À espera dos desmentidos do costume

Depois desta notícia da Lusa, mal posso esperar para ver as acrobacias dos tipos que vão garantir que Portugal é o contrário do que o estudo da OCDE diz. Força. A necessidade aguça o engenho. Supreendam-me: falem da crise económica, do antigo governo de Santana Lopes, dos marcianos, sei lá. Seguidamente, expliquem-me que depois de mais de 30 anos de governos PS e PSD estamos assim. Se calhar, a culpa é do gonçalvismo e dos comunistas que estiveram no poder em 1975.
Junto a notícia e espero ansioso os desmentidos.

“O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), padre Lino Maia, considerou hoje “injusto e imoral” o aumento do fosso entre ricos e pobre em Portugal, segundo um estudo divulgado pela OCDE.

Portugal é um dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) com maiores desigualdades na distribuição dos rendimentos dos cidadãos, ao lado dos Estados Unidos e apenas atrás da Turquia e México.

No seu relatório “Crescimento e Desigualdades”, hoje divulgado, a OCDE afirma que o fosso entre ricos e pobres aumentou em todos os países membros nos últimos 20 anos, à excepção da Espanha, França e Irlanda, e traduziram-se num aumento da pobreza infantil.”

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