Sucessos da madeirização

Tudo o que é mau resulta da crise internacional e de outras nefastas influências exteriores. O que é bom, mesmo que pouco tenha de indígena, é logo baptizado e naturalizado à pressa, como o Magalhães, famoso computador primeiro português e agora «ibero-americano», que «o Presidente Chávez o atirou um dia ao chão e não se partiu». A resposta aos problemas económicos é, invariavelmente, mais investimento por parte do Estado. A imprensa do regime está sempre ao dispor para a ajudinha na hora certa. Por seu lado, a oposição laranja continua incapaz de se apresentar em público com um mínimo de decoro e dignidade. Resultado de tudo isto? Sócrates fala do jeito que nova maioria absoluta lhe daria e o povo dá-lhe ouvidos. O PS continua a subir nas sondagens, aproximando-se agora do desiderato do líder.
É certo que na Madeira a promiscuidade entre o governo regional e os grandes empresários ultrapassa em muito as confusões com a Mota-Engil e outras trapalhadas menores. E o manto asfixiante de nepotismo e controlo que cobre toda a sociedade madeirense ainda não encontra paralelo por cá. Mas olhem que o Alberto João teve décadas para refinar o modelo. E os seus émulos continentais já demonstraram que aprendem depressa.

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