O nosso cientista preferido ataca outra vez

O João Miranda leu que nos EUA o casamento e a “união civil” conferem «os mesmos direitos» aos casais de homossexuais. Vai daí, dispara a pergunta, já certo da resposta: para que deseja essa malta o casamento, então?
Linhas depois, aperfeiçoa a questão supostamente letal: «Ou, dito de outra forma, o que impede as uniões civis dos homossexuais de atingirem um reconhecimento social superior ao casamento hetero? Será que os homossexuis não acreditam que a força das suas relações possa creibilizar as uniões civis?» Ora aí está: eles só querem casar por estarem secretamente convencidos da inferioridade das suas relações. Macaqueando o casamento da gentes normais, sentem-se mais confortáveis e socialmente reconhecidos. Pronto.
Pena é que o ponto de partida nem sequer esteja correcto. Para lá da importância para cada um do termo empregue, pelo menos duas grandes diferenças (entre outras) separam casamento e “união civil”:

• The right to federal benefits. States that allow some type of same-sex union are able to grant only state rights. The Defense of Marriage Act passed in 1996 prohibits same-sex couples from receiving federal marriage rights and benefits.
• Portability. Because civil unions are not recognized by all states, such agreements are not always valid when couples cross state lines.

Mais uma bela historieta estragada pelos factos, essa peste recalcitrante.

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