Má educação?

Nos dias que correm, encontra-se um especialista em educação a cada esquina. E todos têm firmes certezas sobre o “facilitismo” e sobre as causas da aparente supremacia do ensino público. Helena Matos, por exemplo, sabe bem que «quem destruiu o ensino público foram aqueles que resolveram fazer experimentalismo social nas escolas», seja lá isso o que for. Ontem, vi o Nuno Crato, cujas opiniões por norma me parecem bem pensadas, pedir para não invocarem o exemplo da Finlândia (nação com escassa retenção e excelentes alunos) pois esse país tem uma educação bem superior à nossa. Graças a este inamovível óbice, nunca poderemos imitar coisa alguma que se faça em paragens mais desenvolvidas: é a derradeira pescadinha-de-rabo-na-boca.
O que eu gostava mesmo de saber é se existe por aí algum estudo que analise a relação entre as taxas de retenção em alunos até aos 12 anos com, por exemplo, os índices PISA. Eu desconfio que nem isto calaria os arautos do tal “facilitismo”, esse horrendo barbarismo, mas não custa tentar.

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