Errata

“Unborn babies for Sarah Palin” – eis o que reza um autocolante visível nos pára-choques de muito fã da candidata a VP americana. E que anda por aí a senhora a fazer, nos dias que correm? A espalhar insultos, mentiras e ódio.
O white trash encontrou por fim a sua musa política. Engolem cada doce fonema, cada vocábulo trucidado, cada amostra de ideia, como se fossem revelações de um novo tipo de profeta: a glorificadora do Joe Six-Pack, a disseminadora do evangelho das armas à solta, da vingança mesquinha, da ridicularização de qualquer preocupação ecologista. Para eles, Obama é um «subversivo, simpatizante de terroristas, e muçulmano dissimulado», tendo até apoiado a imposição da sharia no Quénia e as cabriolas de Hugo Chávez. São os discípulos desta messias da ralé que acham que o melhor adereço para acompanhar a efígie de Obama é um laço de enforcado.
Escrevi aqui há uns tempos que Sarah Palin não era por certo o anti-Cristo. Enganei-me. É pelo menos possível, improvável mas possível, que até o seja. Imaginar esta senhora como indivíduo mais poderoso do planeta dá-me vontade de pedir a cidadania americana a correr, tentando ainda ir a tempo de votar contra ela.

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