, dos trabalhadores em greve e até contra os militares defraudados por um ministro politicamente fragilizado.» Troque-se então “alunos” por “professores” e lá nos vem à memória o adágio marxista da História que se repete sempre, primeiro como tragédia, depois como farsa.

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