Ai é? Ai é?

Parece que hoje é o dia das ameaças descabeladas. Um dirigente de uma dita associação de PMEs veio ameaçar o governo com um crescimento propositado do desemprego, em retaliação contra o aumento do salário mínimo: «O primeiro-ministro tem de ter consciência que temos 43720 contratos de trabalho a termo, o que quer dizer que se continuar a insistir, nós vamos difundir por todos os nossos associados que, à medida que os contratos da termo terminam, não se renovam». Ele vai portanto «difundir» não sei bem o quê e as PMEs, que até só contratavam aqueles 43720 trabalhadores por solidariedade social, vão mandá-los para a rua. Pois, pois.
Os militares também não andam satisfeitos, depois de se verem desconsiderados face a profissões que eles têm por «equivalentes» à sua (eu, que lá gastei ano e meio, nem estou bem a ver o que tal possa ser). Vai daí, Loureiro dos Santos avisa-nos de que andam alguns jovens militares («mais corajosos, destemidos, talvez menos prudentes») com uma azia tal que até poderão fazer «alguns disparates, mas que poderão ter uma certa repercussão pública não só nacional, mas até internacional e portanto ter também efeitos muito negativos para a nossa democracia avançada e madura». Fica dado o confuso recado.
Tenho ideia que Portugal deve ter-se desprendido de Espanha e vogado até à América do Sul enquanto dormíamos; ou então, é a retórica de Chávez que anda a fazer escola.

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