Dia da Raça

A ilusão retrospectiva: sobre o tumulto quotidiano, caía como que um grande e fabuloso silêncio que tudo transfigurava. Um pequeno chamado Luís, que tanto queria seguir a carreira das armas como a das letras, e numa mão empunhava a espada e noutra a pena se não o contrário, surpreendeu um dia a família e as visitas quando, depois da ceia, disse de um só jacto umas estâncias muito bem medidas; depois continuou a brincar aos mata-mouros, a ponto de se ferir numa vista; quando subiu ao quarto, alguém (decerto um barão assinalado) disse para todo o sempre: -Este rapaz tem futuro!

(Une histoire du Petit Poulou, adaptação livre)

Sobre António Figueira

SEXTA | António Figueira
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4 Responses to Dia da Raça

  1. Luis Rainha diz:

    Não te preocupes, António, que já estou bem melhor do olho.

  2. ehehe Um piropo … Camões.
    Bolas. q coisa tão ziguezaguiantemente expressa…

  3. Luis Moreira diz:

    Eu sei que estou numa festa.Vejo todos, mas todos a beber,a falar,a sorrir.Só pode ser uma festa mas eu não gozo nada. E eu sou como o coxo.O gajo pisava a menina com quem dançava e tentava explicar-se.Até que a menina,perante o embaraço do coxo lhe diz.Pois, é isso na perna.E ele ,não, não! Sabe, é que eu se não foder não gozo nada! Será que estou a entrar na onda?

  4. ezequiel diz:

    pois, o futuro era coisa meticulosamente planeada…

    LOL 🙂

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